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Botelho destaca avanço histórico com duplicação da MT-240 e novos investimentos em Arenápolis e Nortelândia

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) participou, na última quinta-feira (12), da solenidade do governo de Mato Grosso que marcou o anúncio da duplicação da rodovia MT-240, no trecho entre Arenápolis e Nortelândia, uma obra muito aguardada pela população da região médio-norte, que contempla um trecho de aproximadamente 9,14 quilômetros, além do alargamento da ponte sobre o Rio Santana. A estrutura, quando pronta, vai garantir melhores condições de tráfego, mais segurança para motoristas e redução de acidentes em um dos trechos mais movimentados da região.

Durante o evento, também foram assinados convênios, autorizadas licitações e anunciados novos investimentos em infraestrutura urbana e apoio à agricultura familiar para os dois municípios.

Articulador para a concretização do projeto, em seu discurso, Botelho destacou a ligação histórica com a região e relembrou que a duplicação da MT-240 é uma reivindicação antiga da população local. O parlamentar contou que chegou a Arenápolis no início da década de 1980 e acompanha, desde então, a luta pela melhoria da rodovia. “Esse sonho é antigo. Desde que cheguei aqui venho lutando junto com essa gente. Agora nós vamos conseguir entregar essa obra para Arenápolis, Nortelândia e todos que passam por essa região. A duplicação é muito importante, mas para mim também representa uma história de luta”, afirmou.

Botelho ressaltou ainda que a duplicação é resultado de um esforço conjunto, especialmente com o prefeito de Arenápolis, Éder Marquis (PP), vereadores parceiros e o senador Jayme Campos (União), além da autorização do governador Mauro Mendes (União) e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

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O governador Mauro Mendes ressaltou que a duplicação da chamada “Reta de Arenápolis – Nortelândia” foi prometida por gestões anteriores, mas somente o atual governo conseguiu viabilizar a obra, graças ao equilíbrio fiscal e à prioridade dada aos investimentos em infraestrutura. Segundo ele, a parceria com a Assembleia Legislativa, especialmente com os deputados Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco (União), foi fundamental para mudar a capacidade de investimento do Estado. “Hoje Mato Grosso é o estado que mais investe no país. Prometemos o que vamos cumprir, e essa obra, que por muitos anos pareceu impossível, agora se torna realidade”, declarou.

Morador da região e ex-vereador por cinco mandatos em Arenápolis, Edmilson Martins Barbosa, o Nino, destacou que a duplicação da MT-240 sempre foi uma bandeira da comunidade local, principalmente pela necessidade de reduzir acidentes no trecho entre Arenápolis e Nortelândia. Ele atribuiu o avanço do projeto à persistência do deputado Eduardo Botelho e ao empenho do prefeito Éder Marquis. “Depois de mais de 20 anos de luta, hoje esse sonho começa a se concretizar. É uma vitória para toda a população”, disse.

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Além da duplicação da MT-240, o Governo do Estado autorizou a celebração de convênios e a abertura de licitação para importantes obras em Nortelândia, totalizando cerca de R$ 49,9 milhões. Entre as ações estão a pavimentação de ruas, obras de canalização e drenagem nas grotas Santa Luzia e Santana e a duplicação, restauração e alargamento da ponte sobre o rio Santana, com 9,14 quilômetros de intervenções na rodovia. Já em Arenápolis, os investimentos somam aproximadamente R$ 22,76 milhões e contemplam pavimentação e drenagem em bairros urbanos, construção de ponte de concreto sobre o rio São Francisco Sucuri, obras esportivas e 75 unidades habitacionais do programa Ser Família Habitação. O município também foi beneficiado com a cessão de um caminhão-pipa e um caminhão basculante para fortalecer a agricultura familiar.

As autorizações foram assinadas pelo governador Mauro Mendes, pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), pelos deputados estaduais Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco, Dr. João (MDB), Beto Dois a Um (PSB), Paulo Araújo (PP) e Chico Guarnieri (PRD), além dos prefeitos de Nortelândia, Mariano Gomes (União Brasil), e de Arenápolis, Éder Marquis. O ato reuniu lideranças políticas e comunitárias da região e marcou o início de uma nova etapa de investimentos estruturantes no médio-norte de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT

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A necessidade de uma atuação mais efetiva do poder público marcou a 6ª edição do Simpósio sobre Autismo com o tema “Integração entre Educação, Saúde e Inovação na Construção de uma Rede de Cuidado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, realizada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) que conduziu os trabalhos, destacou que o estado possui mais de 30 leis e propostas engavetadas que precisam ser executadas com urgência para assegurar o direito e a dignidade das famílias.

“Neste encontro, estamos cobrando as instituições e autoridades, os compromissos e promessas que foram realizadas. Foram dezenas de leis aprovadas por esse parlamento, candidatos às prefeituras, ao legislativo, ao governo do estado e nós estamos então, realizando esse seminário para tratar especialmente da cobrança, porque é um tema importante e as leis precisam sair do papel e os compromissos precisam ser cumpridos. O objetivo desse evento é cobrar das autoridades ações concretas em favor do autismo”, explica o parlamentar.

Ele, que é autor de 15 leis na Casa de Leis – baseadas em reivindicações da sociedade para fortalecer a rede de proteção e estruturar as políticas públicas -, avalia que é preciso que o estado execute as propostas aprovadas em prol das famílias mato-grossenses. “A gente luta para fazer uma lei, não é fácil, analisa os pontos constitucionais e legais, estuda, e depois de um longo tempo consegue aprovação final. E depois ela não é aplicada. O estado não cumpre a lei. O fiscal da lei é o Ministério Público Estadual (MPE) e o estado tem que cumprir a lei”, relatou Wilson Santos

Auditoria – Além de não cumprir a legislação vigente, a representante do conselheiro Guilherme Maluf do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Karisia Cardoso, que é secretária do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), apresentou os trabalhos preliminares realizados de auditoria operacional sobre a atenção à criança com deficiência e TEA para avaliar a efetividade, acesso e qualidade dos serviços. Um dos pontos preocupantes é que o levantamento mostra que as políticas públicas desenvolvidas pelo estado ao público autista e seus familiares – não estão causando impacto no campo social por falta de funcionamento.

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Para complementar, o supervisor e auditor do TCE, Denisvaldo Ramos, explica que o NPP tem um papel importante para o autismo de Mato Grosso, pois analisa os atos públicos de modo geral para compreender o verdadeiro cenário. Durante o simpósio, ele apresentou dados preocupantes da atuação da gestão estadual com o tema. “O nosso intuito é fazer o trabalho e levar o resultado para a ponta. Enquanto não vermos o resultado na ponta, não estaremos satisfeitos com a política pública. Temos que buscar alinhar a política pública ao resultado finalístico”, explica.

Dentre os dados apresentados por ele, mostra que a política pública está desassistida pelo poder público já que há um grupo condutor – que envolve diversos atores – que não se reúne desde janeiro de 2024. Sem contar as falhas no processo de monitoramento do tempo de espera do paciente para ser atendido, unidades de saúde que não asseguram uma quantidade de equipe mínima exigida pela Nota Técnica do Ministério da Saúde.

“Há ausência de rubrica orçamentária, sendo essa uma peça fundamental – não existe para TEA e para demais especificidades. Ausência de profissionais especialistas que interferem nesta política pública. Sem contar que desde 2009, a Programação Pactuada e Integrada (PPI) não é executada, os repasses do estado para os centros especializados mantiveram o valor mínimo e 99% da manutenção estão sendo financiados pelos governos federal e municipais. O estado tem uma mera contrapartida em algo de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês que não dá para pagar um serviço de limpeza”, relatou o auditor do TCE.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apontadas 41.242 pessoas com TEA, conforme Denisvaldo, são elementos declaratórios e subnotificados. “Depois destes dados, identificamos que houve uma explosão real em campo, com crescimentos de 2021 e 2026 – a exemplo de Sinop que tinha 240 para mil alunos laudados e de 400 a 800 diagnósticos atendidos e Sorriso de seis para 105 alunos nível 3”, informou o supervisor aos participantes do evento.

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Ele também relatou que uma das preocupações do TCE foi a produtividade dos servidores entre os anos de 2024 e início de 2026 que estão desenvolvendo a política pública. “A produtividade documentada está em 78% abaixo do parâmetro interno de atendimento. Corroboramos com outros nove documentos. Pontos ociosos e nos preocupou demais. Há vontade de fazer política pública para acontecer, mas há problemas estruturais. E uma das preocupações das famílias é o abandono forçado – por falta de ausência de políticas públicas”, complementou.

De acordo com Denisvaldo, no momento está sendo feito os devidos levantamentos dos 142 municípios, sendo encaminhado via questionário para obter as informações necessárias. Logo, será finalizado o relatório para que o TCE faça as recomendações estratégicas para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será acompanhada a execução. “Vamos ter que trabalhar a parte da governança financeira e revisão técnica PPI não se faz política pública sem recursos. É preciso que o estado melhore neste ponto. A questão da baixa produtividade traz para a política é assustadora. Mesmo assim, a própria gestão foi colaborativa no processo com o TCE”, declarou.

“Parabenizo o TCE por essa auditoria que revelou a grande verdade. O estado é terra arrasada quando o assunto é o autismo. O estado está de costas para essa temática e essa carga está sobre os ombros dos municípios e da União. O importante é que no final da auditoria estão as sugestões. Tem gasto do estado que não se justifica e fica mais alarmante ainda quando a gente vê o estado gastando quase zero com essa temática. São famílias, professores em desespero, o estado praticamente está quase nulo”, destacou Wilson Santos.

Além desta palestra, o Simpósio apresentou temas que trataram sobre os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.

Fonte: ALMT – MT

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