CUIABÁ
Assistência Social segue com ações estratégicas aos imigrantes acompanhados de crianças e adolescentes
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A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência segue com as ações de abordagens ao público imigrante que utilizam as rotatórias, avenidas e vias movimentadas da cidade semáforos para pedirem ajuda e fazendo a exposição de crianças e adolescentes. Qualquer tipo de trabalho que configure a mão de obra infantil e ou exposição de crianças e adolescentes é crime.
Desde então, segundo relatório apresentado, entre os dias 29, 30 e 31 de agosto e 01, 02 e 03 de setembro desse ano, 20 famílias foram abordadas. Outras 05, ao perceberem a presença da equipe, evadiram, do local. O quantitativo de crianças acompanhadas dos pais, nesse período, é de 34.
As ações estratégicas para a execução desse serviço se dão em parceria com o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI, programa este que tem sua abrangência nacional e é desenvolvido de forma articulada pelos entes federados, com a participação da sociedade civil. O trabalho tem como objetivo contribuir para a retirada de crianças e adolescentes com idade inferior a 16 (dezesseis) anos em situação de trabalho, ressalvada a condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos (Lei n° 8.742/1993). Nessa direção, as equipes estabeleceram estratégias objetivando identificar as famílias e/ou indivíduos com crianças e/ou adolescentes, que se encontram nas avenidas, rotatórias e qualquer espaço público exercendo práticas que configurem trabalho infantil.
Esse trabalho de abordagem é contínuo. Entretanto, desde o final do mês de julho, além das ações realizadas no período da manhã, a equipe da abordagem social tem percorrido os principais pontos de concentração, todos os dias, sempre das 17 as 19 horas. “Serviço este ofertado de forma continuada e programada, com a finalidade de assegurar o trabalho social de abordagem e busca ativa que identifique, nos territórios, a incidência de trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, situação de rua, dentre outras”, explicou a responsável pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil- PETI, Rute Merle dos Santos Costa.
“Em horários variados, foram orientadas várias famílias que abordamos com crianças em situação de trabalho infantil. As crianças estavam em situação de trabalho e ou exploração de mão de obra infantil, uma vez que as próprias famílias nos informam que só levam as crianças para as avenidas para ganhar dinheiro ou doações, quando as mesmas vão sozinhas não conseguem nada, nem uma balinha”, pontuou Rute.
Os locais de abordagens são, a Avenida do CPA, em diferentes pontos como, em frente a loja Havan, Farmácia Ultra Popular, no trevo com avenida Hermínio Ribeiro Torquato da Silva, sentido parque das águas e Trevo do Santa Rosa, na Avenida Miguel Sutil, rotatória do shopping Três Américas, dentre outros.
Um dos casos abordados, é da senhora Basília Sapata. Ela estava acompanhada de mais 03 mulheres, cada uma em um ponto, todas com crianças. Sem muitas informações, após levantamento técnico, trata-se de uma família atendida pela unidade do Centro de Referência de Assistência Social- Cras, no bairro Tijucal, com benefícios emergenciais e eventuais, além de orientações e encaminhamentos para as demais políticas públicas as quais a família se enquadra.
A família atualmente está com de acordo vigente de benefício eventual (04 cestas básica e 04 caixas de leite com 12 unidade cada), e recentemente receberam benefício emergencial.
Outro exemplo, é da Rebeca Segovia, 35 anos. É venezuelana e está na capital há um ano. A mesma foi abordada pela primeira vez no entorno do Shopping três américas em Cuiabá. Durante o atendimento foi preenchido um formulário de entrevista social, de imediato a equipe da abordagem levou a senhora até sua residência.
“Disponibilizamos à família uma cesta básica emergencial, ação está prevista nas resoluções que embasam a execução desse serviço. Rebeca é casada e tem duas filhas, uma de dois meses e a outra de quatro anos de idade. Em todas as abordagens recebeu orientação quanto a violação de direito a qual as crianças estavam sendo submetidas, a mesma alega que precisa mandar dinheiro para o marido que está na Venezuela”, esclareceu a responsável pelo PETI.
As famílias abordadas passam por uma entrevista social para coleta de informações como dados pessoais, endereço, telefone para contato, se recebem algum benefício social e se estão sendo atendidos junto à Casa Pastoral do Migrante, conhecida como referência a essa população. “Assim que recebemos um aceite, acompanhamos até as residências para identificar se já são referenciados, se estão CadÚnico, se recebem o Auxilio Brasil, cestas básicas, dados pessoais, endereço e telefone para contato. E o mais importante, se essas crianças já estão nas escolas da rede. Ao final, é realizado o cadastramento que será direcionado às unidades de CRAS para posterior acompanhamento”, acrescenta Rute.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira, afirma que oferecer mais dignidade tanto à população cuiabana quanto aos imigrantes é uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro. “A equipe toma todo o cuidado e respeita o limite, percebendo até onde pode chegar. Queremos apenas sensibilizar essas famílias sobre a exposição dessas crianças e jamais atrapalhar quem está trabalhando de forma autônoma”, pontua a secretária.
“O nosso objetivo é levar a todos, independente da etnia, o conhecimento quanto aos seus direitos e também deveres. A exposição de crianças e adolescente, além de contrariar as leis brasileiras, inclusive o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), também as expõem a riscos de acidentes no trânsito, assédios, dentre outros”, finalizou a secretária.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Mato Grosso AgroFestival valoriza artistas regionais e músicos ressaltam a qualidade técnica da estrutura
A primeira edição do Mato Grosso AgroFestival, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, se consolida como um importante espaço de valorização da cultura e da música regional. Com uma programação que reuniu diferentes estilos musicais, o evento abriu espaço para artistas mato-grossenses mostrarem seu talento em uma estrutura de grande porte, com a mesma qualidade técnica oferecida às atrações nacionais. O evento foi realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte, com recursos públicos.
A variedade de estilos também fez a diferença, incluindo gospel, sertanejo, rock e outros. A participação do rock regional foi considerada pelos próprios artistas como uma proposta inovadora, por se tratar de uma iniciativa que amplia a diversidade musical do evento e aproxima o público de um gênero que, segundo os músicos, possui forte influência na formação de artistas de diferentes segmentos, inclusive o sertanejo.
“Preparamos uma coisa um pouquinho diferente, porque no AgroFestival tocamos um Rock’n’Roll. É uma inovação. O rock é uma linguagem acessível para todas as camadas da sociedade. Muita gente não conhece o rock e, quando você se apresenta em um palco com boa qualidade, estrutura e consegue mostrar todo o desempenho que é capaz de oferecer, mesmo as pessoas que não têm muita intimidade com a cena musical roqueira vão perceber que Cuiabá também tem excelentes músicos de rock”, destacou Jean Bass, da banda Power Rock Trio.
Segundo Jean, a maioria dos músicos que estão no palco tocando sertanejo começou estudando rock. “O rock sempre obrigou o músico a se dedicar muito para conseguir executar com qualidade. O rock é onde se forma o músico. O rock é agro, o rock é pop, o rock é tudo. O rock é a fonte da juventude”, afirmou.
Outros artistas regionais também destacaram a importância da iniciativa e do espaço no AgroFestival concedido aos músicos locais. O cantor Fabrício, da dupla Fabrício & Fernando, que integra o grupo Violada Cuiabana, juntamente com vários outros cantores conhecidos nacionalmente, disse que a iniciativa representa um avanço significativo na forma como a música produzida em Mato Grosso é apresentada ao público.
“Eu falo em nome de Fabrício e do Fernando, e do grupo Violada Cuiabana, que é composto por Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson. Nós tivemos um ganho muito grande com o Johnny Everson. O Johnny é um cara experimentado, preparado, que hoje está ocupando uma cadeira muito merecida. Esse olhar de profissionalismo e de respeito aos nossos artistas, que ele tem, é muito importante. Mato Grosso possui uma produção musical diversificada e seus artistas têm conquistado espaço além das fronteiras do Estado e a população está tendo a oportunidade de conhecer ainda mais o trabalho que está sendo feito”, afirmou.
O cantor fez questão de explicar que é da área do sertanejo, mas que Mato Grosso é um celeiro muito grande de muitos segmentos. “A gente sabe disso. A galera daqui vai para fora e faz bonito. A primeira edição do AgroFestival veio com tudo, valorizando a gente, com esse espaço maravilhoso e essa estrutura, que antigamente não tinha, era muito difícil. O regional usava uma estrutura bem menor, uma estrutura precária, e hoje a gente tem esse espaço de suma importância. Em nome de toda a galera de Mato Grosso, muito obrigado à Prefeitura de Cuiabá, aos organizadores e a todos que estão cobrindo o evento. O artista de Mato Grosso está sendo muito bem representado. Essa é a primeira edição de muitas, o AgroFestival veio para ficar”, ressaltou.
Entre o público estava Marluce Madureira, natural de Montes Claros (MG), agora moradora de Cuiabá, que gostou das apresentações, especialmente da violada sertaneja, e afirmou que voltaria à noite para a programação de encerramento do AgroFestival. “Muito bom, aqui tem um espaço amplo e dá para todo mundo acompanhar. Senti falta do lambadão, apesar da variedade dos shows. Ainda vou voltar para ver Di Paullo & Paulino, atração nacional da noite”, frisou.
Estrutura padrão
O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, destacou que a valorização dos artistas locais faz parte de uma diretriz adotada pela gestão do prefeito Abilio Brunini desde o início do mandato. A proposta, segundo ele, é garantir que os músicos regionais tenham não apenas espaço na programação, mas também condições técnicas adequadas para apresentar seus trabalhos.
“Esse espaço para a música regional, valorizando a nossa música, é um critério que a gestão Abilio Brunini está usando desde que assumiu este mandato. É uma questão fundamental para manter esse intercâmbio, essa troca de conhecimento dos artistas nacionais que vêm se apresentar aqui, mas sempre atendendo a alguns princípios e requisitos”, explicou.
Entre esses critérios está a garantia de espaço para os artistas regionais, com pagamento de cachê digno e utilização da mesma infraestrutura técnica disponibilizada às atrações de projeção nacional.
“Aqui, nos palcos onde a Prefeitura está envolvida, não tem um artista fazendo uma ‘aberturinha’ improvisada. Tem um artista usando o mesmo equipamento, os mesmos aparatos, seja nos painéis de LED, na iluminação ou na sonorização”, enfatizou Johnny Everson.
O secretário também resgatou a tradição de eventos que historicamente abriram espaço para a música local, citando a tradicional programação realizada no bairro São Cristóvão durante 22 anos.
“Nós preparamos para este domingo, para a tarde deste domingo, como tradicionalmente ocorria no São Cristóvão durante seus 22 anos de acontecimento, de 1991 a 2013, a tarde dos shows dos artistas locais. Artistas locais porque são daqui, porque moram aqui, porque geram emprego, renda e felicidade para o povo daqui. Eles são daqui, mas estão fazendo sucesso no Brasil inteiro”, afirmou.
A festa em questão foi resgatada 10 anos depois e compôs a programação do AgroFestival, com mais de 400 caminhões presentes em um buzinaço coletivo, reunindo grupos em motociata e a cavalgada até o Parque Novo Mato Grosso, onde receberam a bênção do santo padroeiro.
O secretário esclareceu ainda que a divisão entre atrações nacionais e regionais não representa uma diferença de qualidade entre os artistas, mas uma forma de identificação da origem das atrações.
“Quando dividimos na divulgação shows nacionais e depois shows regionais ou shows locais, não é colocando um numa condição superior à condição do outro. É identificando que os regionais cantam tão bem ou, muitas vezes, muito melhor ainda que os nacionais”, explicou.
Além de celebrar o potencial econômico e produtivo do Estado, o Mato Grosso AgroFestival ampliou seu alcance ao reconhecer a cultura como parte essencial da identidade mato-grossense.
A programação da tarde do domingo (9) contou com a apresentação dos cantores Holy Praise, Violada Cuiabana (Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson), Power Rock Trio, Sara & Lívia, Rafa Garcia e Trio Maravilha.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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