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Polícia Civil prende idoso por queimada ilegal em operação contra crimes ambientais em Cuiabá

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A Polícia Civil, em ação conjunta com a Prefeitura de Cuiabá, deflagrou, nesta sexta-feira (31.10), a Operação Cidade Limpa – Fase 10, onde foram cumpridos seis ordens de serviço atendendo a diversas denúncias relacionadas a crimes ambientais na Capital mato-grossense.

Durante a ação, um idoso, de 63 anos, foi preso por queimada ilegal em período proibitivo, conduta expressamente vedada pelos órgãos ambientais devido ao alto risco de propagação do fogo e aos impactos diretos à saúde pública.

A Operação Cidade Limpa tem a finalidade de melhorar as condições de limpeza urbana e intensificar a fiscalização contra o descarte irregular de resíduos sólidos.

A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) atuou responsabilizando criminalmente os infratores pelos delitos contra o ordenamento urbano e o meio ambiente.

Durante as investigações, a Polícia Civil recebeu denúncias de que, na quinta-feira (30), havia um idoso, no bairro Altos da Serra, colocando fogo em um terreno baldio. O fogo fugiu do controle avançado para chácaras no bairro Altos da Serra, gerando intensa fumaça e comprometendo a qualidade do ar na região.

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Nesta sexta-feira (31), equipes da Dema foram até o local, identificaram o idoso e o flagraram ateando fogo em fios de cobre. Questionado, ele disse que estava queimando os fios para vender, mas negou que tivesse ligação com o restante da área queimada.

No entanto, uma testemunha se aproximou e confirmou que o idoso havia sido o responsável pelo crime no dia anterior. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e realizou a perícia do local, constatando o crime de queimada. O incêndio foi apagado e o idoso foi encaminhado para a delegacia.

A delegada Liliane Murata, titular da Dema, destacou que as queimadas, além de configurarem crime ambiental, causam sérios prejuízos à saúde da população, especialmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, além de agravar a poluição atmosférica e colocar em risco áreas de preservação.

Liliane reforçou ainda o comprometimento da Polícia Judiciária Civil com a proteção ambiental e o cumprimento da legislação vigente.

“Operações como a realizada hoje são fundamentais para coibir práticas ilícitas e garantir uma cidade mais saudável e sustentável para todos”, finalizou a delegada.

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Fonte: Governo MT – MT

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Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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