MATO GROSSO
Áreas de recuperação ambiental serão ampliadas com investimentos internacionais
MATO GROSSO
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), obteve em Londres, a sinalização de investimentos por parte da Organização Não-Governamental Pró Natura Internacional para recuperação de mais três mil hectares de áreas degradadas do programa “Todos pelo Araguaia”. A articulação ocorreu durante a Semana de Ação Climática – a London Climate Action Week (LCAW), que terminou nesta quarta-feira (25.6).
“Ao longo dos três dias de participação, realizamos várias reuniões e eventos com objetivo de apresentar os projetos vinculados à agenda climática e de produção sustentável em Mato Grosso. O Programa Todos Pela Araguaia foi um dos destaques”, revelou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Segundo ela, por possuir estrutura formal e normatizada, governança pública consistente, transparência e qualidade técnica, a iniciativa atraiu vários interessados. “A grande novidade está na inclusão do carbono resultante da restauração, na estratégia do programa. Considerando que os recursos disponíveis não são suficientes para demanda global, serão apoiados aqueles que apresentarem os projetos mais consistentes, e nesse aspecto Mato Grosso se posiciona com destaque por suas iniciativas”, enfatizou.
Conforme a secretária de Estado, no início de junho a Sema fechou com o KFW – Banco Alemão de Desenvolvimento e Fomento – um lote de 420 hectares do Programa Todos Pelo Araguaia para restauração. O investidor já está em fase de contratação de uma ou mais instituições que farão a execução da restauração nas áreas selecionadas.
Integrante da comitiva de Mato Grosso em Londres, a senadora Margareth Buzetti também destacou o reconhecimento internacional ao potencial de Mato Grosso.
“Conseguimos apresentar o programa Todos pelo Araguaia a grandes players internacionais. Percebemos um reconhecimento concreto do potencial de Mato Grosso, tanto pela escala do projeto quanto pelo impacto ambiental e social que ele pode gerar. Estamos com excelentes perspectivas de colaboração para ampliar as ações de recuperação do Araguaia e levar essa agenda para o mundo”, afirmou a senadora.
Ela adiantou que no mês de agosto, será realizado no Rio de Janeiro a “Rio Climate Action Week”. “Será mais uma oportunidade para seguirmos prospectando negócios, consolidando parcerias e colocando Mato Grosso ainda mais em evidência no mercado global de sustentabilidade”, observou.
A participação da Sema na Semana de Ação Climática – a London Climate Action Week (LCAW) foi viabilizada por meio de uma parceria com a empresa Future Climate Group S.A.
O Programa Todos Pelo Araguaia abrange 12 municípios de Mato Grosso e visa a revitalização da Bacia do Alto Araguaia por meio da recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), da conservação do solo e da promoção de práticas sustentáveis na agropecuária.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
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