CIDADES
Instituições assinam carta de intenções para realizar mutirão da conciliação em ações de improbidade
CIDADES
Poder Judiciário de Mato Grosso quer incutir na sociedade a cultura da conciliação, em que as partes envolvidas em qualquer conflito consigam conversar e propor acordos amigáveis. Inclusive em processos que envolvem improbidade administrativa (ato que causam dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos), que estão tramitando nas Varas da Fazenda Pública.
Para isto, o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec), desembargador Mário Kono, convidou representantes do Ministério Público Estadual (MPE), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Defensoria do Estado e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e propôs um “mutirão”, visando analisar e encaminhar todos os processos em andamento que se referem à improbidade administrativa, para tentativa de acordo por conciliação e ou mediação.
O encontro foi realizado por videoconferência e contou com a participação do procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, procurador-geral adjunto do Estado, Luís Otávio Trovo Marques de Souza, presidente da AMM, Neurilan Fraga, defensor público-geral de Mato Grosso, Clodoaldo Queiroz, procurador de Justiça titular da Especializada na Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa do MPE, Edmilson da Costa Pereira, além da juíza coordenadora do Nupemec do TJMT, Cristiane Padim e do desembargador Mário Kono.
Ao final da reunião on-line foi elaborada a Carta de Intenção n.001/2022 – Nupemec, pois de forma unânime, os participantes manifestaram-se favoráveis e prontificaram-se a elaborar, em conjunto, a forma de condução dos trabalhos, estudar critérios de atuação e orientar seus membros para a realização do mutirão, visando garantir a celeridade processual, o encerramento de litígios e o ressarcimento do erário com a composição dos danos.
“A carta de intenção mostra que há o interesse mútuo de todos. O objetivo maior é mostrar aos profissionais do Primeiro Grau, juízes, promotores, procuradores que é possível fazer acordos. Mostrar que a ação tem o apoio do Tribunal de Justiça, da Procuradoria de Justiça, da Associação Mato-Grossense dos Municípios e da Defensoria”, explica o presidente do Nupemec.
Na avaliação do desembargador, todos saem ganhando com o mutirão. “O MPE vê seu objetivo alcançado, o Estado é devidamente indenizado e o réu tem sua pena minimizado, sem o alongamento do processo. Isso pode satisfazer a todos, inclusive desafogando o Judiciário, que consegue resolver a ação em 60 ou 90 dias. Já que por muitas vezes ficamos com o processo tramitando por anos e ao final do julgamento, não se encontra bens. O Estado não é ressarcido e verifica-se que se gastou mais com o processo do que com o ressarcimento”, aponta.
“Sabemos que isso não vai resolver 100% dos casos. Nada é tão milagroso assim, mas acredito que haverá um grande progresso. A ideia é começar a implantar esta cultura e que os próximos projetos possam ser pensados não apenas para os processos que já estão tramitando”, antecipa Mário Kono.
O procurador de Justiça, Edmilson da Costa Pereira, afirma que reduzir a litigiosidade significa reduzir processos judiciais e aumentar a zona de interatividade na sociedade. “Precisamos legar para as futuras gerações uma sociedade mais justa e resolutiva. As pessoas precisam ser incentivadas a resolverem seus próprios problemas”.
Ele destaca que a necessidade de uma justiça fortalecida se dá ao sair de um estado arbitrário para um estado de direito, momento que o Brasil já passou. “Querendo avançar para um momento que a Justiça seja eficiente, mas não necessariamente a condutora de todas as eventuais desavenças. Queremos que a própria sociedade discuta as questões e suas resolutividades”, afirma o procurador de Justiça.
“Com esse mutirão a gente quer desenvolver uma cultura da conciliação, dizer aos promotores do nortão ao sul do Estado, ao juiz de todos os rincões, e acima de tudo, à sociedade, que todos podem participar da correção de algum equívoco que por ventura foi cometido. Se alguém cometeu um erro envolvendo o bem público e está disponível a se redimir, o Poder Público pode tentar medidas conciliatórias, autorizadas pela lei”, cita.
O procurador de Justiça afirma que a proposta que o desembargador Mário Kono abraça tenta mostrar pragmaticamente o que a lei já autoriza. “Um dos pontos que temos que considerar é que a lei hoje autoriza promotores, advogados e procuradores dos municípios tentem fazer composição sobre o caso. Mas muitos dessas audiências de conciliação não foram realizadas. Para criar a cultura da conciliação é preciso adota-la na prática diária”, completa.
O Nupemec fará o levantamento de todos os processos, por comarca, e encaminhará a cada participante. Providenciará a organização dos trabalhos junto ao Tribunal e designará nova data para continuidade da reunião para definição de ações em comum.
Sinop
Gestão previdenciária de Sinop é destaque em fórum estadual sobre fortalecimento dos RPPS
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, participou hoje (28) pela manhã, em Cuiabá, do 1º Fórum dos Prefeitos pelos RPPS de Mato Grosso – “Previdência em Alerta: Pró-Gestão, Controle Externo, os Impactos da Resolução CMN n.º 5.272/2025 e o Papel dos Gestores Municipais”, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O encontro reúne prefeitos, gestores e especialistas para discutir o fortalecimento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e os desafios da gestão previdenciária nos municípios. Os debates focam na modernização da gestão previdenciária, governança, investimentos, transparência administrativa e o fortalecimento do Programa Pró-Gestão RPPS, iniciativa do Ministério da Previdência Social voltada à profissionalização dos institutos próprios de previdência dos municípios.
Representando Sinop, Roberto Dorner, participou da abertura do fórum e compartilhou a experiência do município na consolidação do PreviSinop, que se tornou referência estadual e nacional em gestão previdenciária. Em sua fala, o prefeito destacou que cuidar da previdência dos servidores é também um compromisso de respeito e responsabilidade com aqueles que ajudam a construir o município diariamente.
“Os nossos servidores são um bem, são uma relíquia dos nossos municípios. Nós temos o dever de cuidar deles. O servidor só fica tranquilo quando sabe que terá uma previdência sólida no futuro, que garanta sua aposentadoria e sua segurança depois de tantos anos de trabalho”, afirmou o prefeito durante o evento.
O prefeito reforçou aos demais gestores municipais a importância de investir em uma gestão previdenciária responsável, defendendo que os municípios assumam protagonismo na proteção dos servidores públicos. “Temos que abraçar essa causa e fazer um trabalho de excelência. Quando cuidamos do servidor, temos também resultado dentro do município. É respeito, reconhecimento e valorização de quem é o braço direito da administração pública”, pontuou.
Durante as discussões, Sinop foi apresentada como um dos exemplos de evolução na gestão previdenciária. Desde 2021, o patrimônio do PreviSinop mais do que dobrou, passando de R$ 415,5 milhões para R$ 921,3 milhões em investimentos, crescimento de 121,73%, mesmo com o aumento do número de aposentados e pensionistas atendidos pelo instituto.
Outro destaque apresentado no fórum foi a evolução da certificação do Programa Pró-Gestão RPPS. Após aderir ao programa em 2021, o PreviSinop conquistou, em 2022, o nível II de certificação, alcançando, em 2025, o nível IV — considerado o mais alto nível de excelência em gestão previdenciária, com 100% de conformidade nas ações avaliadas.
O município também manteve a nota máxima (A) no Índice de Situação Previdenciária (ISP-RPPS), indicador do Governo Federal que mede a qualidade da gestão, a saúde financeira e a conformidade legal dos regimes próprios de previdência.
Para o prefeito Roberto Dorner, participar do fórum representa uma oportunidade de compartilhar experiências bem-sucedidas e incentivar outros municípios a fortalecerem seus regimes previdenciários. “Precisamos mostrar que é possível fazer uma gestão séria, responsável e pensando no futuro do servidor. Quando há compromisso, transparência e pessoas competentes à frente, os resultados aparecem e trazem tranquilidade para quem dedicou sua vida ao serviço público”, concluiu.
A coordenadora de Governança, Compliance e Comunicação, do Instituto de Previdência Social de Sinop (Previ Sinop), Andressa Amaral, e a assessora Previdenciária, Ana Cláudia Garcia de Sousa, acompanham a agenda representando o instituto a nível de estado.
O fórum é realizado no Auditório Lenine de Campos Póvoas, da Escola Superior de Contas do TCE-MT, com apoio técnico da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), em parceria com a Associação Brasileira de Previdência dos Municípios do Estado de Mato Grosso (Apremat). A programação contou com representantes do Ministério da Previdência Social, Atricon, ABIPEM e especialistas da área previdenciária.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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