CUIABÁ
Após 30 anos de dedicação à rede pública municipal de Ensino, ao se aposentar professora Mabel Strobel fala sobre as conquistas e desafios das mulheres
CUIABÁ
No mês em que o destaque é a mulher, um exemplo de amor à profissão, Mabel Strobel Moreira da Silva, se aposentou após 34 anos anos dedicados à Educação. Como uma homenagem as profissionais da educação, a professora Mabel falou um pouco sobre os desafios da profissão, o papel da mulher e sobre a educação pública de Cuiabá.
Professora nas redes públicas municipal de Cuiabá (1988), e estadual, professora universitária, Mabel Strobel ocupou vários cargos nas Secretarias Estadual e Municipal de Educação. Atuou como secretária de Educação em Chapada dos Guimarães, Barão de Melgaço e Cuiabá. Coordenou a elaboração das políticas educacionais: Escola Sarã; Escola Ciclada de Mato Grosso; Escola Apoena e Escola Cuiabana, além de ser a autora de mais de vinte publicações para Rede Pública de Ensino.
Antes de se aposentar Mabel Strobel coordenou a elaboração da política municipal de Educação – a Escola Cuiabana, um trabalho de peso, que colocou a Capital, numa posição de destaque. Considerado como um marco histórico, o trabalho marca os últimos 20 anos da Educação Pública Municipal e, é o resultado das discussões em torno dos processos de ensino e aprendizagem, oferecendo novas bases teóricas e metodológicas para que as unidades educacionais, com base na concepção multicultural da Escola Cuiabana, possam reorganizar seus Projetos Político-Pedagógicos, em consonância com a legislação em vigor e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Temos um longo caminho a seguir e vamos avançar muito entretanto, o caminho percorrido até aqui construiu os pilares das mudanças e transformações da Educação Pública para as próximas décadas”, disse Mabel Strobel.
Sobre o papel da mulher, a professora Mabel destacou que uma das questões mais marcantes é a própria trajetória feminina na busca por conquistar espaços na sociedade e na profissão. Para ela, na Educação e em outras áreas, as mulheres transformaram o contexto social com sabedoria, muita luta e nessa trajetória, vislumbraram o magistério como profissão.
“Mesmo tendo seu direito a educação renegado, só podendo estudar após mais de 300 anos da colonização do Brasil, as mulheres tornaram-se os pilares da construção educacional e da formação da população brasileira”, destacou a professora.
Mabel Strobel lembra que hoje muitas mulheres estão na linha de frente, fazendo história e servindo de inspiração para as outras, como secretárias de educação, professoras, gestoras escolares, advogadas, deputadas, etc. No agronegócio, na saúde pública e na ciência onde a maior porcentagem de artigos científicos da América Latina são assinados por mulheres brasileiras.
“Entretanto, a luta das mulheres continua! Precisamos apoiar as leis que protegem a mulher e garantem qualidade de vida e direitos como a lei de prevenção da violência contra a mulher como tema transversal nos currículos da Educação Básica, a lei Carolina Dieckmann que penaliza a pessoa que obtiver informações do seu computador e fotos e vídeos sem autorização, a lei Maria da Penha e outras. É preciso avançar nas conquistas”, destaca a educadora lembrando que ainda são poucas as mulheres nos cargos políticos e que pouco conhecemos sobre as propostas da bancada feminina na Câmara e no Senado Federal. “Outro fator é a desigualdade de gênero, salários menores e mais propensas ao desemprego que os homens apesar da mesma escolaridade”, disse a professora.
Sobre a pandemia, Mabel Strobell ressalta que as mulheres foram atingidas de maneiras diferentes. “Muitas chefes de família em sua maioria negras e de baixa renda ficaram na dependência de cestas básicas, auxílio emergencial e outros benefícios. No home office, tiveram que conciliar o trabalho ou a falta dele, com a criação e aprendizagem dos filhos em um ambiente de isolamento social e, em muitos casos, essas condições e o isolamento, fizeram muitas serem reféns da violência doméstica. Este é um problema muito presente no Brasil e em especial em Mato Grosso”, disse ela.
Para a educadora, as mulheres são símbolos de sonhos, resistência e força! “Sonhamos com o direito de viver sem violência e isso é uma luta diária, de todos nós e implica também na educação. Educação para o combate à violência, e educação para compartilhar os deveres pessoais, profissionais e domésticos, pois a sobrecarga tem levado a problemas de ansiedade, estresse e depressão. Viver sem o assédio, sem medo e sem os tabus socioculturais. Mais respeito e valorização em todos os sentidos, seja na vida pessoal ou profissional. Ser vista como pessoa que pode alcançar qualquer objetivo que desejar, sem barreiras para os seus sonhos: o que é melhor para você, mulher? Onde você quer estar e chegar?”, destacou.
Biografia
Natural de Chapada dos Guimarães, MT, Mabel Strobel é doutoranda em Ciências da Educação (UNR/Argentina); Mestre em Filosofia na Educação (UFMT) universidade onde cursou Pedagogia.
Com aperfeiçoamento superior em Filosofia pela Montclair State University (Estados Unidos da América/USA) e em Gestão Pública e Inovação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro UTAD (Vila Real/Portugal). Possui especialização em Supervisão e Currículo (Instituto Metodista de Ensino Superior/SP). Especialização em Filosofia ao Alcance das Crianças (UFMT). Professora na Rede Municipal de Ensino de Cuiabá (aposentada) e da Rede Estadual de Mato Grosso. Professora universitária. Ocupou vários cargos na SEDUC e na SME. Atuou como Secretária de Educação em Chapada dos Guimarães, Barão de Melgaço e Cuiabá. Coordenou a elaboração das seguintes políticas educacionais: Escola Sarã; Escola Ciclada de Mato Grosso; Escola Apoena e Escola Cuiabana.
Elaborou mais de vinte obras sendo publicações de livros para Rede Pública de Ensino. Disputou como candidata a prefeita de Chapada dos Guimarães. Implantou o Coral Infanto-Juvenil em Chapada dos Guimarães dentre outros projetos.
CUIABÁ
Mato Grosso AgroFestival valoriza artistas regionais e músicos ressaltam a qualidade técnica da estrutura
A primeira edição do Mato Grosso AgroFestival, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, se consolida como um importante espaço de valorização da cultura e da música regional. Com uma programação que reuniu diferentes estilos musicais, o evento abriu espaço para artistas mato-grossenses mostrarem seu talento em uma estrutura de grande porte, com a mesma qualidade técnica oferecida às atrações nacionais. O evento foi realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte, com recursos públicos.
A variedade de estilos também fez a diferença, incluindo gospel, sertanejo, rock e outros. A participação do rock regional foi considerada pelos próprios artistas como uma proposta inovadora, por se tratar de uma iniciativa que amplia a diversidade musical do evento e aproxima o público de um gênero que, segundo os músicos, possui forte influência na formação de artistas de diferentes segmentos, inclusive o sertanejo.
“Preparamos uma coisa um pouquinho diferente, porque no AgroFestival tocamos um Rock’n’Roll. É uma inovação. O rock é uma linguagem acessível para todas as camadas da sociedade. Muita gente não conhece o rock e, quando você se apresenta em um palco com boa qualidade, estrutura e consegue mostrar todo o desempenho que é capaz de oferecer, mesmo as pessoas que não têm muita intimidade com a cena musical roqueira vão perceber que Cuiabá também tem excelentes músicos de rock”, destacou Jean Bass, da banda Power Rock Trio.
Segundo Jean, a maioria dos músicos que estão no palco tocando sertanejo começou estudando rock. “O rock sempre obrigou o músico a se dedicar muito para conseguir executar com qualidade. O rock é onde se forma o músico. O rock é agro, o rock é pop, o rock é tudo. O rock é a fonte da juventude”, afirmou.
Outros artistas regionais também destacaram a importância da iniciativa e do espaço no AgroFestival concedido aos músicos locais. O cantor Fabrício, da dupla Fabrício & Fernando, que integra o grupo Violada Cuiabana, juntamente com vários outros cantores conhecidos nacionalmente, disse que a iniciativa representa um avanço significativo na forma como a música produzida em Mato Grosso é apresentada ao público.
“Eu falo em nome de Fabrício e do Fernando, e do grupo Violada Cuiabana, que é composto por Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson. Nós tivemos um ganho muito grande com o Johnny Everson. O Johnny é um cara experimentado, preparado, que hoje está ocupando uma cadeira muito merecida. Esse olhar de profissionalismo e de respeito aos nossos artistas, que ele tem, é muito importante. Mato Grosso possui uma produção musical diversificada e seus artistas têm conquistado espaço além das fronteiras do Estado e a população está tendo a oportunidade de conhecer ainda mais o trabalho que está sendo feito”, afirmou.
O cantor fez questão de explicar que é da área do sertanejo, mas que Mato Grosso é um celeiro muito grande de muitos segmentos. “A gente sabe disso. A galera daqui vai para fora e faz bonito. A primeira edição do AgroFestival veio com tudo, valorizando a gente, com esse espaço maravilhoso e essa estrutura, que antigamente não tinha, era muito difícil. O regional usava uma estrutura bem menor, uma estrutura precária, e hoje a gente tem esse espaço de suma importância. Em nome de toda a galera de Mato Grosso, muito obrigado à Prefeitura de Cuiabá, aos organizadores e a todos que estão cobrindo o evento. O artista de Mato Grosso está sendo muito bem representado. Essa é a primeira edição de muitas, o AgroFestival veio para ficar”, ressaltou.
Entre o público estava Marluce Madureira, natural de Montes Claros (MG), agora moradora de Cuiabá, que gostou das apresentações, especialmente da violada sertaneja, e afirmou que voltaria à noite para a programação de encerramento do AgroFestival. “Muito bom, aqui tem um espaço amplo e dá para todo mundo acompanhar. Senti falta do lambadão, apesar da variedade dos shows. Ainda vou voltar para ver Di Paullo & Paulino, atração nacional da noite”, frisou.
Estrutura padrão
O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, destacou que a valorização dos artistas locais faz parte de uma diretriz adotada pela gestão do prefeito Abilio Brunini desde o início do mandato. A proposta, segundo ele, é garantir que os músicos regionais tenham não apenas espaço na programação, mas também condições técnicas adequadas para apresentar seus trabalhos.
“Esse espaço para a música regional, valorizando a nossa música, é um critério que a gestão Abilio Brunini está usando desde que assumiu este mandato. É uma questão fundamental para manter esse intercâmbio, essa troca de conhecimento dos artistas nacionais que vêm se apresentar aqui, mas sempre atendendo a alguns princípios e requisitos”, explicou.
Entre esses critérios está a garantia de espaço para os artistas regionais, com pagamento de cachê digno e utilização da mesma infraestrutura técnica disponibilizada às atrações de projeção nacional.
“Aqui, nos palcos onde a Prefeitura está envolvida, não tem um artista fazendo uma ‘aberturinha’ improvisada. Tem um artista usando o mesmo equipamento, os mesmos aparatos, seja nos painéis de LED, na iluminação ou na sonorização”, enfatizou Johnny Everson.
O secretário também resgatou a tradição de eventos que historicamente abriram espaço para a música local, citando a tradicional programação realizada no bairro São Cristóvão durante 22 anos.
“Nós preparamos para este domingo, para a tarde deste domingo, como tradicionalmente ocorria no São Cristóvão durante seus 22 anos de acontecimento, de 1991 a 2013, a tarde dos shows dos artistas locais. Artistas locais porque são daqui, porque moram aqui, porque geram emprego, renda e felicidade para o povo daqui. Eles são daqui, mas estão fazendo sucesso no Brasil inteiro”, afirmou.
A festa em questão foi resgatada 10 anos depois e compôs a programação do AgroFestival, com mais de 400 caminhões presentes em um buzinaço coletivo, reunindo grupos em motociata e a cavalgada até o Parque Novo Mato Grosso, onde receberam a bênção do santo padroeiro.
O secretário esclareceu ainda que a divisão entre atrações nacionais e regionais não representa uma diferença de qualidade entre os artistas, mas uma forma de identificação da origem das atrações.
“Quando dividimos na divulgação shows nacionais e depois shows regionais ou shows locais, não é colocando um numa condição superior à condição do outro. É identificando que os regionais cantam tão bem ou, muitas vezes, muito melhor ainda que os nacionais”, explicou.
Além de celebrar o potencial econômico e produtivo do Estado, o Mato Grosso AgroFestival ampliou seu alcance ao reconhecer a cultura como parte essencial da identidade mato-grossense.
A programação da tarde do domingo (9) contou com a apresentação dos cantores Holy Praise, Violada Cuiabana (Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson), Power Rock Trio, Sara & Lívia, Rafa Garcia e Trio Maravilha.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
-
ESPORTES6 dias atrásPalmeiras inicia preparação para jogo de volta contra o Fortaleza; Gómez treina no gramado e Paulinho vira preocupação
-
ESPORTES5 dias atrásCom expulsão polêmica, Santos vence o Remo e confirma vaga nas quartas da Copa do Brasil
-
POLÍTICA6 dias atrásMato Grosso cria cadastro estadual de pessoas condenadas por crime de estupro
-
OAB MT6 dias atrásOAB-MT oferece condições especiais para regularização de débitos
-
CUIABÁ7 dias atrásConfira a programação completa do Mato Grosso AgroFestival, que começa nesta sexta-feira em Cuiabá
-
ESPORTES4 dias atrásGrêmio vence o Mirassol e avança às quartas de final da Copa do Brasil
-
EMPREGO6 dias atrásEmpresas com 100 ou mais empregados devem atualizar informações para o 6º Relatório de Transparência Salarial
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásComunidade do Formigueiro inaugura primeira biblioteca comunitária e amplia acesso à leitura e à cultura




