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MATO GROSSO

Cadetes do Corpo de Bombeiros Militar recebem espadins; Turma é a 1ª formada integralmente em MT

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MATO GROSSO

Dezenove cadetes do 1º Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso receberam, na manhã desta sexta-feira (02.02), o Espadim em uma cerimônia realizada na 3ª Companhia do 1º Batalhão. O evento teve a presença de autoridades, familiares e amigos dos formandos.

O comandante-geral do CBMMT, coronel Alessandro Borges Ferreira, destacou a importância da realização desse evento para a corporação, sendo a primeira formatura de entrega de espadins aos cadetes 100% formados no Estado. Ele parabenizou os militares pela conquista significativa e expressou confiança de que a bravura demonstrada por eles até o momento continuará a guiá-los em sua jornada como oficiais.

“Hoje estamos testemunhando um marco histórico em nossa corporação, com a formatura de entrega de espadins aos primeiros cadetes que estão sendo formados integralmente no nosso Estado. Parabéns aos cadetes pela conquista desse marco significativo, que a bravura que os trouxe até este ponto, continue a guiá-los em cada passo da jornada. Cada um demonstrou dedicação, disciplina e paixão ao longo desses meses intensos de formação, e com grande convicção que vejo os senhores prontos para assumir as responsabilidades que este Espadim representa. Estamos ansiosos para testemunhar o impacto positivo que cada um terá em nossa nobre instituição”, salientou o comandante.

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Dos 19 cadetes em formação, dois já faziam parte do CBMMT no quadro de praças e cinco são do Estado de Rondônia.

O Espadim é um símbolo emblemático que representa o compromisso, a honra e a dedicação dos cadetes com a carreira militar. A entrega marca o início de uma jornada de formação intensa, na qual os cadetes foram preparados para assumir responsabilidades e desafios.

Estiveram presente na cerimônia a senadora Margaret Buzetti; o delegado-geral adjunto da PJC-MT Rodrigo Bastos; o assessor chefe do escritório de projetos estratégicos da Sesp, coronel BM Flávio Gledson Vieira; o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa (DEIP) e representante do comandante-geral da PMMT, coronel PM Januário Antônio Edwiges Batista; o presidente da Associação de Empresas do Distrito Industrial, Domingos Kennedy; e demais autoridades da Segurança Pública de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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