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Coutinho oficializa pedido de rescisão: o fim de um ciclo no Vasco

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Nesta quarta-feira (18/02), o meia Philippe Coutinho comunicou formalmente à direção do Vasco da Gama e ao seu treinador, Fernando Diniz, a intenção de rescindir o contrato que o liga ao clube carioca. A decisão foi transmitida por meio do estafe do atleta diretamente ao presidente Pedrinho, surpreendendo a cúpula vascaína — que, até então, vinha discutindo internamente a possibilidade de renovação de contrato até o fim de 2026.

O vínculo de Coutinho tinha validade até junho deste ano, e as negociações para a extensão já estavam em andamento, com perspectivas favoráveis para manter o jogador em São Januário por mais tempo.

Fontes ligadas ao Vasco e ao seu entorno garantem: a motivação por trás do pedido de rescisão não está relacionada a problemas com Fernando Diniz ou com o ambiente interno de trabalho. Pelo contrário, internamente o atleta mantinha uma relação amistosa e respeitosa com o treinador e com os colegas de elenco.

Segundo apurações, o que pesou de forma decisiva foi o acúmulo de críticas que Coutinho vinha recebendo nos últimos tempos — especialmente da arquibancada e de parte da sua própria torcida.

O meia foi vaiado pela primeira vez em São Januário na última semana, durante o jogo contra o Volta Redonda pelo Campeonato Carioca — episódio que teria sido um ponto de inflexão para sua decisão. Na ocasião, Diniz chegou a defendê-lo publicamente, reforçando a importância do camisa 10 para o time, mas isso não foi suficiente para aliviar a pressão externa que o jogador vinha sofrendo.

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Pessoas próximas ao atleta reforçam que Coutinho se sente injustiçado diante das críticas e da forma como sua entrega e compromisso foram reduzidos à performance em campo por parte de alguns torcedores e comentaristas. Internamente, o meia teria deixado claro que entrou no clube abrindo mão de cerca de R$ 40 milhões justamente para estar no Vasco — um gesto de identificação com as cores que ele considera sua casa.

Embora Coutinho continue respeitado no quadro interno do clube — inclusive pelo corpo técnico — o ambiente criado em torno de sua figura nos últimos jogos tornou-se insustentável para ele. As vaias e a cobrança intensa por resultados fizeram com que o jogador reconsiderasse sua permanência, optando pela rescisão como medida de proteção à sua saúde mental e bem-estar emocional.

Esse cenário mostra um debate mais amplo no futebol moderno: até que ponto a pressão de torcedores e críticos pode influenciar diretamente as decisões de atletas, mesmo aqueles com histórico internacional e importância dentro do clube.

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A rescisão ainda não foi oficialmente assinada, mas a expectativa é que ambas as partes — atleta e clube — façam um comunicado público nas próximas horas confirmando o fim desse vínculo.

O Vasco, por sua vez, agora se vê diante da necessidade de replanejar o elenco e a estratégia para a sequência da temporada, especialmente no setor criativo do meio de campo, que estava fortemente centrado na presença de Coutinho.

Desde seu retorno ao Vasco, o camisa 10 viveu uma trajetória de altos e baixos. Com passes decisivos e lampejos de genialidade que lembram sua carreira na Europa, ele também enfrentou períodos irregulares de desempenho e adaptação ao ritmo do futebol brasileiro — fatores frequentemente explorados por críticos e parte da torcida.

A decisão de Philippe Coutinho de pedir a rescisão de contrato com o Vasco não está ligada a conflitos com o técnico Fernando Diniz nem a rupturas internas, mas sim ao acúmulo de críticas, especialmente vindas da arquibancada, e ao impacto emocional que isso causou no atleta. Ele próprio se sente injustiçado diante do cenário e optou por um desligamento em busca de preservação pessoal, encerrando assim um capítulo importante de sua carreira no clube que o revelou.

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Dupla brasileira Fonseca/Melo estreia com vitória no Rio Open

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A parceria brasileira formada pelo jovem João Fonseca, de 19 anos, e o experiente Marcelo Melo, de 42, começou com o pé direito no torneio de duplas do Rio Open. Na tarde desta segunda-feira (16), a dupla superou o argentino Ramón Burruchaga e o italiano Andrea Pellegrino por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/4, na Quadra Guga Kuerten, principal palco do Jockey Club Brasileiro, na Gávea.

A vitória marca um excelente início para a dupla, que combina a ascensão de Fonseca, atual 38º do mundo em simples e principal nome do tênis brasileiro na atualidade, com a vasta experiência de Melo, um especialista em duplas. Diferentemente de Fonseca, que não tem o foco principal nas duplas, Marcelo Melo já foi número 1 do mundo na modalidade em 2015 e é o atual campeão do Rio Open, tendo conquistado o título no ano passado ao lado do gaúcho Rafael Matos.

Mudanças de última hora e adversários inesperados

A partida teve um tempero a mais devido a mudanças de última hora na chave. Inicialmente, Fonseca e Melo enfrentariam o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller. Contudo, minutos antes do confronto, a organização do torneio informou a desistência de Müller por uma distensão muscular. Com isso, Burruchaga – filho do ex-jogador de futebol Jorge Burruchaga, campeão mundial pela Argentina em 1986 – e Pellegrino foram chamados para substituir a dupla. Burruchaga também participa da chave principal de simples, enquanto Pellegrino havia sido eliminado no qualifying por Villius Gaubas no último domingo (15).

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Próximos desafios

Nas quartas de final, a dupla brasileira terá pela frente os vencedores do confronto entre os argentinos Andrés Molteni (24º) e Máximo González (31º) e a parceria do equatoriano Gonzalo Escobar (76º) com o holandês Jean-Julien Rojer (85º). A data e horário deste próximo duelo ainda serão definidos pela organização.

Além da campanha nas duplas, João Fonseca tem um importante compromisso na chave de simples. Ele fará sua estreia em um confronto 100% brasileiro contra o cearense Thiago Monteiro, atual 208º do mundo e que já figurou entre os top 61 em 2022. A expectativa é que essa partida ocorra nesta terça-feira (17), com horário e quadra a serem anunciados em breve.

O Rio Open, que acontece desde 2014, é uma competição de nível 500, sendo o terceiro em importância e pontuação no calendário do tênis mundial, atrás apenas dos torneios Masters 1000 e dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Fonte: Esportes

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