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Abertura nacional do plantio de soja 2024/25 é hoje, no Maranhão

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A Fazenda Pau Brasil, em Açailândia (MA), será o palco, nesta sexta-feira (11.10) da Abertura Nacional do Plantio de Soja 2024/25. O evento faz parte do Projeto Soja Brasil, uma iniciativa promovida pelo Canal Rural em parceria com a Aprosoja Brasil, e será realizado pela primeira vez no estado do Maranhão. A cerimônia marca o início da nova safra e reunirá produtores, especialistas e autoridades para debater os desafios e as oportunidades do setor.

Com uma área plantada de 2.600 hectares, a Fazenda Pau Brasil integra o grupo Arco-Íris desde 2016 e utiliza tecnologias de agricultura de precisão desde suas primeiras safras. A propriedade, que anteriormente abrigava reflorestamentos de Paricá e seringais, se destaca por sua inovação no manejo agrícola, o que a torna uma referência no setor.

Além de acompanhar o início do plantio com o enfileiramento das plantadeiras no campo, os participantes terão a oportunidade de discutir temas estratégicos para a soja, como gestão, diversificação de culturas, sustentabilidade e os impactos das mudanças climáticas nas lavouras. A relevância da região do Matopiba — formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — será um dos pontos centrais, destacando o papel dessa área no aumento da produção nacional de grãos.

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Nos últimos anos, o setor de soja no Brasil tem enfrentado a queda nos preços das commodities agrícolas, enquanto os custos de produção permanecem elevados. A expansão da área plantada e o aumento da produtividade são vistos como avanços importantes, mas o equilíbrio entre oferta e demanda, além da formação dos preços de mercado, continuam sendo fatores cruciais para a sustentabilidade do setor.

SERVIÇO

Nome: Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2024/2025
Data: 11 de outubro, às 9h de Brasília
Local: Fazenda Pau-Brasil, em Açailândia, Maranhão
Transmissão: ao vivo pela TV, pelo site e pelas redes sociais do Canal Rural

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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