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Chuvas abundantes rebrotam o pasto e animam pecuaristas do RS

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Enquanto na região norte a seca já afeta mais de 600 mil pessoas, no outro extremo as chuvas em excesso têm impulsionado o crescimento exuberante das pastagens de azevém no Rio Grande do Sul, resultando em rebrotes expressivos, e animando os pecuaristas da região. A intensidade desse crescimento varia de acordo com a gestão da adubação e a carga animal nos pastos.

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), ressalta que esse período também tem sido benéfico para o desenvolvimento das áreas de campo nativo, com boa exposição solar e um gradual aumento das temperaturas, após alguns dias mais frios.

O cuidadoso manejo da lotação tem contribuído para um avanço satisfatório nas taxas de crescimento. Em algumas regiões, no entanto, o excesso de chuvas chegou a impactar negativamente o aproveitamento das pastagens, tanto cultivadas quanto nativas.

As chuvas intermitentes e as temperaturas amenas representaram melhorias significativas no estado nutricional do rebanho de corte. Os animais estão recuperando suas condições corporais e desfrutando das áreas de campo nativo, que estão passando por um processo de regeneração.

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Neste período, destaca-se a fase de parições e o preparo das matrizes para a temporada reprodutiva. No que diz respeito à saúde, é necessário manter a atenção devido ao início das infestações por carrapato.

Em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Sul, enfrentaram-se desafios no manejo do gado leiteiro e houve atrasos na implementação das pastagens de verão devido às chuvas abundantes.

Apesar das condições climáticas adversas, a saúde e a condição física dos bovinos se mantiveram estáveis. A desvalorização dos preços do leite tem gerado preocupação e estreitado as margens de lucro para os produtores, especialmente nesta época do ano, quando os preços costumam estar acima da média.

Fonte: Pensar Agro

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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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