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Seduc participa de lançamento de e-book com foco na proteção de crianças e adolescentes

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) participou, nesta quarta-feira (15), às 15h, do lançamento do e-book com orientações sobre o atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência, desenvolvido pela Rede Protege de Cuiabá, da qual faz parte. O evento ocorreu na sede da Defensoria Pública, no Centro Político Administrativo.

A Rede Protege tem como objetivos a redução da revitimização de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, fortalecimento da cultura do trabalho em rede e celeridade nas intervenções. O trabalho articulado da rede de proteção da criança e do adolescente de Cuiabá conta com a participação de diversas instituições, entre elas, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso e a Defensoria Pública.  

A analista assistente social da Defensoria Pública, Karolline Rodrigues de Oliveira, destaca que o material é resultado de diversas reuniões, articulações intersetoriais e elaboração dos fluxos pelos grupos de trabalho. “O e-book é de grande importância para uma atuação profissional segura e com foco na proteção integral de crianças e adolescentes, no que diz respeito ao atendimento de situações de violência interpessoal e autoprovocada”, ressaltou. 

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Patrícia Carvalho, do Núcleo de Mediação, ligado à Secretaria-Adjunta de Gestão Regional da Seduc, representa a pasta na Rede Protege e participou ativamente do processo de construção do e-book. Segundo ela, a participação de dezenas de entidades e instituições é fundamental para somar esforços na proteção às crianças e adolescentes.

“Nesse contexto, o papel da escola é fundamental. Muitas vezes, a educação representa uma porta para a garantia desses e de outros direitos interseccionalmente alinhados”, disse Patrícia. Sobre o e-book, ela reforça os seus objetivos, que são orientações que, se forem seguidas, resultarão na diminuição da fragmentação e do conflito de competências, potencializando o bom funcionamento da Rede Protege.

Além da Seduc-MT, também participaram representantes das secretarias de Estado de Saúde e de Segurança Pública, do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Prefeitura de Cuiabá, Centro de Direitos Humanos, Conselho Tutelar de Cuiabá, Rede de Territórios Educativos de Cuiabá, entre outros.

Baixe o e-book aqui.

Fonte: GOV MT

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MP MT

MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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