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Veja dicas de saúde para se proteger no carnaval
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Quem vai curtir o carnaval nos trios elétricos, blocos de rua e desfiles de escolas de samba deve ficar atento a alguns cuidados para garantir diversão até a Quarta-Feira de Cinzas (5). O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), por exemplo, pede cuidado redobrado na hora de usar lentes coloridas, colas para cílios, maquiagem com glitter, tinturas faciais e pomadas para modelar, trançar ou fixar cabelos, para evitar traumas e infecções oculares.

A presidente do CBO, Wilma Lelis, ressalta que as pomadas fixadoras de cabelo lideram a lista de produtos que merecem atenção quando o assunto é saúde ocular durante o carnaval. Além de dor, pacientes que apresentaram problemas ao usar pomadas modeladoras relataram irritação e inchaço nos olhos e, em casos mais graves, até cegueira temporária.
“Infelizmente, pomadas com substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) continuam chegando ao mercado e fazendo vítimas, colocando em risco a saúde ocular de inúmeras pessoas, o que é preocupante”, afirma Wilma.
A entidade orienta cuidado especial com produtos que possam causar queimadura química na córnea, como cola de cílios, tintas, sprays de espuma. Se houver exposição a substâncias corrosivas ou abrasivas, a indicação é lavar os olhos, preferencialmente, com soro fisiológico em abundância. Em emergência, a água corrente pode ser utilizada ao redor do olho. Posteriormente, deve-se procurar um serviço de oftalmologia para uma avaliação especializada.
Crianças
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta os pais e cuidadores a escolherem blocos ou festas adequados para a faixa etária da criança ou do adolescente.
O presidente da SBP, Clóvis Francisco Constantino, considera fundamental que os pais tenham uma conversa com os filhos antes de saírem para bloquinhos de rua ou festas.
“O diálogo é muito importante para que as crianças e adolescentes entendam que existem riscos aos quais, muitas vezes, eles não têm noção. Esse momento também mostra que os pais confiam em seus filhos. Porém, deve-se falar sobre não consumir álcool e outras drogas, além de reforçar a orientação de nunca aceitar doces, balas ou bebidas de pessoas desconhecidas, por mais bem intencionadas que elas pareçam”, alerta Constantino.
A SBP recomenda ainda ficar pelo menos a 15 metros de distância de caixas de som, pois o volume elevado pode prejudicar a audição. Para aqueles com maior sensibilidade auditiva, a indicação é usar protetores auriculares.
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Rodovias
Antes de pegar a estrada para curtir o carnaval, a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) reforça a importância do uso de cinto de segurança, de cadeirinhas apropriadas e a acomodação correta de bagagens e de animais de estimação. Em casos de colisões, os objetos soltos dentro do veículo podem ser arremessados sobre os ocupantes, causando ferimentos. Motociclistas devem usar sempre capacetes.
A associação também chama a atenção para a importância do bem-estar do condutor do veículo.
“O motorista deve ficar atento a possíveis efeitos colaterais de alguns medicamentos que porventura for utilizar, e não fazer uso de bebidas alcoólicas nem de drogas. Além disso, antes da viagem, quem vai dirigir deve ter uma boa noite de sono e, em trajetos longos, programar pausas para descansar”, diz o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.
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O diretor científico da entidade, Flávio Adura, alerta para o risco do uso do celular ao volante. “Os riscos em sinistros de trânsito quadruplicam quando se checa mensagens e aumentam em 23 vezes quando elas são digitadas. Se precisar usar o telefone, peça ajuda para o passageiro ou estacione em um lugar seguro”, orienta Adura.
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Novas regras de segurança do Pix entram em vigor e reforçam proteção contra fraudes
O sistema de pagamentos instantâneos Pix passou a operar com novas regras de segurança que ampliam a proteção dos usuários e fortalecem os mecanismos de prevenção a fraudes. As medidas, que já estão em vigor, foram definidas pelo Banco Central do Brasil e passam a ser adotadas por todas as instituições financeiras participantes do sistema.
O objetivo central é reduzir golpes, especialmente aqueles praticados por meio de engenharia social, sequestro relâmpago, roubo de celulares e uso indevido de contas de terceiros. Com isso, o Pix ganha camadas adicionais de controle sem comprometer a rapidez das transferências — uma das principais características do meio de pagamento.
O que muda na prática
Entre as principais novidades estão procedimentos mais rigorosos de autenticação, análise reforçada de transações consideradas atípicas e maior responsabilidade das instituições financeiras na identificação de operações suspeitas. Bancos e fintechs passam a monitorar padrões de uso, histórico do cliente e características do dispositivo antes de autorizar determinadas transferências.
Outra mudança relevante é o aprimoramento dos limites e horários de operação, que podem variar conforme o perfil do usuário e o canal utilizado (aplicativo, internet banking ou atendimento). Em situações de risco elevado, a instituição poderá postergar a conclusão da transação para realizar verificações adicionais.
Combate a contas de fachada
As novas regras também intensificam o combate às chamadas “contas laranja”. Instituições agora têm mais obrigações de checagem cadastral e de bloqueio preventivo quando identificam indícios de uso indevido, dificultando a circulação de recursos provenientes de crimes.
Impacto para o usuário
Para a maioria dos clientes, o Pix continua funcionando normalmente no dia a dia. As mudanças tendem a ser percebidas apenas em situações específicas, como valores elevados, mudança brusca de comportamento ou tentativas de transferência a partir de dispositivos não reconhecidos. Nesses casos, o usuário pode ser solicitado a confirmar a operação ou aguardar um prazo maior para a liberação.
Segurança como prioridade
Desde o lançamento, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento do país. Com a atualização das regras, o Banco Central reforça a estratégia de equilibrar conveniência e segurança, garantindo que o sistema permaneça rápido, confiável e cada vez mais resistente a fraudes.
A orientação às pessoas é manter cadastro atualizado, ativar recursos de segurança nos aplicativos bancários e desconfiar de solicitações de transferência recebidas por telefone ou redes sociais — práticas que continuam sendo fundamentais para evitar golpes, mesmo com as novas camadas de proteção do Pix.
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