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CBF oficializa “Fair Play Financeiro” para 2026: Entenda as fases e o que muda para os clubes

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A partir de janeiro de 2026, clubes das Séries A e B terão gastos controlados por nova agência independente; teto para salários e punições severas, como rebaixamento, estão no radar.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu o passo decisivo para transformar a gestão financeira do futebol nacional. O novo Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), popularmente conhecido como Fair Play Financeiro, começará a ser aplicado de forma prática em janeiro de 2026. A medida visa equilibrar as competições e evitar o “doping financeiro” — quando um clube gasta o que não tem para obter vantagem técnica imediata.

Para garantir a transparência, a fiscalização não será feita diretamente pela CBF, mas sim pela ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), um órgão com independência técnica para analisar as contas das equipes.

Os quatro pilares do novo regulamento

O sistema será sustentado por quatro regras fundamentais que os clubes deverão seguir rigorosamente:

  • Controle de Dívidas: Proibição de atrasos em pagamentos de salários, impostos e transferências de jogadores entre clubes.

  • Equilíbrio de Caixa: O clube deve gastar apenas o que arrecada. O déficit permitido será limitado e decrescente ao longo dos anos.

  • Teto Salarial: Os gastos com o elenco (salários e encargos) não poderão ultrapassar um percentual fixo da receita bruta.

  • Redução do Endividamento: A dívida total líquida deverá ser compatível com a capacidade de geração de receita do clube.

O Cronograma: Da transição ao rigor total

A implementação será gradual para permitir que clubes com dívidas elevadas se adequem sem colapsar financeiramente.

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1. Período de Transição (2026 – 2027)

Os dois primeiros anos servirão como uma fase de “aclimatação”. As infrações cometidas neste período resultarão, em sua maioria, em advertências. Contudo, o cerco aperta para clubes em Recuperação Judicial (RJ): a partir de abril de 2026, estes só poderão contratar novos atletas se provarem que o valor gasto é igual ou inferior ao que arrecadaram com vendas de jogadores.

2. Endurecimento das Regras (2028)

A partir de 2028, as punições financeiras e esportivas passam a ser aplicadas de fato. O teto de gastos com a folha salarial será fixado em 80% da receita, e a dívida de curto prazo não poderá exceder 60% do que o clube arrecada.

3. Implementação Definitiva (2029 – 2030)

O estágio final reduz o teto de gastos com elenco para 70% (padrão utilizado pela UEFA) e limita o endividamento de curto prazo a no máximo 45% da receita anual do clube.

Punições: Do bolso ao campo

O regulamento prevê uma escada de sanções que começa com advertências e multas, mas pode evoluir para medidas que impactam diretamente o desempenho esportivo, como:

  • Transfer Ban: Proibição de registrar novos reforços.

  • Perda de Pontos: Retirada de pontos no campeonato em curso.

  • Exclusão de Competições: Em casos extremos, o clube pode perder a licença para disputar as séries A ou B, resultando em rebaixamento automático.

O SSF promete mudar a dinâmica do mercado de transferências no Brasil, forçando os clubes a serem mais eficientes na gestão e mais criativos na busca por novas fontes de receita.

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Saiba Mais: Como o modelo brasileiro se compara ao da UEFA?

Embora a CBF tenha se inspirado fortemente no modelo europeu (vigente desde 2010), existem diferenças fundamentais, especialmente no tempo de adaptação e nos limites iniciais. Confira as principais diferenças:

Critério Fair Play Financeiro (UEFA) Sustentabilidade Financeira (CBF)
Limite de Gasto com Elenco 70% das receitas totais. Começa com 80% (2028) e chega a 70% (2029).
Déficit Permitido Máximo de € 60 milhões em 3 anos (se coberto por donos/acionistas). Máximo de R$ 30 milhões por triênio para clubes da Série A.
Punição por Dívidas Rigor imediato com exclusão de competições (Champions/Europa League). Período de transição (2026-27) focado em advertências antes das sanções pesadas.
Atrasos Salariais Tolerância zero: clubes são banidos se não provarem quitação em datas específicas. Monitoramento em três janelas anuais; punição gradual que pode chegar à perda de pontos.
Foco de Endividamento Focado em evitar que clubes dependam apenas de “mecenas” (donos bilionários). Focado em sustentabilidade operacional e controle de clubes em Recuperação Judicial.

Análise: O modelo da CBF é considerado uma “versão tropicalizada”. Enquanto a UEFA hoje já está em uma fase de punições severas e automáticas, o Brasil optou por um sistema de degraus para não inviabilizar clubes que hoje possuem dívidas bilionárias, dando tempo para que as gestões se profissionalizem.

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Corinthians vence Rosario Central e avança às quartas da Libertadores

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O Corinthians está entre os oito melhores clubes da Copa Libertadores. Mesmo atuando em desvantagem numérica durante boa parte do segundo tempo, o Timão venceu o Rosario Central por 1 a 0 nesta quinta-feira (20), na Neo Química Arena, e garantiu a classificação para a próxima fase.

Após o empate sem gols no duelo de ida, disputado na Argentina, a equipe alvinegra precisava de uma vitória simples diante da torcida. O gol da classificação foi marcado por Breno Bidon, aos 34 minutos da etapa final, após cruzamento de Memphis Depay.

O atacante holandês havia começado a partida no banco de reservas, mas entrou aos 25 minutos do segundo tempo, substituindo Pedro Raul. Pouco depois, participou diretamente do lance que definiu o confronto.

Nas quartas de final, o Corinthians terá pela frente o Estudiantes, da Argentina, que eliminou a Universidad Católica, do Chile. A Conmebol ainda não confirmou as datas, mas os jogos estão previstos para ocorrer entre os dias 8 e 17 de setembro.

Com a eliminação, o Rosario Central, que contou com o experiente Ángel Di María, deixou a competição.

O jogo

Empurrado pelos torcedores, o Corinthians tomou a iniciativa no início do jogo e criou a primeira oportunidade perigosa aos 13 minutos. Kaio César avançou pela direita, cortou para o meio e finalizou colocado, mas o goleiro Ledesma conseguiu fazer a defesa.

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O Rosario Central passou a equilibrar as ações e tentou responder com chutes de média distância. Aos 33 minutos, Gastón Ávila recebeu espaço no meio-campo e arriscou uma finalização forte com a perna esquerda. A bola ganhou efeito e passou perto do travessão de Hugo Souza.

Apesar da movimentação, o time argentino encontrou dificuldades para acionar Di María, principal referência técnica da equipe. O primeiro tempo terminou sem gols.

Raniele é expulso

A etapa final começou com muita disputa e tensão. Aos 12 minutos, Raniele atingiu Copetti com a trava da chuteira durante uma dividida. Após revisão do árbitro de vídeo, o jogador corinthiano recebeu cartão vermelho, deixando o Timão com dez atletas.

Com um jogador a mais, o Rosario Central passou a pressionar em busca do gol. Aos 28 minutos, Copetti ganhou uma disputa com Gabriel Paulista e ficou em condições de finalizar diante de Hugo Souza, mas mandou a bola por cima da meta, desperdiçando uma grande oportunidade.

O Corinthians aproveitou o erro dos argentinos e abriu o placar aos 34 minutos. Memphis Depay cobrou uma falta em direção à pequena área, e Breno Bidon se antecipou à marcação para desviar com a ponta do pé e colocar a bola nas redes.

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Nos minutos finais, o Rosario Central tentou reagir, mas o sistema defensivo corinthiano conseguiu suportar a pressão. A equipe paulista administrou a vantagem até o apito final e confirmou a classificação para as quartas de final da Libertadores.

FICHA TÉCNICA
Placar Corinthians 1 x 0 Rosario Central
Competição Libertadores — jogo de volta das oitavas de final
Local Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data 20 de agosto de 2026, quinta-feira
Horário 21h30, de Brasília
Público 46.552 torcedores
Renda R$ 3.818.916,00
Cartões amarelos Raniele (Corinthians)
Cartões vermelhos Raniele (Corinthians)
Árbitro Alexis Herrera (VEN)
Assistentes Lubin Torrealba (VEN) e Antoni Garcia (VEN)
VAR Nicolás Gallo (COL)
Gol Breno Bidon, aos 34′ do 2ºT (Corinthians)
Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo, Breno Bidon (João Pedro Tchoca) e Rodrigo Garro; Kaio César (Charles) e Pedro Raul (Memphis Depay)
Técnico Fernando Diniz
Rosario Central Ledesma; Coronel, Ovando, Gastón Ávila e Sández (Marco Ruben); Ibarra (Julián Fernández) e Navarro (Badaloni); Alan Rodríguez, Di María e Campaz (Cantizano); Copetti
Técnico Jorge Almirón

Fonte: Esportes

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