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Especialista fala no STF sobre combate a fake news na palestra “Vaza, Falsiane!”

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Foi realizada na manhã desta quarta-feira (10), no Supremo Tribunal Federal (STF), a palestra “Vaza, Falsiane!”, ministrada pelo doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) Ivan Paganotti. Promovida no âmbito do Programa de Combate à Desinformação da Corte, o evento tem como objetivo conscientizar os participantes quanto à importância de se identificar e combater a disseminação indevida de notícias falsas. Participaram servidores, colaboradores e estagiários da Corte.

De acordo com o professor Paganotti, fake news podem ser definidas como publicações que viralizam em redes sociais e que apresentam informações comprovadamente falsas, com um formato que simula o estilo de autores com credibilidade para enganar o público e têm autoria ou fonte que não é clara ou é oculta.

Batalha

Ele afirmou que há “cinco grandes campos de batalha” contra a desinformação e ressaltou que “não há uma única bala de prata” para solucionar o problema, já que o fenômeno é complexo”. Além da atuação no código de conduta das plataformas, Paganotti falou sobre a necessidade de se melhorar a apuração da informação em circulação, dar mais visibilidade para plataformas que produzem conteúdo de qualidade e rotular conteúdos falsos.

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Como exemplo, ele citou o Projeto Credibilidade, criado no Estados Unidos, onde é conhecido como The Trust Project, e trazido ao Brasil em 2021. O projeto desenvolve padrões de transparência, gerando uma certificação para plataformas que seguem regras de qualidade e produzem conteúdos confiáveis.

Educação midiática

As outras duas frentes de batalha citadas por Paganotti são a criminalização da difusão de notícias falsas e a abordagem pedagógica, de educação do público para melhor consumir e compartilhar notícias, a chamada “educação midiática”. Ele classificou essa estratégia como uma das melhores formas de lidar com a desinformação. Segundo o professor, a função do educador é mostrar como funcionam as plataformas de mídias sociais, dando ao público ferramentas para melhor utilizá-las.

Curso on-line

Ivan Paganotti é co-criador do curso online “Vaza, Falsiane!”, referência da área no Brasil. O curso, gratuito e aberto aos interessados, está disponível no site vazafalsiane.com, um hub de educação midiática que alimenta outras iniciativas no combate à desinformação, com conteúdo multimídia.

RR/EH

Fonte: STF

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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

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A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

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É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

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