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Em painel da FAO em Alter do Chão, MPA participa dos debates sobre o setor da Aquicultura

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) esteve em Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), nesta segunda-feira (10), representado pelo ministro Edipo Araujo, participou do evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com apoio da Infopesca e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). É a primeira vez que esse evento é realizado no município.
O ministro participou do workshop “Estado e perspectivas futuras das principais espécies de peixes comerciais cultivadas na bacia amazônica”. A iniciativa tem como objetivo a troca de conhecimentos técnicos atualizados, analisar desafios comuns e explorar oportunidades de cooperação regional voltadas ao desenvolvimento sustentável da aquicultura de espécies nativas. O foco envolve as espécies nativas de alto valor produtivo e comercial, tais como o tambaqui (Colossoma macropomum), o pirarucu (Arapaima gigas), o pacu e o paco (Piaractus spp.), a matrinxã (Brycon spp.), os bagres amazônicos (Pseudoplatystoma spp.), bem como variedades híbridas.
Como resultado, o workshop contribui para a elaboração de recomendações do setor. “Atualmente, a aquicultura brasileira alcança cerca de 882,3 mil toneladas anuais, superando a produção da pesca extrativa, que registra aproximadamente 485,7 mil toneladas por ano. Esses números indicam a participação crescente da atividade aquícola na oferta de pescado, na conservação dos estoques pesqueiros naturais, na segurança alimentar e nutricional, no desenvolvimento regional e na geração de renda para as famílias, especialmente para as mulheres”, ressaltou Edipo.
À tarde o ministro participou da Roda de Conversa, na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), onde foram levantadas questões sobre políticas públicas e perspectivas para Pesca e Aquicultura. A agenda também contou com a visita técnica ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus Santarém.

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Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

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A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

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Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

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Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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