CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Matopiba tem ótimas perspectivas de crescimento em 2025

Publicado em

AGRONEGÓCIO

A safra de soja 2024/2025 no Brasil promete resultados expressivos, impulsionada por condições climáticas favoráveis e a ampliação de áreas estratégicas de cultivo, especialmente na região conhecida como Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Especialistas destacam que o aumento da área plantada na região reflete o papel central do grão na economia local, além de novos investimentos no setor agroindustrial.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a área plantada de soja na região será de aproximadamente 1,2 milhão de hectares no Maranhão, 1,4 milhão no Tocantins, 1 milhão no Piauí e mais de 2 milhões na Bahia. A produção total de grãos no Matopiba deve superar 32 milhões de toneladas, consolidando a região como uma das principais potências agrícolas do país.

Na Bahia, a combinação de chuvas bem distribuídas e solo preparado elevou o desempenho das plantações de soja e algodão, superando os resultados do ciclo anterior. Já no Tocantins, iniciativas como a integração lavoura-pecuária estão recuperando pastagens degradadas e transformando-as em terrenos produtivos para o cultivo de soja, prática que associa sustentabilidade à eficiência agrícola.

Leia Também:  Possível imposição de tarifas pelos EUA preocupa setor agropecuário brasileiro

Além do clima, a infraestrutura também tem desempenhado um papel fundamental no avanço do agronegócio na região. Projetos como uma biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães, voltada ao aproveitamento de subprodutos como sorgo e milho, e a construção de um frigorífico para exportação de carne bovina são apontados por analistas como marcos para o crescimento econômico local, beneficiando cadeias produtivas adjacentes, como a pecuária.

No cenário internacional, a soja brasileira mantém sua competitividade, favorecida por eventuais mudanças nas dinâmicas comerciais globais que podem ampliar a demanda pelo produto. Para 2025, a perspectiva é de crescimento contínuo, com foco na consolidação de sistemas produtivos integrados e adoção de tecnologias avançadas, fundamentais para sustentar o ritmo de produção e aproveitar as oportunidades do mercado global.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Com colheita quase concluída, alta do dólar eleva cotações e anima o setor

Publicados

em

A valorização do dólar frente ao real garantiu um dia de altas praticamente generalizadas para os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil na quarta-feira (27.05). A moeda norte-americana encerrou o dia com avanço de 0,66%, cotada a R$ 5,06, fator que compensou a estabilidade e a leve variação negativa de 0,06% nos contratos de julho da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que fecharam a US$ 11,8525 o bushel. O movimento cambial estimulou as cotações domésticas tanto nos portos quanto nas regiões produtoras do interior.

O movimento ocorre em um momento em que os trabalhos de campo no País estão praticamente encerrados, restando pouco espaço para oscilações bruscas decorrentes de quebras de oferta. De acordo com o acompanhamento do setor, a colheita da safra entrou na reta final, consolidando um quadro de grande disponibilidade de grãos.

Em termos de volume total, as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma colheita estimada em 153 milhões de toneladas neste ciclo. O volume assegura o abastecimento interno e o cumprimento dos contratos de exportação, o que tende a limitar o potencial de altas expressivas nas cotações sem o suporte direto do câmbio.

Leia Também:  CVM prevê novas regras para Fiagro no segundo semestre

Nos portos, o reflexo do avanço do dólar foi imediato. Em Paranaguá, o preço da saca de 60 quilos subiu R$ 1,00 em relação ao dia anterior, negociada a R$ 130,00. No terminal de Santos, o ganho foi de R$ 0,50, elevando a cotação para R$ 130,50. Já o porto de Rio Grande operou na contramão do movimento de alta e manteve a estabilidade, com a saca avaliada em R$ 128,00. No interior, os preços acompanharam a tendência dos portos paulista e paranaense, registrando valorização de R$ 1,00 nas praças de Ponta Grossa (R$ 125,00), Rondonópolis (R$ 111,00) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 115,00).

A partir de agora, o mercado passa a concentrar as atenções na estratégia de comercialização do produtor, que vinha retendo o grão físico à espera de melhores margens de lucro. Com o tamanho da safra definido, o foco logístico migra para a pressão sobre as tarifas de frete rodoviário e para a disputa por espaço nos armazéns, que começam a receber os primeiros volumes da colheita de milho safrinha.

Leia Também:  Setor produtivo reage e pede retirada da MP que amplia tributos sobre crédito e consumo

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA