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Marcelo Porto Carrero

A Relativização da Liberdade

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Marcelo Porto Carrero

Para se tornar prisioneiro da verdade dos outros não é preciso acreditar nela, basta aceitá-la pacificamente. Essa é a diferença entre os que lutam por liberdade e os que teimam em relativiza-la.

“Cogito, ergo sum”, traduzindo, Penso, logo existo ou, ao pé da letra, “Penso, portanto sou” – A frase do filósofo René Descartes, autor de Discurso sobre o método é uma orientação para bem conduzir a razão na busca da liberdade, um exemplo clássico de que ela é sua, própria, e está especificamente relacionada ao pensamento individual, não ao coletivo, pois esse remete à liberdade com os limites impostos por quem a controla.

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência” – Para Mahatma Gandhi, advogado, nacionalista e especialista em ética política, que inspirou movimentos pelos direitos civis e liberdade em todo o mundo está claro que ela é permanente desde que consciente. A questão colocada por ele é pertinente porque o controle externo não impede a liberdade vez que ela está no pensamento e não na ação ou em sua falta. Como dito, para Gandhi, a liberdade não é causa, muito menos efeito, e sim consciência.

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“Você é livre para pensar suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências” – É o que diz Pablo Neruda, poeta, diplomata e Prêmio Nobel de literatura cujo ideologia foi razão de seu sucesso na literatura e fracasso na vida. Aqui vemos a realidade da liberdade exposta da maneira concisa. Nela Neruda se refere aos atos de pensar, escolher e agir como ações libertárias que, inevitavelmente, voltarão a seu autor com suas consequências.

Não há como escapar das consequências da liberdade, assim acontece com quem luta por ela, mas principalmente com aquele que a relativiza e sob esse pretexto a impede, tornando esse contexto a atual realidade do país.

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Marcelo Porto Carrero

Não aceito, nem permito

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O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?

Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.

Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.

Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.

São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.

Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.

Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.

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Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?

Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?

A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.

O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.

Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.

Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.

Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.

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Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.

Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.

O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.

Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.

A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?

Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.

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