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AGRONEGÓCIO

Produção de milho se fortalece no Estado com aumento da produtividade

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A colheita do milho verão entra na reta final no Oeste da Bahia com resultados animadores para os produtores. Apesar do nome, o termo “milho verão” não se refere à estação atual, mas sim ao primeiro ciclo produtivo do cereal, que é plantado no início da estação chuvosa (entre setembro e dezembro) e colhido durante o outono e inverno. Ou seja, os grãos colhidos agora, em julho, fazem parte da safra 2024/25, iniciada ainda no ano passado.

De acordo com dados divulgados pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), mais de 100 mil hectares já foram colhidos até a primeira semana de julho. As produtividades estão variando entre 150 e 220 sacas por hectare, dependendo das condições de solo, clima e tecnologia empregada. Esse desempenho supera as estimativas iniciais e é atribuído, principalmente, à boa emergência das lavouras e ao suporte da irrigação.

Neste ciclo 2024/25, a área total dedicada ao milho no Oeste baiano teve uma redução de cerca de 5% em comparação ao ciclo anterior. No entanto, o avanço tecnológico e o uso de sistemas irrigados permitiram um salto de 14,5% na produção total, confirmando o aumento da eficiência por hectare.

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Segundo a Aiba, a produção de milho irrigado (também chamado de safrinha na região) deve alcançar 1,134 milhão de toneladas, cultivadas em 105 mil hectares. Já o milho verão, mesmo com uma área menor de 25 mil hectares, deve render 270 mil toneladas, reflexo direto da alta produtividade média.

A produção do milho no Oeste baiano é marcada pelo uso intensivo de tecnologia, com destaque para o sistema de irrigação, que garante estabilidade mesmo em anos com chuvas irregulares. Essa estrutura permite que os agricultores mantenham o calendário agrícola e enfrentem desafios climáticos com maior segurança.

Além disso, os avanços em genética de sementes, controle de pragas e monitoramento das lavouras via sensoriamento remoto têm contribuído para o desempenho positivo, mesmo diante de anomalias fitossanitárias e oscilações pontuais no clima.

O milho se mantém como uma das culturas estratégicas para o Oeste da Bahia, tanto no abastecimento interno quanto como insumo para ração animal e rotação de culturas. O cereal também fortalece a diversificação da produção agrícola da região, ajudando na sustentabilidade econômica dos produtores e no uso racional dos recursos naturais.

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A colheita em andamento reforça a importância do milho verão como pilar da produtividade agrícola regional, especialmente quando associado a boas práticas de manejo e planejamento técnico.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27

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Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.

Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.

A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.

O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.

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Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.

Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.

A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.

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O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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