EDUCAÇÃO
Equidade racial avança nas redes municipais do Centro-Oeste
EDUCAÇÃO
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostra que as redes municipais de ensino estão atuando na construção de políticas de equidade racial. Na Região Centro-Oeste, a média geral dos indicadores da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 26,5, em 2024, para 32, em 2026, uma diferença de 5,5 pontos.
O índice geral é a média que considera institucionalização, gestão, formação, materiais didáticos e financiamento, avaliação e monitoramento mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar as desigualdades raciais e promover a diversidade.
Entre os índices apresentados pelo relatório, a institucionalização nas redes municipais do Centro-oeste passou de 35,7, em 2024, para 45,8, em 2026. O resultado revela um movimento gradual de fortalecimento da gestão da equidade racial: cada vez mais secretarias municipais de todo o país passam a contar com áreas específicas para coordenar e desenvolver essas ações nas redes de ensino.
Os números estão relacionados ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
A Erer é voltada a todas as escolas do Brasil, com o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, a Erer busca promover ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 na Região Centro-Oeste, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
|
Índices |
Centro-Oeste |
Centro-Oeste |
|
|
Geral |
26,5 |
32,0 |
|
|
Institucionalização |
35,7 |
45,8 |
|
|
Formação |
20,0 |
26,9 |
|
|
Gestão |
25,3 |
25,1 |
|
|
Material Didático |
30,1 |
29,7 |
|
|
Financiamento |
23,8 |
37,3 |
|
|
Avaliação e Monitoramento |
46,4 |
56,7 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
O JOVEM DA GERAÇÃO ATUAL E A ATENÇÃO DELE AO MUNDO AO SEU REDOR
O JOVEM DA GERAÇÃO ATUAL E A ATENÇÃO DELE AO MUNDO AO SEU REDOR
O uso constante de telas e fones de ouvido não faz de um jovem uma pessoa ruim, mas pode reduzir a atenção dedicada ao ambiente e às pessoas com quem convive.
É pelos sentidos que percebemos o que acontece ao nosso redor. A visão e a audição têm papel importante nessa relação: acompanhamos situações, escutamos explicações, percebemos expressões e participamos de conversas. Essas experiências nos dão condições para aprender, formar opiniões e orientar nossos comportamentos e ações. A atenção concentrada na tela e o uso de fones de ouvido podem limitar a percepção do ambiente, fazendo com que parte dessas experiências deixe de ser acompanhada.
Ao interromper o uso do aparelho e voltar a atenção para uma conversa, o jovem pode ter dificuldade para entender o que está sendo dito, por não ter acompanhado o início da explicação, ter perdido informações ou ter ouvido apenas trechos isolados. Sem acompanhar a sequência, fica mais difícil compreender o conjunto.
Essa falta de atenção também merece ser discutida quando pensamos em valor e respeito. Como reconhecer o esforço, o cuidado e o conhecimento de alguém sem prestar atenção ao que essa pessoa faz ou diz? A observação e a escuta criam oportunidades para esse reconhecimento e para a admiração.
O respeito, porém, não pode depender apenas da admiração. Também precisamos respeitar quem pensa de maneira diferente e com quem não nos identificamos. Na convivência, esse respeito se expressa em atitudes concretas, como escutar, considerar o outro e reconhecer que ele também merece atenção.
As telas fazem parte do mundo e podem servir ao estudo, ao trabalho e às relações pessoais. A preocupação está no espaço que ocupam quando seu uso compromete a participação em outras experiências. Da mesma forma, ter respostas à disposição não elimina a necessidade de raciocinar: é preciso compreender como foram construídas, avaliar sua coerência e saber utilizá-las.
Não é sensato concluir que uma geração inteira se desligou do mundo. É oportuno, porém, perguntar: o que está sendo feito para ajudar os jovens a conciliar o uso da tecnologia com a atenção necessária para observar, escutar, compreender e participar da vida ao seu redor?
É preciso também perguntar aos adultos: que orientações, que oportunidades de convivência e que exemplos têm sido dados?
Prof. Sidney Farina
Professor de Física há 53 anos.
Fundador, Professor e Diretor da Escola do Farina há 27anos.
-
Alta Floresta7 dias atrásNota à População
-
ESPORTES6 dias atrásBrasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
-
CUIABÁ7 dias atrásInscrições para o Processo Seletivo Simplificado encerram-se às 23h59 desta segunda-feira
-
BRASIL7 dias atrásDúvidas frequentes sobre atendimento prioritário para pessoas autistas e com deficiências não visíveis
-
PICANTES7 dias atrásClara, filha de Zezé Di Camargo e Graciele surpreende ao escolher doces: ‘Sem açúcar’
-
Turismo6 dias atrásDiamantina: cidade entre montanhas preserva um Patrimônio Mundial em Minas Gerais
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásLocais de votação terão aulas suspensas na sexta-feira no período vespertino e na segunda-feira no período matutino
-
POLÍTICA4 dias atrásTRE-MT informa ausência de denúncias de fake news e destaca ações conjuntas com a ALMT



