CUIABÁ
Search
Close this search box.

JURÍDICO

OAB celebra 90 anos da seccional do Amazonas

Publicado em

JURÍDICO


A OAB-AM completa, neste 7 de abril, nove décadas de lutas e conquistas em favor da advocacia e do Estado Democrático de Direito, das garantias individuais e dos direitos fundamentais. “Comemoramos os 90 anos da nossa seccional, que se mantém firme na defesa das prerrogativas dos advogados, na defesa de uma sociedade igualitária e justa, sempre fiscalizando, sempre atuante em prol da nossa classe, mas também dos grupos vulneráveis”, diz o advogado Jean Cleuter, presidente da seccional. 

“Vamos seguir firmes nesses próximos três anos, levantando a bandeira da nossa instituição em âmbito regional e nacional, viabilizando melhorias e ajudando a construir um estado onde a paridade e a Justiça sejam prioridades”, afirma Cleuter.

Presidentes nacionais

O atual presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, é o segundo amazonense a ocupar o posto. Antes dele, um dos mais importantes juristas do país, Bernardo Cabral, relator da Assembleia Constituinte e ex-ministro da Justiça, foi secretário-geral e depois presidente da OAB Nacional, de 1981 a 1983.

Simonetti vem de uma família que faz parte da história da OAB-AM. O principal dirigente dos 90 anos de história da seccional foi o advogado Alberto Simonetti Cabral Filho, pai do atual presidente da OAB Nacional, que presidiu a seccional amazonense por quatro oportunidades, entre 1993 e 2006. O irmão do presidente da OAB Nacional, Alberto Simonetti Cabral Neto, também foi presidente da OAB Amazonas (2013-2015) e conselheiro federal (2004-2007) e, atualmente, é presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Amazonas (CAAAM). 

Leia Também:  Aprimorar digitalização dos processos é a meta do presidente da OAB-ES

“A paixão e a dedicação à Ordem e à advocacia são um orgulho para a nossa família. Dedicamos as nossas vidas e o nosso trabalho, em prol da Ordem e dos advogados e advogadas amazonenses e brasileiros. Viva a advocacia, viva a OAB Amazonas pelos seus 90 anos de história”, celebra Beto Simonetti.

Histórico

Fundada em 7 de abril de 1932, a seccional amazonense é das mais antigas da Ordem. Sua primeira sede funcionava no Tribunal de Justiça do Amazonas, permanecendo no local até a mudança para a nova sede, em setembro de 1983. Desde então, a OAB-AM funciona em sede própria, no bairro de Adrianópolis, em Manaus. O edifício passou por grande reforma 2009, sendo reinaugurado para atender à advocacia do estado, que tem certas peculiaridades em relação à mobilidade do advogado. 

Para se chegar a uma localidade, às vezes é muito demorado. “Advogar no Amazonas é completamente diferente de advogar em São Paulo. Na capital paulista, você pega um carro e anda 100 quilômetros, 200 quilômetros, ou mais longe, mas se sabe a hora de sair e de chegar. No Amazonas, há municípios em que se leva 15 dias para chegar de barco”, diz Beto Simonetti, que investe em sua gestão no reconhecimento e acolhimento dessas diferenças regionais.  

Leia Também:  Larissa Manoela celebra dia das mulheres com ensaio de milhões: “"Mulher! Força!”

Raio-x

Atualmente, a OAB-AM conta com 13.924 advogados inscritos, dos quais 16 são estagiários e 1.026 têm no Amazonas a sua inscrição suplementar. Além do presidente Jean Cleuter, a diretoria da entidade é composta pelas advogadas Aldenize Aufiero (vice-presidente) e Omara Oliveira de Gusmão (secretária-geral), além dos advogados Plinio Henrique Morely (secretário-geral adjunto) e Sérgio Ricardo Mota Cruz (diretor-tesoureiro). No Conselho Federal da OAB, representam a seccional os conselheiros Gina Carla Sarkis Romero, Ezelaide Viegas da Costa Almeida e Marco Aurélio de Lima Choy.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGOS

Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória

Publicados

em

A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.

É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.

Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.

A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.

Leia Também:  Livro lançado no STF celebra trajetória do ministro Teori Zavascki

É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.

Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.

À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.

Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.

Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA