Munique: um final de semana perfeito na capital da Baviera
Além das paisagens naturais da Baviera, Munique se destaca pelo ressurgimento no pós-guerra, convertendo-se em um dos principais polos econômicos do país e um dos destinos mais visitados por estrangeiros na Alemanha .
A capital bávara foi destruída pelos bombardeios na Segunda Guerra Mundial, mas nas décadas que se seguiram, passou a investir na modernização e se tornou um local dinâmico e cosmopolita – ainda que sem a mesma fama de Berlim. Apesar de grande parte do apelo de Munique ainda vir de eventos tradicionais, como a bicentenária Oktoberfest (que, apesar do nome, acontece majoritariamente no final de setembro), a cidade de 1,5 milhão de habitantes tem atrativos para qualquer época.
Melhor época para visitar Munique
Na Alemanha, as estações são bem definidas. O verão, que ocorre entre junho e agosto, é o momento ideal para passeios ao ar livre. As temperaturas médias variam entre 20°C e 25°C. Por outro lado, durante o inverno, elas ficam próximas ou abaixo de 0°C.
A melhor época para visitar Munique acaba sendo entre maio e setembro, quando as temperaturas são amenas e os dias mais longos. O período de setembro, porém, é muito mais concorrido em função da Oktoberfest, que costuma começar na segunda quinzena e seguir até o início de outubro – se você não tem interesse no evento, é melhor visitar a cidade fora dessa época, para fugir dos hotéis lotados e preços elevados.
Para quem não gosta de calor, outra dica é escapar dos meses de junho e julho, que são os mais quentes.
Construído para os Jogos de 1972, Parque Olímpico continua a ser uma das atrações de Munique Tavis Beck/Unsplash
Como chegar em Munique
A partir de dezembro de 2024 a Lufthansa voltará a oferecer voos diretos para quem parte do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Se você já está na Europa, vale apostar nas linhas de trem, nas companhias aéreas low cost ou nos ônibus, que costumam ser a maneira mais econômica de viajar.
Continua após a publicidade
Ao chegar no Aeroporto de Munique, o trajeto até o centro da cidade pode ser feito pelas linhas de trem S1 e S8. Outra opção é chamar um Uber ou pegar um dos táxis que ficam em frente ao Terminal 1. Algumas companhias aéreas, como a própria Lufthansa, ainda oferecem opções de transfer, que pode ser reservado junto com a passagem.
Um final de semana em Munique
Dois a três dias costumam ser suficientes para conhecer as principais atrações da cidade, apesar do tempo apertado.
No primeiro dia , dedique-se ao centro histórico. Comece a sua visita pela praça Marienplatz. Nos arredores, conheça o prédio da nova prefeitura, chamado de Neue Rathaus , e a Igreja São Pedro . Para o almoço, a dica é ir ao mercado Viktualienmarkt , onde há pelo menos 140 bancas com frutas, flores, queijos e outros produtos.
Durante a tarde, vá à praça Max-Joseph-Platz, onde fica o Teatro Nacionale o Residenz . A praça Odeonsplatz , que abriga a primeira igreja barroca da Baviera e o templo dos generais, também é uma boa pedida. À noite, dirija-se à Platzl , onde estão alguns restaurantes e cervejarias famosas, como a Höfbrauhaus, a Ayingerse a Augustinerbräu.
Biergarten sob a Torre Chinesa (que fica no Jardim Inglês!) é um dos mais famosos da cidade Fred Romero/CC BY 2.0/Wikimedia Commons
Comece o segundo dia em Frauenkirche, a Catedral de Nossa Senhora. Na sequência, conheça o parque Englischer Garten, o Jardim Inglês de Munique. Além da Torre Chinesa, ele abriga um dos maiores biergartens ou jardins de cerveja da cidade. No local, ainda vale conhecer a corredeira de Eisbach, muito famosa entre os surfistas.
Continua após a publicidade
À tarde, visite o Parque Olímpico de Munique, construído para as Olimpíadas de 1972. Estenda o seu passeio até o Museu da BMW , que reúne uma série de relíquias automobilísticas, e a moderna Allianz Arena , casa do Bayern, o maior time de futebol da Alemanha – à noite, quando há jogos, o estádio fica iluminado com as cores da equipe.
Construída para a Copa do Mundo de 2006, Allianz Arena tornou-se rapidamente um dos símbolos da modernidade da capital bávara Herr Bohn/Unsplash
No último dia , faça um tour pelos museus da cidade. Uma parada imperdível é a Alte Pinakothek ou Antiga Pinacoteca, que é referência nacional. Nos seus arredores, estão a Pinakothek der Modernee o Museu Brandhorst . Em seguida, conheça o Nymphenburg Palace, um palácio barroco do século 17, e seus jardins.
Atrações imperdíveis
Se o roteiro acima parecer grande demais para os seus planos, vale se dedicar às atrações que não podem faltar em uma passada pela cidade. Saiba mais sobre as atrações imperdíveis no itinerário:
Marienplatz
Originalmente chamada de Schrannen , a praça, que é um dos principais cartões-postais da cidade, já foi palco para a celebração de importantes eventos históricos. Uma passada por ali garante que você não perderá alguns dos prédios mais simbólicos da parte antiga da cidade.
Marienplatz concentra alguns dos edifícios históricos da cidade Daniel Seßler/Unsplash
A Coluna de Santa Maria, erguida em 1638 em comemoração ao fim da guerra sueca, é uma delas. Além disso, há a Nova Prefeitura , a Antiga Prefeitura e a fonte Fischbrunnen.
Continua após a publicidade
Neue Rathaus
Construída entre 1867 e 1908 na própria Marienplatz, a Nova Prefeitura de Munique se destaca pelo seu estilo neogótico. O edifício conta com uma fachada de 100 metros de comprimento e uma torre de 85 metros de altura.
No local, há o famoso Glockenspiel ou Carrilhão, um relógio mecânico com 43 sinos e figuras em tamanho real, que “dançam” diariamente (veja no vídeo acima). Para ver a dança, visite o local das 11h ao meio-dia – entre março e outubro, o relógio também faz o movimento às 17h.
Peterskirche
Situada no centro da cidade, a Igreja São Pedroé um dos templos católicos mais antigos da Alemanha. Ela foi fundada em 1180 e reconstruída em 1368. O seu interior reflete uma mistura entre elementos góticos, barrocos e de estilo rococó.
Aberta diariamente, a igreja abriga uma torre de 65 metros de altura, onde está o melhor mirante da cidade.
Residenz
A Residência de Muniqueé o maior palácio urbano da Alemanha. Entre os anos de 1385 e 1918, o edifício serviu como moradia oficial para os monarcas bávaros.
Antiga casa real, Residenz abriga museu e outras atrações Burkhard Mücke/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
Atualmente, o espaço conta com três luxuosas atrações: o Teatro Cuvilliés , o Antiquarium e o Tesouro , onde estão guardadas as insígnias reais e as joias da família. A visita ocorre diariamente, com os ingressos a 10 euros sendo comprados apenas na bilheteria física – não há reservas online.
Alte Pinakothek
Considerada uma das galerias mais importantes da Europa, a Antiga Pinacoteca reúne uma das maiores coleções de arte europeia do mundo. São pelo menos 700 pinturas do século 14 ao século 18.
Antiga Pinacoteca abriga obras do período moderno Chronox-A/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
O museu abre diariamente, exceto nas segundas-feiras. Nas terças e quartas, o horário de funcionamento é das 10h às 20h. De quinta a domingo, fecha às 18h. Ingressos a 9 euros à venda no site oficial .
Continua após a publicidade
Cervejaria Hofbräuhaus
Impossível passar pela capital bávara sem conhecer algo das cervejas que fazem a fama da região. Inaugurada em 1828, a Hofbräuhausé uma das mais tradicionais da cidade. Embora as suas raízes remontem a 1589, foi no século 19 que o espaço se tornou o centro da vida pública e política de Munique.
Aqui você vai encontrar dicas de roteiros, destinos e tudo o que você precisa saber antes de viajar, além das últimas novidades do mundo do turismo. Inscreva-se aquipara receber a nossa newsletter
Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, logo encontra a sinalização amarela, característica das trilhas de longo curso brasileiras. Em meio ao contorno da tradicional pegada de bota, um detalhe marcante simboliza a identidade do trajeto: os raios do sol se pondo suavemente atrás do pico Dedo de Deus.
Essa marca guia os passos dos visitantes na rota Caminhos da Serra do Mar, modalidade exclusiva para caminhada, que abrange cerca de 300 km de extensão.
A trilha tem início no distrito de Suruí, no município de Magé, e segue até Nova Friburgo. Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diversos ecossistemas da Mata Atlântica, como matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras, chegando à majestosa Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude.
A rota atravessa diversos municípios fluminenses, incluindo Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e passa pelas Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense, integrando áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos, as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.
A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar. A rota pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes. O primeiro núcleo da trilha reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a trilha uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.
Com cerca de 6 km de extensão, liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis. Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho é um mergulho na história colonial do país. Nele, o caminhante observa o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e os vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.
Travessia Cobiçado–Ventania
Com aproximadamente 12 km de extensão, em grande parte percorridos sobre cristas de montanhas, o percurso passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania (atingindo cerca de 1.740 metros de altitude), oferecendo paisagens panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.
Trilha Uricanal
Ao longo de 6 km, faz a ligação estratégica entre os bairros do Caxambu e do Bonfim. Tem como marca registrada o acompanhamento do leito do rio, com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso, além da opção de visita a um bosque de pinheiros centenários.
Morro do Açu
Com 2.216 metros de altitude, é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim, passa pela Cachoeira Véu de Noiva (30 metros de queda, ideal para a prática de rapel e cachoeirismo) e leva a formações rochosas dos Castelos do Açu. É muito procurada para pernoite e contemplação do nascer do sol.
Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino
Conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos. O visitante percorre seis vales e campos de altitude repletos de plantas endêmicas, com vistas para até sete municípios fluminenses.
O ponto alto do circuito é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude, marco do montanhismo nacional. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, se dá por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.
Como chegar e o que fazer
A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo. O viajante tem a liberdade de planejar desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.
Entre as principais atividades disponíveis ao longo do trajeto estão:
Observação de fauna e flora
Observação de aves (birdwatching)
Mirantes e contemplação nos picos
Banhos de cachoeira e poços naturais
Visitas a grutas e museus históricos
Trilhas de longo curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que podem ser personalizadas inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, não se resumindo a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.
Por Victor Mayrink Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.