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Gripe aviária: China volta a importar carne de frango do Brasil após seis meses de suspensão

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A China anunciou nesta sexta-feira (07.11) a retomada das importações de carne de frango do Brasil, encerrando uma suspensão que durava desde maio. O bloqueio havia sido imposto após a confirmação do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS).

O comunicado foi divulgado pela Administração-Geral de Aduanas e pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que recebeu oficialmente a documentação e analisa os detalhes da revogação.

Segundo o governo brasileiro, ainda não há uma confirmação formal de que a liberação seja válida para todo o território nacional, mas a expectativa é de que a decisão tenha efeito geral. A suspensão chinesa havia interrompido parte relevante dos embarques, uma vez que o país asiático é o principal destino da carne de frango brasileira.

O levantamento da proibição, segundo o comunicado chinês, foi feito “com base nos resultados da análise de risco”. Em setembro, uma comitiva técnica da China esteve no Brasil para vistoriar granjas, frigoríficos e avaliar os protocolos sanitários locais. Embora o documento tenha sido divulgado apenas hoje, ele é datado de 31 de outubro — o que indica que a liberação já está em vigor desde então.

A avicultura brasileira continua ocupando posição de destaque no cenário global. Em 2024, a produção nacional de carne de frango chegou a aproximadamente 14,8 milhões de toneladas, consolidando o país como um dos maiores produtores do mundo. As exportações totalizaram 5,29 milhões de toneladas, volume 3% superior ao do ano anterior, e resultaram em uma receita de US$ 9,93 bilhões, o equivalente a R$ 53,6 bilhões, pela cotação atual.

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Mesmo com a suspensão temporária, a China manteve-se no topo da lista dos importadores. Em 2024, o país asiático comprou 562,2 mil toneladas, cerca de 10% de tudo o que o Brasil enviou ao exterior. O volume, porém, foi 17% menor que no ano anterior, reflexo direto das restrições sanitárias impostas em meados do período. A expectativa agora é de uma recuperação rápida, especialmente para os frigoríficos do Sul, que concentram as plantas habilitadas para exportar àquele mercado.

O Paraná segue como o maior estado exportador, responsável por 2,17 milhões de toneladas embarcadas em 2024, seguido por Santa Catarina (1,16 milhão de toneladas) e Rio Grande do Sul (692 mil toneladas). A abertura do mercado chinês tende a beneficiar diretamente esses estados, que possuem forte dependência da demanda internacional.

A volta das compras chinesas é considerada um importante sinal de confiança nas garantias sanitárias brasileiras. Desde o registro do caso isolado de gripe aviária, o governo intensificou o monitoramento em granjas comerciais e reforçou protocolos de biossegurança. Até o momento, não houve novos focos da doença em produção industrial.

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Para o setor, o gesto de Pequim tem peso político e econômico. Além de ser o principal destino da carne de frango brasileira, a China é responsável por preços mais vantajosos e contratos de longo prazo que garantem previsibilidade às exportações. A normalização das vendas tende a aliviar as perdas acumuladas nos últimos meses e a impulsionar o faturamento do final do ano.

A retomada do mercado chinês deve gerar reflexos positivos imediatos na balança comercial do agronegócio. Apenas as exportações de carne de frango respondem por cerca de R$ 53 bilhões anuais, o que representa uma fatia expressiva das receitas externas do setor. A normalização das vendas à China pode adicionar cerca de R$ 5,6 bilhões ao faturamento anual da avicultura, considerando o volume médio exportado antes da suspensão.

Fonte: Pensar Agro

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Cavalo é vendido por R$ 88 milhões em leilão de Nazário

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O cavalo Inferno Sixty Six entrou para a lista dos animais mais valorizados da equinocultura brasileira após atingir avaliação de R$ 88 milhões durante um leilão realizado em Nazário, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Goiânia. A negociação ocorreu durante a 5ª edição do JBJ Ranch & Família Quartista Weekend e reforçou o avanço de um mercado que vem movimentando cifras cada vez maiores dentro do agronegócio nacional.

A valorização ocorreu após a venda de 50% das cotas do garanhão por R$ 44 milhões. O acordo, fechado entre criatórios e investidores ligados ao segmento de genética equina, prevê pagamento parcelado em 55 vezes de R$ 800 mil. Com isso, o animal passou a figurar entre os mais caros já negociados no país.

O valor elevado reflete um movimento que vem transformando o mercado de cavalos esportivos no Brasil. Mais do que patrimônio rural ou símbolo de status, animais de genética superior passaram a ser tratados como ativos de alto valor econômico, capazes de gerar receitas contínuas por meio da comercialização de sêmen, embriões, coberturas e descendentes destinados às competições.

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Inferno Sixty Six é considerado um dos principais reprodutores da modalidade Rédeas, uma das categorias mais valorizadas do cavalo Quarto de Milha. Nascido em 2012, o garanhão reúne linhagens tradicionais da raça e já acumula mais de US$ 200 mil em premiações nas pistas norte-americanas. Seus filhos ultrapassam US$ 5 milhões em ganhos em provas internacionais, indicador que pesa diretamente na formação de valor desses animais.

O crescimento desse segmento acompanha a expansão da indústria do cavalo no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha mostram que a raça lidera o número de registros no país e sustenta boa parte das negociações envolvendo genética esportiva. O Brasil possui um dos maiores plantéis de Quarto de Milha do mundo, impulsionado principalmente pelas provas de Rédeas, Três Tambores e Laço.

A cadeia econômica ligada ao cavalo também ganhou relevância dentro do agro. Levantamentos do setor apontam que a equinocultura brasileira movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, considerando criação, eventos, genética, nutrição animal, medicamentos, transporte, leilões e atividades esportivas. Além do impacto econômico direto, o segmento gera milhares de empregos e atrai investimentos cada vez maiores de produtores rurais e empresários.

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O próprio leilão em Goiás dá dimensão desse avanço. Segundo os organizadores, o evento movimentou aproximadamente R$ 257 milhões em apenas três dias, resultado que mais que dobrou o volume financeiro da edição anterior. Foram negociados animais, coberturas, embriões e cotas de reprodutores considerados estratégicos para o mercado internacional da raça.

A valorização dos cavalos de elite também acompanha a crescente profissionalização do setor. Hoje, avaliações genéticas, desempenho esportivo, fertilidade e histórico de produção passaram a ter peso semelhante ao de indicadores financeiros usados em outros segmentos do agronegócio.

Em meio à busca por genética de alta performance, o mercado brasileiro de cavalos esportivos se consolida como um dos mais dinâmicos do agro nacional e negócios como o de Inferno Sixty Six mostram que o setor já opera em um patamar bilionário.

Fonte: Pensar Agro

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