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Em quase 10 anos, municípios acumulam R$ 341,3 bi de prejuízos por desastres naturais

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Entre 2013 e 2022, o Brasil registrou milhares de desastres naturais e os prejuízos ultrapassam R$ 341,3 bilhões. Os dados são de estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) que mostra os efeitos negativos dos recorrentes desastres naturais, principalmente a seca e o excesso de chuvas. Foram 53.960 ocorrências no período, em 93% das cidades brasileiras.

Os dados coletados pela CNM reportam os danos informados pelos Municípios entre 1° de janeiro de 2013 a 5 de abril de 2022. A situação do registro de eventos aponta para 35.596 eventos reconhecidos (66,7%), 15.070 com registro (28,2%) e 2.700 não reconhecidos (5,1%). Os desastres estão categorizados de acordo com a Classificação Brasileira de Desastres (Cobrade).

Em relação aos repasses federais para enfrentamento dos impactos, dos 36,5 bilhões prometidos pelo governo federal, apenas R$ 15,4 bilhões foram efetivamente pagos entre 2010 e 2022. Comparando os prejuízos de R$ 341,3 bilhões que os desastres causaram em todo país entre 2013 a 2022, o valor transferido corresponde apenas a 4,5% do total em prejuízos. Com isso, a conta acaba ficando com os Municípios.

Os impactos de um desastre podem causar, por exemplo, o interrompimento dos serviços essenciais como o abastecimento de água e energia, gerar prejuízos econômicos e financeiros às propriedades públicas e privadas, agricultura, indústria e comércio; além de provocar mortes, ferimentos, doenças e outros efeitos negativos ao bem-estar da população afetada.

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Chuvas
As chuvas registradas ao longo dos últimos anos também se destacam neste estudo. No Estado da Bahia, por exemplo, entre o final de 2021 e início deste ano, ao menos 26 pessoas perderam a vida, quase 100 mil ficaram desalojadas e mais de 715 mil pessoas foram afetadas. Quase no mesmo período, em Minas Gerais, as tempestades causaram 25 mortes, deixando mais de 990 mil pessoas afetadas.

Em fevereiro de 2022, as chuvas vitimaram 233 pessoas em Petrópolis, Município localizado na região serrana do Estado do Rio de Janeiro e, no início deste mês, o excesso de chuvas causou vários deslizamentos de terra em Angra dos Reis, deixando 11 vítimas fatais, sendo sete no Município de Paraty e um em Mesquita, contabilizando um total de 20 mortos.

Covid-19
A CNM chama atenção que entre 2013 a 2019 foram registradas 252 decretações de anormalidades em razão de “Doenças Infecciosas Virais”, correspondendo a 1% do total dentro do período em menção. Mas com o advento da pandemia causada pelo Coronavírus, essa categoria passou a representar quase 28% do total de eventos computados. Entre 2020 a 2022, a Covid-19 causou 14.896 decretações, em função da necessidade de expedição dos decretos de calamidade sanitária pelos Entes municipais, correspondendo a 27,6% do total de 53.960 decretações. Portanto, excepcionalmente nos anos recentes, a evolução dos dados são sensíveis à evolução da pandemia.

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Para a minimização dos danos, os Municípios precisam dispor de infraestrutura de recursos materiais, financeiros e humanos, que devem ser informados, conscientizados, motivados, treinados, capacitados e orientados para executar as ações de defesa civil por tempo integral, pois um desastre natural não escolhe dia nem hora para acontecer.

Apoio técnico e financeiro
De acordo com o estudo, sem apoio técnico e financeiro da União e dos Estados, torna-se muito mais difícil para os Municípios manterem as ações em âmbito local. Nesse aspecto, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, aponta para os anúncios de recursos, em anos eleitorais, que não se concretizam. “Em ano eleitoral, como o de agora, essas regiões afetadas, costumeiramente, são visitadas com algum alarde por autoridades estaduais e federais. Anunciam volume de recursos, que depois, na prática, na execução orçamentária, é quase zero”. “É muita conversa, e isso é histórico, muita promessa e pouca execução orçamentária”, afirma.

Acesso o estudo completo clicando AQUI!

Fonte: AMM

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Sinop

3º Seminário Regional de Turismo de Sinop encerra programação com visita técnica em complexo náutico

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Mato Grosso concluíram, na manhã desta quinta-feira (30), a programação do 3º Seminário Regional de Turismo com uma visita técnica a um complexo náutico da região. A atividade apresentou aos participantes as estruturas do empreendimento ligado ao turismo náutico e à pesca esportiva.

Além de moradores de Sinop, o seminário contou com a presença de representantes de nove municípios: Querência, Aripuanã, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Cláudia, Cuiabá, Porto dos Gaúchos, Juara e Vera. O objetivo foi ampliar o conhecimento técnico da cadeia produtiva do turismo e discutir oportunidades ligadas ao turismo náutico e ao turismo sustentável.

Durante a visita, os participantes puderam conhecer de perto a estrutura do empreendimento, os serviços oferecidos e os modelos de operação voltados ao lazer, à navegação e à pesca esportiva. A atividade encerrou a programação prática do seminário, que durante dois dias promoveu palestras e debates sobre o desenvolvimento turístico regional.

A diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, falou sobre a importância da visita técnica para consolidar o aprendizado apresentado durante o seminário. “Nesse segundo dia de seminário nós trouxemos os inscritos para conhecer uma estrutura náutica que já está pronta, já está em operação, com turismo de pesca também, para que eles pudessem vivenciar na prática tudo o que foi exposto durante o dia de palestras do seminário”, explicou.

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A diretora também destacou os impactos do evento para o fortalecimento do turismo e da economia local. “O resultado é esse: pessoas satisfeitas, saindo daqui com conhecimento e dispostas a investir no turismo e aplicar tudo o que aprenderam aqui no município de Sinop. Acima de tudo, o seminário também movimenta a nossa economia local. Tivemos mais de oito municípios participando conosco, então tudo isso vem para agregar e mostrar o tamanho do turismo de Sinop e toda a nossa potencialidade”, ressaltou.

A analista do Sebrae/MT, Thayná Zanchettin, citou os principais temas debatidos ao longo do seminário e a importância da visita técnica para complementar a programação. “Ontem tratamos sobre a regularização dos empreendimentos turísticos, sobre o potencial do turismo náutico, além de debater o futuro da pesca esportiva. Hoje fechamos esse seminário com uma visita técnica para compreender tudo aquilo que foi apresentado. Contamos com representantes do setor de turismo das cidades vizinhas para encerrar essa programação e falar sobre os potenciais turísticos que temos na região”, afirmou.

O empresário Carlos Trombetta apresentou a estrutura do complexo visitado e destacou o potencial turístico da região norte de Mato Grosso. “É sempre um prazer receber visitantes e ter a oportunidade de apresentar esse espaço de lazer e turismo que estamos consolidando aqui na região norte do estado de Mato Grosso. É um complexo náutico residencial totalmente focado no lazer das famílias da nossa região. Esse complexo é composto por uma pista de aviação, um heliponto, um condomínio de luxo e um iate clube, onde as pessoas têm a oportunidade de utilizar a praia aos finais de semana”, explicou.

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O evento contou com a participação do turismólogo da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, Bruce Pinheiro, que ressaltou a relevância do seminário para os municípios da região. “Nós mobilizamos a equipe da Secretaria de Cultura e Turismo de Lucas do Rio Verde para participar do seminário, que teve como tema o turismo náutico, um dos segmentos com grande potencial de desenvolvimento. Esse encontro foi muito importante porque trata das possibilidades do turismo e da atração de visitantes para explorar essa atividade na nossa região. Nós temos rios e lagos em abundância, então esse potencial pode ser desenvolvido por meio do turismo”, destacou.

A programação do 3º Seminário Regional de Turismo de Sinop buscou abordar o potencial do turismo náutico e da pesca esportiva como ferramentas de desenvolvimento econômico, geração de renda e valorização das riquezas naturais do norte de Mato Grosso.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Jhayne Lima

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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