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Secretaria Municipal da Mulher cria comitê para debater sobre “Entrega Legal”

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Uma gravidez indesejada pode levar uma mulher a atos desesperados. São abortos ilegais, recém-nascidos abandonados nas ruas ou em matagais. Foi oensando em amparar as gestantes que pretendem entregar seus filhos para adoção que, na tarde desta sexta-feira (29), se reuniram na sede da Secretaria Municipal da Mulher, representantes do judiciário, da saúde, assistência sócia, Hospital Santa Helena e Júlio Muller, além de integrantes da A Associação Matogrossense de Pesquisa e Apoio à Adoção- AMPARA, para debaterem sobre a “entrega legal”, ou a “entrega voluntária, que consiste na possibilidade de uma gestante ou mãe entregar seu filho ou recém-nascido para adoção em um procedimento assistido por uma rede multidisciplinar.

A partir da exposição do projeto pela equipe técnica e dos esclarecimentos acerca das questões jurídicas, estabeleceu-se um debate produtivo com os participantes no sentido de articular toda a rede em prol de oferecer um serviço de acolhimento, apoio e orientação às mulheres/mães que desejam entregar seus filhos em adoção, favorecendo a reflexão sobre o processo de decisão e sobre a importância da entrega responsável e consciente.

De acordo com a secretária municipal da mulher, Cely Almeida, ao contrário do que muita gente pensa, a mãe que entrega um filho para adoção não comete crime, a lei permite a entrega para garantir e preservar os direitos e interesses do menor. Ela destaca que essa é a preocupação de todos os envolvidos e principalmente da primeira-dama, Márcia Pinheiro, em oferecer toda rede para que essa mulher não tome atitudes que possam gerar graves problemas.

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“A mãe que deseja fazer a entrega legal não deve ser julgada, mas sim amparada, pois está tomando uma atitude responsável e demonstrando interesse em oferecer à criança melhores condições de crescimento e desenvolvimento, ao invés de optar por medidas dolorosas, como o aborto, o infanticídio ou o comércio de crianças. Por isso fiz questão de intermediar esta reunião com a certeza de que vamos avançar”, explica.

Para a secretária municipal da saúde, Suelen Alliend, este é um momento importante para toda sociedade, já que constantemente a equipe da atenção primária se depara com mulheres e meninas que não tem intensão nem de seguir com a gravidez ou de ficar com a criança.

“Neste primeiro encontro decidimos iniciar com um projeto piloto, onde capacitaremos uma equipe para identificar essas mulheres. Graças a nossa gestão humanizada, temos todo o aparato para desenvolver essa ação”.  

Durante a fala da juíza Amini Haddad, foi ressaltado a importância deste coletivo, em criar uma rede informativa, chamando a OAB, conselhos femininos que possam auxiliar nas ações, desenvolver uma cartilha especifica para evitar a gravidez precoce.

“Precisamos não julgar essas mulheres, até porque elas estão em uma situação que não conseguimos medir. Acredito que esse papel que está sendo concretizado hoje é fundamental para a sociedade e que todos estejam engajados, iremos precisar de todos os setores que estão presentes aqui. Também coloco o Núcleo de Estudos Científicos, sobre vulnerabilidade, a disposição onde possamos trabalhar com números percentual de atendimento, os encaminhamentos procedidos”, explica.

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Segundo a presidente da AMPARA, Daisy Guilen, o trabalho da associação dentro do comitê é colaborar em todos os sentidos no acolhimento da mãe e da criança na hora da adoção. Ela descreve que este momento em que a mulher toma a decisão de entregar o filho é um processo difícil em que será importante o trabalho em conjunto onde passe segurança para que essa mulher não sofra consequências e não seja julgada nem criminalizada por isso.

“Esta criação de um comitê é de extrema importância para a sociedade, ele garante para mãe todos os serviços ofertados, desde o pré-natal, acompanhamento psicológico, dentre outros. Estamos felizes em participar do início deste projeto”, fala.

Por fim, a representante do Ministério Público do Estado, a assistente social, descreve sobre a importância desta reunião onde a articulação de todas as instituições que estão presentes é fundamental para garantir o direito tanto da mulher referente a saúde, a assistência social, quando ela opta pela entrega legal que é um direito garantido por lei e que ainda não é muito conhecido pela sociedade geral e tanto da criança como do adolescente que não vai ficar expostos a situações de risco, como o aborto clandestino.

 “Estamos aqui para garantir os direitos tanto da mulher como da criança e adolescente”, finaliza.

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Prefeitura e Iphan articulam parceria para destravar obras no Centro Histórico

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O diálogo entre a Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já vinha sendo conduzido com a superintendência estadual, agora ganha encaminhamento em nível nacional. Neste sábado (18), representantes do Iphan estiveram no gabinete do prefeito Abilio Brunini, junto com o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, para discutir uma parceria voltada à desburocratização de reformas e intervenções no Centro Histórico da capital.

No mesmo dia também foi realizada a entrega do casarão restaurado na Praça do Rosário, no Centro Norte de Cuiabá, marcando o retorno da família ao imóvel e um avanço nas ações de preservação do patrimônio histórico. Durante o encontro institucional, o prefeito Abilio Brunini destacou a importância da cooperação entre os entes públicos para viabilizar a revitalização da região central.

“O nosso sonho é transformar o Centro Histórico em um espaço novamente frequentado pela cuiabania e pelos turistas, onde a vida, a cultura e o lazer voltem aos becos e ruas da capital velha. Para isso, precisamos da colaboração de todos os entes, buscando soluções conjuntas e mais agilidade nos processos para garantir as intervenções necessárias”, afirmou.

Casarão restaurado integra ações de revitalização

A edificação entregue, localizada na Praça do Rosário, nº 65, havia sido atingida por um incêndio em 2018, que destruiu a cobertura e comprometeu a estrutura interna. Desde então, o imóvel entrou em processo de deterioração, com perda de paredes e agravamento das condições de habitabilidade.

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A reconstrução foi viabilizada por meio do Canteiro Modelo de Conservação de Cuiabá (CMCC), projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com o Iphan, dentro do Programa Conviver.

As obras ocorreram entre agosto de 2025 e abril de 2026 e envolveram oficinas, mutirões e atividades práticas que mobilizaram mais de 100 participantes, entre estudantes, profissionais e membros da comunidade. A iniciativa integra ações de assistência técnica voltadas a habitações de interesse social em áreas urbanas tombadas.

Coordenadora do Canteiro Modelo de Conservação, a professora doutora Luciana Pelaes Mascaro destacou que o projeto busca atender famílias de baixa renda que enfrentam dificuldades para manter imóveis históricos, além de contribuir para a permanência da população no centro da cidade.

“Conseguimos recurso para fazer a recuperação de habitações para pessoas com renda de até três salários mínimos, que têm dificuldade de manter esses imóveis tombados. A principal importância é ajudar essas famílias e fixar moradores no centro, o que contribui para uma cidade mais compacta, dinâmica e segura, fortalecendo o comércio e as relações urbanas”, informou.

O secretário municipal José Afonso Portocarrero ressaltou o apoio da Prefeitura de Cuiabá à iniciativa e a expectativa de ampliação do projeto para outros imóveis do centro histórico.

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“A prefeitura tem conhecimento do projeto e fica muito contente com essa iniciativa do Iphan com a Universidade Federal. Estamos apoiando no que for necessário. A gente espera que essa proposta se expanda, porque há uma área grande do centro histórico com casarões em processo de abandono, e a ideia é ampliar a quantidade de imóveis atendidos”, contextualizou.

Já o presidente do Iphan, Deyvesson Israel Alves Gusmão, enfatizou o papel da participação social na preservação do patrimônio e os impactos do programa na revitalização dos centros históricos.

“O programa Conviver nasce da necessidade de interlocução do poder público com a sociedade na conservação de áreas históricas. A preservação só é efetiva com participação social, e o principal resultado é um centro histórico vivo, com pessoas morando e vivendo nesses espaços. A recuperação desses imóveis é voltada para famílias de baixa renda e contribui para o desenvolvimento social, econômico, estimula o turismo e fortalece a cidadania”, pontuou.

Além de devolver o imóvel à família, a entrega reforça a importância da preservação do patrimônio cultural e das relações comunitárias no entorno da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito, um dos principais marcos históricos e religiosos de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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