AGRONEGÓCIO
Ministério oferece cursos para inovação e desenvolvimento agropecuários
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está com inscrições abertas para cursos que visam impulsionar a inovação e desenvolver os conhecimentos agropecuários. Os cursos têm certificação e estão abertos tanto para servidores do Ministério, quanto para a população.
Entre as oportunidades disponibilizadas, estão os cursos da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), que desempenha papel importante no incentivo de políticas educacionais voltadas para o setor agrícola e é responsável por capacitar, desenvolver e proporcionar aprendizado no setor com competência e ética.
Os interessados podem se capacitar em áreas como defesa agropecuária, ferramentas de gestão e competências emocionais. Os cursos estão disponíveis de forma gratuita, para o público interno e externo, com capacitações na modalidade de ensino à distância e presencial.
Para conhecer mais sobre a Enagro acesse aqui.
Outra oportunidade são os cursos da e-Campo, uma plataforma, desenvolvida pela Embrapa, que oferece diversas capacitações de forma EAD e com certificado. O principal objetivo é contribuir com o compartilhamento de conhecimento e tecnologias gerados pelas pesquisas realizadas dentro do órgão. As capacitações são desenvolvidas por equipes multidisciplinares e pretende ser um poderoso meio para inclusão tecnológica dos diversos segmentos da agricultura brasileira.
Cursos sobre compostagem, aquaponia residencial, hortas em pequenos espaços e apicultura para iniciantes são algumas das oportunidades oferecidas pela e-Campo. Atualmente, a plataforma tem 130 capacitações ativas, dentre elas, 103 são gratuitas. Mais de 1 milhões de pessoas já se inscreveram na plataforma e 284 mil certificados foram emitidos.
Saiba mais sobre a e-Campo aqui.
Fonte: Pensar Agro
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Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor
O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.
O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.
A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.
O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.
Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.
A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.
Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.
Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.
Fonte: Pensar Agro
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