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Safra brasileira deve alcançar o maior volume da história em 2025: 340,5 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar o maior volume da história em 2025. Levantamento divulgado nesta quinta-feira (14.08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta 340,5 milhões de toneladas, resultado 16,3% superior ao registrado em 2024, o que representa um acréscimo de 47,7 milhões de toneladas. Na comparação com a estimativa de junho, houve avanço de 2,1%, equivalente a mais 7,1 milhões de toneladas.

A projeção coincide com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados ontem (leia aqui).

O bom desempenho é atribuído ao clima favorável, à ampliação da área cultivada e à recuperação de lavouras que sofreram perdas no ano passado, especialmente no milho. A área total a ser colhida em 2025 está estimada em 81,2 milhões de hectares, crescimento de 2,7% frente a 2024 e ligeira alta de 0,1% sobre a previsão anterior.

Entre as culturas, soja, milho e arroz continuam dominando o cenário, respondendo por 92,7% da produção e 88% da área plantada. A soja, com previsão de 165,5 milhões de toneladas, deve alcançar novo recorde histórico, com aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. O milho também caminha para marca inédita: 137,6 milhões de toneladas, somando as duas safras, com destaque para a segunda, que deve render 111,4 milhões de toneladas. O arroz em casca, favorecido pela expansão da irrigação e pela produtividade elevada, deve chegar a 12,5 milhões de toneladas, alta de 17,7%.

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O algodão herbáceo (em caroço) aparece com projeção de 9,5 milhões de toneladas, 7,1% acima de 2024. O sorgo deve ter salto de 23,6%, atingindo 4,9 milhões de toneladas. Já culturas como feijão e trigo apresentam crescimento mais modesto, de 0,4% e 2,3%, respectivamente.

Mato Grosso segue como principal produtor do país, concentrando 32,4% da safra nacional, seguido por Paraná (13,4%), Goiás (11,4%) e Rio Grande do Sul (9,5%). A região Centro-Oeste lidera o ranking, com mais da metade de toda a produção brasileira (51,5%).

O levantamento indica ainda que julho foi marcado por fortes revisões positivas nas projeções, puxadas por Mato Grosso, que sozinho adicionou mais 5,5 milhões de toneladas ao cálculo. Também houve altas significativas em Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Com a combinação de expansão de área, produtividade elevada e clima favorável, o Brasil reforça sua posição de destaque no mercado global de alimentos e deve encerrar 2025 com resultados inéditos para soja, milho, algodão e sorgo.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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