AGRONEGÓCIO
Seca causa prejuízos no Sul e excesso de chuvas perdas nas lavouras do Norte e Centro-Oeste
AGRONEGÓCIO
A irregularidade do clima no início de 2026 já impõe perdas relevantes ao agronegócio brasileiro em diferentes frentes. No Rio Grande do Sul, a estiagem levou 48 municípios a decretar situação de emergência, com prejuízos milionários sobretudo em lavouras de verão. Em paralelo, o excesso de chuvas em áreas do Centro-Oeste e do Norte começa a comprometer a colheita de grãos, afetando produtividade, qualidade e logística.
No caso gaúcho, a seca atinge principalmente as regiões das Missões, Noroeste e Centro. Em São Pedro do Sul, os danos à agropecuária já superam R$ 38 milhões, com perdas acima de 30% nas lavouras de soja e milho. A pecuária leiteira também sente os efeitos, com redução de produção e necessidade de abastecimento emergencial de água — mais de 300 mil litros já foram distribuídos a comunidades rurais.
Apesar da gravidade, o quadro é menos disseminado do que em 2025, quando mais de 200 municípios haviam decretado emergência no mesmo período. Ainda assim, a queda de produtividade pressiona a renda do produtor e tende a reduzir a oferta regional de grãos.
No sentido oposto, o excesso de chuvas começa a gerar perdas expressivas em importantes polos agrícolas. Em Mato Grosso, maior produtor de soja do país, relatos de campo indicam prejuízos com grãos ardidos e avariados, além de atraso na colheita. Em algumas regiões, produtores reportam perdas qualitativas que podem reduzir o valor da produção em até 10% a 15%, dependendo da intensidade das chuvas no período de colheita.
O impacto não se limita à lavoura. Estradas vicinais deterioradas e dificuldade de acesso às áreas produtivas elevam o custo do frete e atrasam o escoamento, pressionando margens em um momento de preços mais acomodados.
No Norte e no Matopiba — região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — o excesso hídrico também começa a aparecer nas contas. Há registros de áreas com replantio, perda de produtividade e dificuldades logísticas, especialmente em regiões com infraestrutura mais limitada. Em alguns casos, técnicos do setor apontam redução de produtividade e aumento de custos operacionais que podem comprometer a rentabilidade da safra.
O contraste entre as regiões evidencia um padrão climático cada vez mais irregular. De um lado, a falta de chuva reduz o potencial produtivo e compromete atividades como a pecuária. De outro, o excesso hídrico interfere diretamente na colheita, na qualidade do produto e na logística.
No conjunto, os efeitos já aparecem na renda do produtor. Seja pela quebra de safra no Sul ou pela perda de qualidade e aumento de custos no Centro-Norte, o clima volta a se impor como variável central na equação econômica do campo brasileiro em 2026.
Fonte: Pensar Agro
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Déficit de armazenagem supera um terço da safra: 120 milhões de toneladas
O déficit de armazenagem no Brasil já ultrapassa 120 milhões de toneladas e voltou ao centro das discussões do governo federal nesta quinta-feira (28), durante reunião entre o Ministério da Agricultura e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O encontro tratou da ampliação da capacidade de estocagem, formação de estoques públicos e medidas para reduzir os gargalos logísticos diante do avanço da produção agrícola brasileira.
Atualmente, a capacidade estática de armazenagem do País gira em torno de 210 milhões de toneladas, enquanto a safra brasileira de grãos deve superar 330 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Na prática, o Brasil produz muito mais do que consegue armazenar.
Durante a reunião, a Conab informou que sua rede própria possui capacidade próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão já ocupadas. O governo também confirmou a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar para antecipar a compra de milho e reforçar os estoques reguladores diante dos possíveis impactos climáticos provocados pelo El Niño em 2026.
O gargalo da armazenagem preocupa o setor agropecuário porque afeta diretamente a rentabilidade do produtor rural. Sem espaço para estocar a produção, muitos agricultores acabam obrigados a vender durante o pico da colheita, período em que os preços normalmente sofrem maior pressão de baixa devido à oferta elevada.
Além do impacto comercial, o déficit estrutural amplia perdas pós-colheita. Em regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba, ainda são frequentes casos de grãos armazenados de forma improvisada ou mantidos a céu aberto enquanto aguardam transporte ou liberação de espaço nos armazéns.
Estimativas do setor apontam que as perdas pós-colheita no Brasil podem alcançar entre 10% e 15% da produção em algumas cadeias agrícolas, considerando falhas de armazenagem, problemas logísticos, umidade, ataque de pragas e deterioração da qualidade dos grãos.
O problema também pressiona os custos logísticos. Sem capacidade de retenção da safra nas propriedades, produtores precisam escoar rapidamente a produção em momentos de pico da demanda por transporte, elevando os preços do frete e aumentando filas em armazéns e terminais portuários.
A discussão sobre armazenagem ganhou ainda mais relevância com o crescimento acelerado da produção brasileira nos últimos anos. Estados como Mato Grosso, Goiás, Bahia e Maranhão ampliaram fortemente a área cultivada, mas a expansão da infraestrutura não acompanhou o mesmo ritmo.
Nos bastidores do setor, cresce a avaliação de que o Brasil precisará ampliar investimentos em silos privados, armazenagem nas fazendas e modernização da rede pública para evitar que o déficit continue aumentando nas próximas safras.
Durante a reunião, o ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que os levantamentos da Conab sobre safra, estoques e custos de produção seguem sendo estratégicos para a formulação das políticas agrícolas do governo federal.
Fonte: Pensar Agro
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