AGRONEGÓCIO
Café registra altista nas Bolsas nesta terça-feira (21)
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Os preços futuros do café tipo arábica continuam operando de forma positiva na Bolsa de Nova York (Ice Future US) no decorrer desta terça-feira (21), com volatilidade subindo entre 2 e 3% por volta das 11h47 (horário de Brasília).
O vencimento julho/22 era cotado à 235,25 cents/lbp com valorização de 760 pontos, o setembro/22 valia 234,25 cents/lbp com elevação de 700 pontos, o dezembro/22 era negociado por 232,75 cents/lbp com alta de 645 pontos e o março/23 tinha valor de 231,15 cents/lbp com ganho de 655 pontos.
O mesmo movimento altista continua nesta terça-feira na Bolsa de Londres com os preços futuros do café conilon, que transitavam em área positiva por volta das 11h46 (horário de Brasília).
O vencimento julho/22 foi cotado à US$ 2.084 por tonelada com alta de US$ 20 por tonelada, o setembro/22 valeu US$ 2.098 por tonelada com valorização de US$ 21 por tonelada, o novembro/22 foi negociado por US$ 2.086 por tonelada com ganho de 17 dólares por tonelada e o janeiro/23 teve valor de US$ 2.071 por tonelada com elevação de US$18 por tonelada.
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Vazio sanitário já esta em vigor e impõe controle rigoroso contra ferrugem asiática
O vazio sanitário da soja, período em que a presença de plantas vivas da oleaginosa é proibida em todo o território nacional, já esta em vigor. A medida é o principal instrumento de controle da ferrugem asiática, fungo de alta letalidade que, se não combatido, pode dizimar lavouras inteiras. Com o início do protocolo em diversos estados, o setor agropecuário mobiliza-se para eliminar plantas voluntárias, as chamadas “tigueras”, que servem como ponte verde para a sobrevivência do patógeno entre as safras.
O cronograma nacional respeita as peculiaridades climáticas de cada região, garantindo que o ciclo do fungo seja interrompido de forma coordenada.
No ciclo 2025/26, o Brasil consolidou números expressivos, com a área plantada nacional atingindo aproximadamente 48 milhões de hectares. Esse volume de produção exige um manejo fitossanitário cada vez mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, sem a interrupção do cultivo, a pressão de inóculo do fungo na safra seguinte torna-se exponencialmente maior, elevando o custo de produção devido ao aumento necessário no número de aplicações de fungicidas, que podem chegar a seis ou sete vezes em uma única temporada.
A recomendação técnica é clara: qualquer planta de soja emergente deve ser eliminada em até 30 dias após a germinação ou antes de atingir o estádio V4. O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas, mas o maior prejuízo é o risco à produtividade da safra 2026/27, que no Oeste baiano tem o plantio autorizado apenas a partir de 8 de outubro.
A conformidade com o vazio sanitário não é apenas uma obrigação legal, mas um seguro contra a quebra de produtividade. Com o mercado internacional atento à qualidade do grão brasileiro, o controle rigoroso de doenças é um ativo competitivo que mantém o país como o maior fornecedor global de soja. O desafio para os próximos meses é garantir que o monitoramento seja feito em 100% da área, impedindo que “pontes verdes” comprometam o potencial produtivo da maior safra do planeta.
Fonte: Pensar Agro
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