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China amplia liderança no comércio com o Brasil

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A China ampliou sua posição como principal parceiro comercial do Brasil nos primeiros cinco meses de 2026, enquanto Argentina e Estados Unidos registraram retração nas compras de produtos brasileiros. Dados divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que o mercado chinês respondeu pelo maior crescimento entre os principais destinos das exportações nacionais, reforçando sua importância para o agronegócio e para a balança comercial brasileira.

Em maio, as exportações brasileiras para a China cresceram 9,5%, alcançando o equivalente a R$ 52,5 bilhões, considerando a cotação de R$ 5 por dólar. As importações avançaram 24,2%, para R$ 34 bilhões. O saldo comercial favorável ao Brasil chegou a R$ 18,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio entre os dois países atingiu R$ 86,5 bilhões, alta de 14,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas brasileiras ao mercado chinês somaram R$ 231,3 bilhões, crescimento de 21,8%. As importações alcançaram R$ 153,8 bilhões, elevando o superávit para R$ 77,5 bilhões. A corrente de comércio entre os dois países chegou a R$ 385,1 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, consolidando a China como principal destino dos produtos brasileiros, especialmente das commodities agropecuárias e minerais.

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Em sentido contrário, a Argentina registrou forte retração nas compras de produtos brasileiros. Em maio, as exportações caíram 21,7%, totalizando R$ 6,65 bilhões. As importações cresceram 2,8%, para R$ 5,95 bilhões. O superávit brasileiro ficou em R$ 650 milhões, enquanto a corrente de comércio somou R$ 12,6 bilhões, queda de 11,8%.

Entre janeiro e maio, as exportações para o país vizinho alcançaram R$ 30,15 bilhões, recuo de 19,6% em comparação com igual período de 2025. As importações chegaram a R$ 25,6 bilhões e o saldo positivo ficou em R$ 4,55 bilhões. A corrente de comércio entre os dois países somou R$ 55,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

Os Estados Unidos também reduziram sua participação no comércio exterior brasileiro. Em maio, as exportações para o mercado norte-americano caíram 14%, somando R$ 15,45 bilhões. As importações recuaram 11%, para R$ 16,05 bilhões. Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de R$ 600 milhões na relação bilateral, enquanto a corrente de comércio atingiu R$ 31,5 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações para os Estados Unidos totalizaram R$ 70,05 bilhões, queda de 16%. As importações somaram R$ 77,4 bilhões, resultando em déficit de R$ 7,35 bilhões. A corrente de comércio entre os dois países alcançou R$ 147,45 bilhões, redução de 14,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

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Já a União Europeia apresentou desempenho positivo. Em maio, as exportações brasileiras para o bloco cresceram 8,8%, alcançando R$ 24,55 bilhões. As importações ficaram em R$ 20,05 bilhões, gerando superávit de R$ 4,5 bilhões para o Brasil. A corrente de comércio atingiu R$ 44,6 bilhões.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as vendas para os países europeus somaram R$ 109,05 bilhões, avanço de 6,7%. As importações alcançaram R$ 97,75 bilhões, enquanto o superávit chegou a R$ 11,3 bilhões. A corrente de comércio entre Brasil e União Europeia totalizou R$ 206,8 bilhões no período.

Os números confirmam a crescente dependência do comércio exterior brasileiro em relação ao mercado chinês, especialmente para os produtos do agronegócio. Enquanto a China amplia sua participação e sustenta superávits bilionários para o Brasil, parceiros tradicionais como Argentina e Estados Unidos apresentam desaceleração nas relações comerciais, aumentando a relevância da diversificação de mercados para garantir estabilidade às exportações brasileiras.

Fonte: Pensar Agro

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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