MATO GROSSO
Desenvolve MT explica como ‘’limpar nome’’ e solicitar crédito mais de uma vez
MATO GROSSO
A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, oferece crédito aos empreendedores interessados em começar e desenvolver seus negócios. Com financiamento de até R$1,5 milhão e taxas de juros a partir de 0,37% ao mês, além de diversos itens, a Agência oferece oportunidades de crescimento.
Para facilitar e orientar os empresários mato-grossenses, explicamos quais as opções de crédito específicas para quitar dívidas ou o que pode te restringir na hora de solicitar financiamento.
Crédito com “limpa nome”
A linha Desenvolve Empreendedor permite que parte do crédito aprovado seja usado para limpar o nome ou quitar dívidas.
Com até R$15 mil de financiamento, a linha de crédito permite pagamento de dívidas de até 30% do valor do financiamento. Esse valor pode chegar até R$4,5 mil, e ser direcionado diretamente para limpar o nome do empreendedor. O boleto deve ser encaminhado para a agência, que quitará a dívida.
Se o empreendedor não precisar pagar uma dívida, poderá solicitar até 30% para capital de giro. A linha de crédito Desenvolve Empreendedor é destinada para mulheres e jovens que estejam começando um negócio. Ela opera com prazos de até 42 meses e carência de até seis meses também estão entre as condições ofertadas.
Restrições na fase de análise
Caso haja alguma restrição na fase de cadastro, será informado ao requerente e, após ser efetuado o pagamento da dívida ou ajustado os dados solicitados, o processo segue normalmente. Na fase de análise o histórico financeiro do cliente é observado.
Também é possível fazer uma segunda tentativa de solicitação de crédito caso a primeira tenha sido negada. A recomendação é que se espere seis meses para que sua empresa tenha uma vida financeira saudável e reequilibrada. Com esse histórico, a chance do crédito ser liberado aumenta. O histórico financeiro da empresa é um dos aspectos analisados para definir a liberação do crédito.
Como solicitar o crédito mais de uma vez
Também é possível que o empreendedor solicite crédito mais de uma vez. A recomendação é esperar o período de carência do primeiro financiamento para iniciar o segundo processo. A capacidade de pagamento da empresa também será avaliada para a liberação do segundo crédito. Além disso, uma análise será feita para determinar se houveram dificuldades no pagamento do primeiro crédito, o que ajuda a determinar as condições da segunda liberação.
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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