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Boi gordo encerra agosto em alta e expectativa de preços firmes

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O mercado brasileiro de boi gordo fecha agosto em terreno positivo, com valorização consistente da arroba em diferentes regiões do país. A recuperação foi puxada pela forte demanda do mercado externo e pelo equilíbrio entre oferta e procura no cenário doméstico. Na primeira quinzena do mês, a pressão vinda das exportações sustentou a alta dos preços, enquanto nos últimos dias o mercado passou a operar de forma mais estável, com frigoríficos conseguindo alongar as escalas de abate.

Em São Paulo, a arroba terminou o mês cotada a R$ 310, avanço de 3,3% em relação a julho. Goiânia registrou R$ 305, com alta superior a 7%, enquanto em Uberaba (MG) a arroba também ficou em R$ 305, cerca de 5% acima do mês anterior. No Centro-Oeste, Dourados (MS) e Cuiabá (MT) encerraram agosto em R$ 315, altas de 3,2% e 6,7%, respectivamente. Já em Rondônia, o preço ficou em R$ 285, com avanço de 7,5%.

No atacado, os preços também se mantiveram firmes ao longo do mês, beneficiados pela oferta ajustada e pelo bom desempenho da carne bovina no mercado internacional. O quarto traseiro encerrou cotado a R$ 22,90 o quilo, alta de 7%, enquanto o dianteiro ficou em R$ 18,25, cerca de 4% acima do registrado em julho.

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As exportações reforçam a leitura positiva. Nos primeiros 16 dias úteis de agosto, o Brasil embarcou 212,9 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 1,19 bilhão. A média diária foi de 13,3 mil toneladas, com receita de US$ 74,5 milhões. Os números representam avanço de 70% no valor exportado, crescimento de 34,7% na quantidade embarcada e alta de 26% no preço médio por tonelada frente a agosto do ano passado.

Para setembro, a expectativa é de novos ajustes positivos, apoiados pela reposição de estoques entre atacado e varejo, movimento que tende a ganhar força com a entrada dos salários na economia. Produtores e frigoríficos avaliam que, diante do fôlego das exportações e da sustentação do consumo interno, o mercado deve continuar firme no início do mês.

Fonte: Pensar Agro

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Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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