MATO GROSSO
Polícia Militar prende homem por tentativa de feminicídio em Nova Ubiratã
MATO GROSSO
Policiais militares da cidade de Nova Ubiratã prenderam um homem, de 23 anos, pelo crime de tentativa de feminicídio, na madrugada desta quinta-feira (1.1). O suspeito foi preso em flagrante após atacar sua ex-companheira, de 41 anos, com um canivete.
Conforme o boletim de ocorrência, a PM foi acionada pela própria vítima, que estava em um evento de réveillon realizado pela prefeitura da cidade. A mulher afirmou que se deparou com seu ex-companheiro, que estava tomado por ciúmes e tentou lhe agredir no local.
A vítima também conta na denúncia que tentou se abrigar em seu automóvel, momento em que o homem surgiu com um canivete e atacou o carro, tentando forçá-la a abrir a porta do veículo, onde seria atacada por ele. O suspeito também cortou os pneus do carro da mulher e fugiu após se lesionar com o canivete.
Diante das informações relatadas pela mulher, as equipes policiais iniciaram diligências, se deslocando até a residência do homem, encontrando apenas vestígios de sangue pela área da casa.
Em seguida, ao retornarem para o evento, o suspeito foi visto e abordado pelos militares, onde recebeu voz de prisão pelo crime de tentativa de feminicídio. Na revista pessoal, os policiais encontraram o canivete que ele teria utilizado para atacar a vítima.
Ele foi detido e conduzido pela PM até a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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