CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍCIA

Projeto social proporciona mais uma modalidade esportiva para estudantes de Várzea Grande

Publicado em

POLÍCIA

O projeto social “NFC – Na Fita Certa”, desenvolvido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), continua a todo vapor, desta vez com a implantação da turma de jiu-jitsu, formada por alunos da Escola Estadual Dunga Rodrigues. 

O projeto desenvolvido desde 2018 busca prevenir a entrada de adolescentes na criminalidade por meio do desenvolvimento de valores e práticas positivas. A proposta vem com objetivo de promover nos jovens a disciplina proporcionada pela formação desportiva, desenvolvimento do gosto por práticas artísticas, leitura, música, estudo e trabalho. 

Desde março deste ano, a Escola Estadual Dunga Rodrigues aderiu ao projeto com a formação de uma turma, atualmente com 21 alunos, que fazem aulas de jiu-jitsu. As aulas, ministradas pelos investigadores da Derf-VG Rodney Max e Thiago Aguiar são realizadas todas às quartas-feiras. 

Nesta semana, os alunos que participam do projeto receberam uniformes patrocinados pela Associação Mato-grossense dos Delegados de Polícia, por meio do presidente Lindomar Costa, para participar e se sentirem mais motivados com as aulas. 

O instrutor das aulas, Rodney Max, destacou que o jiu-jitsu é muito mais que uma arte marcial, uma luta ou defesa pessoal, sendo uma técnica para vida, que traz para o seu praticante autoconfiança e resiliência para suportar frustrações e momentos difíceis. 

Leia Também:  Governo fomenta prática do xadrez como modalidade esportiva em MT

O investigador deu como exemplo de quando o atleta está dentro do tatame, em que muitas vezes tomando, literalmente, uma pressão do oponente, que joga todo o peso dele sobre ele, tenta aplicar um estrangulamento ou outra chave e nessa hora, quando as vezes já está cansado, é obrigado a respirar, ter calma e pensar como sair daquele momento e superar seu adversário. 

“Assim também é a vida, que muitas vezes te impõe desafios e te aplica golpes. Mas o jiu-jitsu te ensina a ter calma nos momentos de dificuldade, superar as frustrações, não desistir nunca e dar a volta por cima, te ensina a ser resiliente. E quando você conquista toda essa capacidade, se torna confiante, pois sabe que não é qualquer coisa que vai te frear. E é isso que eu quero passar para essas crianças”, destacou o instrutor. 

Também autuando no projeto com os alunos, o investigador Thiago Aguiar destacou a importância do incentivo para as crianças praticarem esportes, para testar e descobrir o que são capazes de fazer e alcançar quando se tem um objetivo. 

“É incrível o que uma pessoa determinada e disciplinada pode alcançar, seja no esporte ou em qualquer outra área da vida. O esporte é a porta de entrada para as crianças aprenderem o que a disciplina e a dedicação podem fazer diferença na vida delas, alcançando objetivos (como medalhas em competições esportivas) e recebendo o respeito e a admiração da comunidade”, disse o professor.

Leia Também:  Polícia Militar prende casal por tráfico e apreende 27 quilos de entorpecentes

O treinador destacou ainda que no jiu-jitsu a criança entende a importância do respeito ao próximo, aprende a superar seus limites e principalmente aprende a ter humildade, pois assim como na vida no esporte ninguém vence todos os dias, e isso ensina a ter resiliência. “Participar dessa iniciativa do projeto social Na Fita Certa é uma forma em que eu posso retribuir o que o jiu-jitsu fez na minha vida, bem como poder ajudar a comunidade como um todo contribuindo com a formação do caráter dessas crianças” finalizou o investigador. 

A delegada titular da Derf-VG e idealizadora do Na Fita Certa, Elaine Fernandes de Souza, agradeceu à Amdepol pelo patrocínio dos uniformes e à dedicação dos investigadores ao projeto. “Agradeço à Amdepol por olhar para os alunos que participam do projeto, possibilitando que eles se sintam cada vez mais motivados à prática do esporte, distanciando assim da criminalidade, assim como aos investigadores da Derf-VG que estão doando o que há de mais sagrado para o ser humano: o dom e o tempo”, destacou a delegada.

Fonte: PJC MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍCIA

Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

Publicados

em

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

Leia Também:  Governo fomenta prática do xadrez como modalidade esportiva em MT

“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

Leia Também:  Projeto Cultura em Ação leva circo, teatro e outras atividades gratuitas ao Parque das Águas

O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA