MATO GROSSO
Seduc e TJMT certificam 125 profissionais da educação como Facilitadores de Círculos de Construção de Paz
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), apoiou a formação de 125 profissionais da educação como Facilitadores de Círculos de Construção de Paz. A certificação foi realizada nesta sexta-feira (14.11), durante o encerramento do 3º Encontro das Práticas Restaurativas na Educação, no auditório Gervásio Leite, na sede do Poder Judiciário mato-grossense, em Cuiabá.
O evento marcou o encerramento de uma semana de formação intensiva, e a certificação dos profissionais da educação consolida uma política que já atua há cerca de 10 anos no Estado.
A secretária adjunta Executiva da Seduc, Flávia Emanuelle de Sousa Soares, classificou o momento como uma conquista coletiva. “Estamos aqui para celebrar uma trajetória construída com resiliência. A escola é um pedaço da sociedade e estamos inserindo nela uma cultura de paz, empatia e respeito. As práticas restaurativas transformam conflitos em aprendizado. O ambiente escolar sempre terá divergências, mas precisamos ensinar que pensar diferente é possível e deve ocorrer com segurança e respeito”, ressaltou.
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR), desembargadora Clarice Claudino da Silva, abriu o encontro exaltando a importância da união entre Judiciário, Ministério Público e Educação. “Educar é conduzir ao coração. A escola é o primeiro círculo de construção de paz que conhecemos”, afirmou.
A magistrada destacou, ainda, que a Justiça Restaurativa ultrapassa os muros das escolas e se torna também um compromisso do sistema de Justiça. “Que cada fala deste seminário desperte em nós o desejo de cuidar do outro, da palavra e da convivência”, concluiu.
A coordenadora do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc, Patrícia Carvalho, destacou a importância da parceria com o NUGJUR na formação continuada das equipes escolares.
“Trouxemos 125 servidores para uma verdadeira imersão nas práticas restaurativas. Essa certificação é o coração da política de Cultura de Paz da Educação”, afirmou. Segundo ela, todos os profissionais já atuam nas unidades escolares como mediadores e facilitadores. “Eles têm a atribuição de 30 horas dedicadas exclusivamente à mediação e à prevenção da violência”.
Durante o evento, o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko ressaltou o impacto das práticas restaurativas na redução de conflitos que anteriormente desaguavam na Justiça da Infância e Juventude.
“A escola é o ambiente mais democrático que existe e, por isso mesmo, um dos mais conflituosos. A formação de mediadores e facilitadores tem sido decisiva para impedir a escalada de conflitos e promover a convivência cidadã”, disse.
Com programação composta por painéis, palestras e debates, o encontro reuniu magistrados, gestores públicos, especialistas nacionais, promotores, profissionais psicossociais e da educação de diversas regiões do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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