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Simonetti participa da abertura do 107º Colégio de Presidentes de Subseções da OAB-SC

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O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, participou na tarde desta sexta-feira (18/11) da abertura do 107º Colégio de Presidentes de Subseções da OAB-SC, realizado em Florianópolis. O encontro reuniu representantes das 53 subseções catarinenses, membros da diretoria seccional, nacional e autoridades do Poder Judiciário local. Simonetti, que participou por videoconferência, falou sobre o trabalho que tem feito junto ao Judiciário no sentido de atender demandas da advocacia e destacou sua sensibilidade com a situação cotidiana de advogadas e advogados de todo o país, nas suas mais diferentes realidades.

“Para mim é uma alegria reencontrar as colegas e os colegas da bela Santa Catarina. Tenho tentado, a cada dia, conhecer a realidade e as cobranças que chegam a cada seccional. Respeitando as vicissitudes de cada estado e características de cada região, seccional e subseções. A Ordem não está inerte. Essa gestão não decepcionará a advocacia brasileira. O Conselho Federal completa hoje 92 anos. São 92 anos de muita resistência, mas também de muito diálogo e avanços. Tudo isso só foi possível porque o diálogo nos governou até aqui”, disse Simonetti na abertura do colégio.

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O vice-presidente da OAB Nacional, Rafael Horn, que presidiu a seccional catarinense na gestão 2019-2021, falou sobre a importância da ponderação em momentos de crise e destacou o papel da advocacia no cenário atual. “A OAB obteve grandes conquistas em momentos de enormes turbulências por meio do diálogo institucional, e é isso que temos buscado. Ser instrumento da pacificação social. A advocacia tem essa missão e ela deve ser exercida não apenas pelo Conselho Federal, mas também pelas seccionais e pelos presidentes de subseções. É esse trabalho de união que nos traz aqui. Encerrar um ano com grandes vitórias corporativas e com desafio para o futuro, principalmente no âmbito institucional”, afirmou ele.

Ao discursar, a presidente da OAB-SC, Cláudia Prudêncio, falou sobre as dificuldades enfrentadas desde o início de sua gestão, ainda pelos impactos da pandemia. Ela lembrou o trabalho feito nos outros três colégios de presidentes de subseções realizados em 22 para fortalecer a advocacia. “Olhamos para trás, desde janeiro, podemos afirmar que cumprimos nossa obrigação institucional de defesa intransigente e enérgica do exercício profissional e de nossas prerrogativas, sem as quais não há proteção da sociedade. Canalizamos esforços e competências para alertar sobre situações desfavoráveis ou injustas. Estamos focados em obter soluções, no menor prazo possível. É dever da OAB-SC estar pronta a colaborar”, declarou a presidente catarinense.

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Fonte: OAB Nacional

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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