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TV Câmara e Sebrae estreiam parceria na produção de documentários

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A TV Câmara, em parceria com o Sebrae, estreia na próxima quinta-feira (31), às 20h30, uma série de documentários que contam histórias de comunidades, em diversas regiões do país, que transformaram as próprias realidades e a de cidades inteiras a partir do empreendedorismo.

O primeiro documentário é “Ilha do Ferro, a arte do imaginário”, sobre artesãos e artesãs que produzem arte a partir de galhos e troncos de madeira, no interior de Alagoas, às margens do rio São Francisco.

A cada 15 dias, a TV Câmara trará um novo episódio. Os próximos documentários já com data marcada são: “Bala de Antonina, uma doce tradição”, sobre a produção da tradicional bala artesanal de banana no litoral do Paraná, e “Cacau de Tomé-Açu, a revolução pela agrofloresta”, sobre a produção das amêndoas de cacau em plena Floresta Amazônica – uma experiência comandada por japoneses, ribeirinhos e povos originários.

Ilha do Ferro, a arte do imaginário
No sertão alagoano, dois artesãos procuram matéria-prima entre árvores em pé e áreas desmatadas. Onde pessoas comuns enxergariam apenas troncos e galhos retorcidos, eles vislumbram bancos, bonecos, pássaros, cobras e bailarinas. “Às vezes, você passa por um pedaço de madeira uma vez e não vê nada. Passa cinco vezes por ele e não vê nada”, conta Yang da Paz, “mas, na décima vez, você consegue enxergar alguma forma nesse pedaço de madeira e transformá-lo em arte”.

Da Paz é presidente da Associação Ilha das Artes, que reúne os artesãos do povoado da Ilha do Ferro, e conta um pouco da sua história no minidocumentário “Ilha do Ferro – A arte do Imaginário”.

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A comunidade, localizada às margens do Rio São Francisco, no distrito da cidade Pão de Açúcar, tem aproximadamente 500 habitantes, e a maioria encontrou no artesanato a sua principal fonte de sustento. “Um foi passando para o outro e hoje a ilha inspira e respira arte”, comenta Camille Souza. Seu bisavô, que confeccionava tamancos, deu início ao fazer manual tão característico do local, inicialmente passando o conhecimento para a família. “Fui a primeira mulher a trabalhar com madeira aqui no povoado, porque antes as mulheres só bordavam”, revela a artesã, que percebeu que tinha habilidade e inspiração para entalhar.

Camille relata que o artesanato mudou a vida do povoado, ajudando os moradores a criarem raízes e permanecerem na comunidade, fabricando e vendendo seus artigos nas suas casas, sem precisarem viajar os mais de 230km que os separam da capital Maceió para trabalhar.

Sabendo da importância de manter viva a arte única do povoado e pensando no futuro da Ilha do Ferro, os artesãos estão empenhados no reflorestamento. “A gente se juntou e percebeu que tem essa necessidade de produzir agora”, justifica Da Paz. “Esta é nossa meta: que daqui a dez anos, a gente vá trabalhar só com aquilo que a gente começar a plantar agora”, disse.

Guilherme Bacalhao
Artesanato de madeira da Ilha do Ferro

Sebrae na Ilha do Ferro
O Sebrae Alagoas desenvolve um trabalho de acompanhamento dos artesãos da Ilha do Ferro em todas as suas demandas. Tudo começou com o mapeamento das atividades desenvolvidas pela comunidade, que se tornou referência no Brasil e no mundo, por sua produção de esculturas em madeira e bordado, o Boa Noite.

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“Nós acompanhamos as diversas etapas do processo produtivo, desde oficinas criativas, passando pela preservação do meio ambiente e pela valorização da cultura local”, informa Marina Gatto, gestora do Programa de Artesanato do Sebrae Alagoas.

Um outro aspecto trabalhado junto à população e aos empreendedores da Ilha do Ferro é a sustentabilidade. Desde 2023, a equipe do Sebrae atua com os moradores no reflorestamento da caatinga da região, no Projeto Reflorilha. “Nossa missão é incentivar o replantio de árvores nativas, a partir da criação de um viveiro próprio e de ações programadas de educação ambiental”, destaca a analista do Sebrae, Ana Madalena Sandes, uma das responsáveis pelo programa.

Serviço – exibições na TV Câmara:

Ilha do Ferro, a arte do imaginário – estreia 31/10, às 20h30
Bala de Antonina, uma doce tradição – estreia 14/11, às 20h30
Cacau de Tomé-Açu, a revolução pela agrofloresta – estreia 28/11 às 20h30

Os vídeos também podem ser assistidos, a partir do dia 31 de outubro, na página da Câmara dos Deputados no Youtube.

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova oferta de orientação parental nas redes públicas de saúde e assistência social

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 574/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que determina que estados, o Distrito Federal e municípios ofereçam serviços de orientação e apoio em educação parental à população.

Pela proposta, esses serviços deverão ser disponibilizados nas redes públicas de saúde e de assistência social, em espaços escolares e, quando cabível, em espaços públicos e privados conveniados que atendam crianças, adolescentes e suas famílias. O texto inclui a obrigação na Lei 14.826/24, que institui a parentalidade positiva.

Profissionais
O projeto define que os serviços serão executados, preferencialmente, por educadores parentais. Também poderão atuar profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, desde que tenham formação específica ou certificação em estratégias de parentalidade positiva, prevenção de violência e neurociência do desenvolvimento infantil.

Os profissionais de educação parental não poderão exercer atividades exclusivas de profissões regulamentadas, especialmente as de natureza clínica ou terapêutica — como a psicologia clínica. A atuação será apenas preventiva e pedagógica, voltada ao fortalecimento dos vínculos familiares e à capacitação dos cuidadores.

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Prevenção à violência
Para Laura Carneiro, a lei de 2024 representou um marco ao instituir a parentalidade positiva, mas a previsão legal, por si só, é insuficiente sem serviços que cheguem às famílias, especialmente às mais vulneráveis. “O fortalecimento das famílias é a forma mais eficaz de proteger a infância”, afirmou.

A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), afirmou que está alinhada à economia do cuidado, dado que o ato de cuidar, historicamente invisibilizado e gerador de grande sobrecarga, recai majoritariamente sobre as mulheres, e exige soluções legais concretas para a sua provisão e suporte.

“Investir na educação familiar preventiva significa promover a sustentabilidade das políticas sociais, reduzindo futuramente a demanda por tratamentos de alta complexidade e a atuação do sistema de justiça criminal”, disse Santos.

Cerca de 200 casos de violência física contra crianças e adolescentes são notificados diariamente nas unidades de saúde do país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica que 81% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem em casa.

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Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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