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POLITÍCA NACIONAL

Câmara promove maratona de linguagem simples e lança versão impressa do Manual de Comunicação

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POLITÍCA NACIONAL

Foi lançada nesta quinta-feira (9) a versão impressa do novo Manual de Comunicação da Câmara dos Deputados. Elaborado para dar mais transparência aos princípios que regem a atuação dos profissionais de comunicação da Casa, o manual já havia sido lançado em sua versão eletrônica em dezembro de 2024, em substituição ao antigo Manual de Redação, de 2004.

O lançamento foi feito durante a 2ª Maratona Linguagem Simples para a Cidadania, que ocorre nesta quinta e nesta sexta-feira (10) na Câmara. Ao abrir o evento, o presidente do Conselho Consultivo de Comunicação Social, deputado Cleber Verde (MDB-MA), observou que o Manual de Comunicação contém diretrizes, glossários, infográficos sobre o processo legislativo e especificações das funções de comunicação.

“O manual traz os princípios que orientam nossa comunicação, voltada para o objetivo de se aproximar do cidadão”, enfatizou Cleber Verde. “Traz transparência com fidelidade aos fatos, clareza na informação e linguagem acessível, além da imparcialidade para retratar o pluralismo das posições políticas representadas no Parlamento.”

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
2ª Maratona de Linguagem Simples para a Cidadania.
2ª Maratona Linguagem Simples para a Cidadania ocorre hoje e amanhã na Câmara

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Maratona
A 2ª Maratona Linguagem Simples para a Cidadania busca ampliar a divulgação da linguagem simples no setor público, aproximar as instituições dos cidadãos e debater a institucionalização do uso da técnica com especialistas, servidores e interessados. O evento tem o apoio da Plain Language Association International (PLAIN), da Clarity International e da Comunidade Linguagem Simples Brasil.

Cleber Verde afirmou que a linguagem simples é indispensável para tornar a atuação parlamentar mais transparente. “Para o cidadão ter acesso ao Poder Legislativo, precisamos abandonar o jargão e falar de uma maneira mais compreensível”, defendeu.

A maratona marca também a celebração do Dia Internacional da Linguagem Simples, em 13 de outubro.

Manual
O novo manual foi produzido pela Diretoria-Executiva de Comunicação e Mídias Digitais da Câmara (Direx) e impresso pelas Edições Câmara. Além de prever regras de redação e produção para a TV Câmara, a Rádio Câmara e a Agência Câmara, o manual contém normas de procedimento para a Rede Legislativa de Rádio e Televisão (com centenas de emissoras parceiras em todo o país), para as redes sociais da Câmara e para o uso de ferramentas de participação popular.

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Orienta ainda o trabalho da Assessoria de Imprensa e informa sobre as normas do Portal Institucional, além de explicar  o funcionamento das áreas de Publicidade, Eventos e Cerimonial e do Centro Cultural da Câmara.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Câmara aprova criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos; acompanhe

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com incentivos governamentais a projetos de processamento e transformação realizados no país. Esses minerais são considerados cruciais na produção de tecnologias como smartphones, carros elétricos e sistemas militares. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros, o Projeto de Lei 2780/24 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

O texto cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política. Essa decisão caberá ao Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), órgão também criado pelo projeto.

O conselho decidirá quais substâncias se enquadram como minerais críticos e estratégicos, atualizando a lista a cada quatro anos, com alinhamento ao plano plurianual.

Arnaldo Jardim afirmou que a indústria de minerais críticos e estratégicos no Brasil representa uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do país e gerará uma economia circular desses insumos. “Firmará o país como grande produtor de óxidos de terras raras, estimulará a reciclagem através da mineração urbana e tornará nossa indústria de transformação mais competitiva”, disse.

Jardim chamou de “mineração urbana” a reciclagem e recuperação de minerais críticos presente em resíduos eletroeletrônicos, baterias, veículos em fim de vida, entulho de construção e aterros.

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“Temos instrumentos modernos com abundante uso de minerais críticos, como nossos celulares e computadores. Ter uma política de recuperar esses minerais é tão importante quanto ter de extração”, afirmou.

O relator afirmou que o Brasil não pode ser mero exportador de commodities minerais, deve ter estratégia, política de agregar valor, e usar esse benefício geológico como instrumento de desenvolvimento.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Arnaldo Jardim (CIDADANIA - SP)
Arnaldo Jardim, relator do projeto

O projeto define minerais críticos como aqueles cuja disponibilidade está em risco ou pode vir a estar em risco de abastecimento devido a limitações na cadeia de suprimento, cuja escassez poderia afetar setores considerados prioritários da economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e nutricional ou segurança nacional.

Já os estratégicos são aqueles com importância para o Brasil em razão de o país possuir reservas significativas essenciais para a economia na geração de superavit da balança comercial e desenvolvimento tecnológico ou para redução de emissões de gases do efeito estufa.

Debate em Plenário
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) apontou avanços no texto aprovado, como o prazo máximo improrrogável de cinco anos para autorização de pesquisa em áreas com minerais críticos ou estratégicos. Depois desse prazo, se o interessado não tiver apresentado relatório final de pesquisa, o direito minerário será extinto por caducidade.

O líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), destacou a previsão do projeto de criar um conselho especial para orientar a exploração desses minerais. Porém, reforçou posição do partido em defesa da criação de uma empresa pública para gerir essa política. “Queremos Terrabras que efetivamente produza ciência e inovação”, declarou.

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O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também defendeu a criação da estatal. “Hoje estamos dando um passo importante, mas insuficiente. Em um Congresso mais progressista, vamos ter a convicção da necessidade de defender o interesse nacional de criação da Terrabras, uma empresa que possa efetivamente fazer o que a Petrobras fez com o petróleo e a Embrapa com a agricultura”, afirmou.

A maioria dos discursos em Plenário, porém, foi contra diferentes pontos da proposta. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a falta de limites da atuação do capital estrangeiro na exploração desses minerais. “O mundo quer botar a mão aqui. Quer tirar a nossa riqueza em benefício da sua tecnologia e da sua soberania, não a nossa. Estamos falando de transição digital, energética, defesa nacional, ambiental. São questões definidoras da geopolítica mundial.”

O líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), cobrou mais tempo para debater o tema e criticou o que ele classificou como papel “rebaixado” do Estado nesse setor econômico. “O Estado se manterá apenas como indutor e facilitador, isso significará que continuaremos exportando minério e fazendo com que a riqueza desses minérios seja internalizada, sobretudo, no estrangeiro.”

Mais informações em instantes

Assista ao vivo

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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