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AGRONEGÓCIO

Exportações atingem R$ 6,36 bilhões e somam 11,5% do total nacional

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AGRONEGÓCIO

O agronegócio mineiro abriu o ano com um indicador que sintetiza seu perfil exportador: o valor médio por tonelada embarcada ficou em torno de R$ 8,5 mil em janeiro, mais que o dobro da média brasileira, próxima de R$ 3,6 mil. A diferença reflete uma pauta concentrada em produtos de maior valor agregado e preço unitário elevado, como o café, além de itens industrializados.

No mês, as exportações do setor somaram R$ 6,36 bilhões, o que manteve Minas Gerais na terceira posição entre os maiores exportadores do agro no País, com 11,5% de participação no total nacional. O volume embarcado atingiu 776,4 mil toneladas, alta de 6,8% na comparação anual. A receita, porém, recuou 9,6%, indicando que o desempenho financeiro foi condicionado por ajustes de preços e pela composição da pauta, e não por perda de competitividade ou de capacidade de embarque.

A cesta exportadora mineira reuniu 318 produtos agropecuários, enviados a 134 países. Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e Itália lideraram as compras. Os Emirados Árabes Unidos se destacaram, com crescimento superior a 70% nas aquisições no mês, sinalizando expansão de demanda em um mercado considerado estratégico.

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Principal item do agro mineiro, o café respondeu por R$ 4,17 bilhões em janeiro. Apesar da liderança, houve retração de 19,1% em valor e de 38,8% em volume frente ao mesmo mês do ano passado, refletindo base de comparação elevada e ajustes no ritmo de embarques.

O segmento de carnes — bovina, suína e de frango — apresentou o maior crescimento em receita, alcançando R$ 731 milhões, avanço de 22,6%. O volume também registrou expansão, chegando a 37 mil toneladas.

Já o complexo soja (grão, farelo e óleo) despontou como vetor de expansão no início do ano, com R$ 350 milhões em receita e 139 mil toneladas embarcadas. O avanço superior a 300% em relação a janeiro do ano anterior está associado à recomposição de embarques e à base deprimida de comparação.

O complexo sucroalcooleiro movimentou R$ 538 milhões, leve retração de 1,5%, enquanto o volume cresceu 39,6%, somando 293 mil toneladas. No segmento de produtos florestais, a receita ficou em R$ 456 milhões, com recuos próximos de 11% tanto em valor quanto em volume.

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Na ponta da diversificação, frutas frescas atingiram recorde para janeiro, com cerca de R$ 2,7 milhões em exportações, puxadas por limão e abacate. Preparações de amendoim também registraram máximo histórico para o mês, com R$ 21 milhões em vendas externas.

O conjunto dos dados mostra que, mesmo em cenário de acomodação de preços internacionais, Minas preserva uma estratégia de exportação mais intensiva em valor. O diferencial de preço médio por tonelada evidencia uma pauta menos dependente de commodities de baixo valor unitário e mais exposta a produtos capazes de sustentar margens superiores — característica que ajuda a explicar a distância crescente em relação à média nacional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

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O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

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Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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