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AGRONEGÓCIO

Produção animal cresce no país e amplia oferta de proteína

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A produção pecuária brasileira avançou no quarto trimestre, com aumento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de maior captação de leite e produção de ovos. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelas estatísticas oficiais do país.

O maior avanço ocorreu na bovinocultura. Foram abatidas 10,95 milhões de cabeças no período, 13,1% acima do registrado no mesmo trimestre anterior. A produção de carcaças atingiu 2,91 milhões de toneladas, crescimento de 15%, indicando maior oferta de animais terminados e ritmo mais firme dos frigoríficos.

Na suinocultura, o abate chegou a 14,77 milhões de cabeças, aumento anual de 2,3%. O peso total das carcaças somou 1,35 milhão de toneladas, também com leve expansão, embora o setor ainda enfrente ajustes ligados ao custo de produção.

A avicultura manteve crescimento mais constante. O abate de frangos alcançou 1,69 bilhão de aves e gerou 3,54 milhões de toneladas de carne, sustentado pela demanda interna e pelas exportações.

A produção de leite também reagiu. Estabelecimentos sob inspeção sanitária federal, estadual ou municipal captaram 7,34 bilhões de litros, avanço de 8,2%, refletindo melhora nas condições produtivas.

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O aumento do abate bovino repercutiu na indústria de couro: curtumes receberam 11,13 milhões de peças de couro cru, alta de 11,8%.

Já a produção de ovos atingiu 1,25 bilhão de dúzias no trimestre, novo recorde para o período, favorecida pela competitividade da proteína frente a outras carnes.

No conjunto, os números mostram ampliação da oferta de proteína animal no mercado brasileiro, cenário que tende a ajudar no abastecimento interno e dar suporte às exportações do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27

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Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.

Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.

A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.

O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.

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Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.

Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.

A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.

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O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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