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Bombeiros de MT retornam após operação de busca por desaparecidos no RS

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Militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT) retornaram nesta sexta-feira (02.08) ao Estado após duas semanas de atuação no Rio Grande do Sul (RS), onde prestaram apoio nas operações de busca por vítimas desaparecidas nas cidades gaúchas afetadas pelo desastre natural causado pelas chuvas.

Esta foi a terceira equipe de bombeiros militares mato-grossenses enviada para apoiar a missão no RS. A equipe, composta por nove militares e três cães farejadores (Bela, Nalah e Sky), partiu no dia 19 de julho. Além deles, foram deslocadas três viaturas: duas do tipo Auto Resgate (AR) e uma do tipo Auto Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Abresc).

Durante a operação, os bombeiros militares de Mato Grosso se concentraram na busca por vítimas desaparecidas na região do Vale do Taquari, especificamente no município de Cruzeiro do Sul. Além disso, realizaram varreduras de áreas para auxiliar as equipes gaúchas na tomada de decisões sobre possíveis descartes de locais de busca.

O comandante-geral do CBM-MT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira, destacou a dedicação dos bombeiros militares mato-grossenses no apoio ao trabalho já realizado pelos militares do Sul, bem como o compromisso do CBM-MT e do Governo do Estado de Mato Grosso em apoiar a população gaúcha.

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“Os bombeiros militares fizeram um trabalho importante. É uma grande experiência. Que fique o ensinamento, o aprendizado. Todas as equipes que foram empenhadas nesta missão fizeram um bom trabalho e nos representaram muito bem no Rio Grande do Sul”, afirmou.

Ao recepcionar a equipe em Cuiabá, o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, diretor-adjunto da Diretoria Operacional, destacou o esforço de cada militar, que enfrentou diariamente as complexidades e desafios impostos pelas ocorrências dessa natureza.

“Sei que não foi fácil. Foram dias de muito trabalho, de muita persistência. É um tipo de ocorrência que, às vezes, causa frustração. Sabemos que é uma situação extrema devido à extensão daquela área do desastre. Com certeza, os senhores deram a sua contribuição. O fato de terem sido empenhados, realizando esse trabalho de varredura de área, que é complexo e importante, contribuiu significativamente para a ocorrência”, disse, aos militares.

O capitão BM Álvaro Guilherme Oliveira dos Santos, comandante da equipe, explicou que a operação foi árdua, em uma área extensa e que ainda apresentava grandes destroços, de modo que o trabalho conjugado com os cães foi fundamental para dar maior eficácia às buscas.

“Apesar de todo o desastre ocorrido no Rio Grande do Sul, a sensação é de dever cumprido. Primeiramente, pelo fato de, através do nosso trabalho, termos conseguido levar um pouco de alento às inúmeras famílias atingidas. E segundo, por, apesar da complexidade de toda a operação, todos os integrantes da equipe retornarem em segurança para seus lares”, concluiu o capitão.

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Apoio em buscas, combate e salvamento

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT) tem prestado assistência em diversas operações de resgate e combate a emergências, tanto dentro como fora do Estado.

Em 2023, o CBMMT enviou equipes especializadas para auxiliar nas buscas e resgates de pessoas desaparecidas no Rio Grande do Sul, após um forte ciclone extratropical atingir a região. No mesmo ano, o CBMMT destacou um grupo de bombeiros para colaborar no combate aos incêndios florestais no Canadá.

Anteriormente, em 2022, o CBMMT deslocou reforços para apoiar as operações após os deslizamentos de terra ocorridos em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

As equipes de Mato Grosso também participou, em 2019, das operações de resposta ao rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, onde as equipes atuaram nas ações de busca e salvamento.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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