AGRONEGÓCIO
Anec diz que exportações de fevereiro vão atingir 8,5 milhões de toneladas
AGRONEGÓCIO
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) aumentou sua projeção para as exportações de soja do Brasil em fevereiro, prevendo que o volume atingirá 8,5 milhões de toneladas. Essa revisão implica em um acréscimo de 1,2 milhão de toneladas em comparação com a previsão anteriormente divulgada.
Com essa atualização, a Anec prevê um aumento nos embarques de soja em relação a fevereiro do ano passado, quando as exportações totalizaram 7,3 milhões de toneladas, conforme dados da associação.
Fatores que impulsionam a revisão:
- Aumento da demanda global por soja: A guerra na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia, principal exportador mundial do grão, geraram incertezas no mercado e impulsionaram a demanda pela soja brasileira.
- Colheita recorde no Brasil: A safra brasileira de soja 2022/23 está estimada em 153,4 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a maior da história do país.
- Câmbio favorável: A desvalorização do real frente ao dólar americano torna as exportações brasileiras mais competitivas no mercado internacional.
Comparação com fevereiro de 2022:
A projeção da Anec para fevereiro de 2023 representa um aumento de 16,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações de soja do Brasil totalizaram 7,3 milhões de toneladas.
Impacto para a economia brasileira:
As exportações de soja são uma importante fonte de renda para o Brasil. O aumento das exportações em fevereiro deve contribuir para o saldo comercial positivo do país e para a geração de divisas.
Perspectivas para os próximos meses:
A Anec deve divulgar novas projeções para as exportações de soja nos próximos meses. A expectativa é que as exportações continuem em alta, impulsionadas pela demanda global e pela safra recorde no Brasil.
Dados atualizados:
- Projeção da Anec para fevereiro de 2023: 8,5 milhões de toneladas
- Exportações em fevereiro de 2022: 7,3 milhões de toneladas
- Safra brasileira de soja 2022/23: 153,4 milhões de toneladas
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27
Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.
Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.
A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.
O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.
Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.
Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.
A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.
O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.
Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.
Fonte: Pensar Agro
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