VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande realiza 195 cirurgias de catarata e pterígio em mutirão oftalmológico
VÁRZEA GRANDE
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou, entre os dias 23 e 31 de agosto, um mutirão de cirurgias oftalmológicas por meio do prestador de serviços Vitale. Ao todo, foram realizados 195 procedimentos cirúrgicos, sendo 145 cirurgias de catarata e 50 de pterígio, ampliando o acesso da população ao atendimento especializado e contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Os procedimentos foram realizados no Hospital Santa Rita, unidade parceira na execução das cirurgias. A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal de Saúde para reduzir a demanda reprimida e garantir que pacientes que aguardavam pelos procedimentos tenham acesso ao tratamento.
De acordo com o regulador Giliardi Vieira, a realização das cirurgias representa um avanço importante para os pacientes que aguardavam pelo atendimento. “São procedimentos que fazem diferença diretamente na vida das pessoas. A cirurgia de catarata, por exemplo, pode devolver ao paciente a autonomia para realizar atividades simples do dia a dia, enquanto o tratamento do pterígio também contribui para o conforto e a qualidade da visão”, destacou.
Conforme Giliardi, a fila da oftalmologia, que anteriormente era considerada um grande gargalo, atualmente está “zerada”, seguindo o fluxo normal de atendimento conforme novas demandas são inseridas no sistema.
O secretário de Saúde em exercício, Michael Alves, ressaltou a importância da parceria para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal. “Estamos trabalhando para garantir que os pacientes tenham acesso ao tratamento de que precisam, reduzindo o tempo de espera e proporcionando mais qualidade de vida”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde segue atuando para ampliar a oferta de procedimentos especializados e reduzir as filas de espera, garantindo atendimento à população de Várzea Grande.
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VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande amplia inclusão e anuncia novas medidas para crianças neurodivergentes e PCDs
A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por acolhimento, escuta e novas perspectivas para famílias de crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência em Várzea Grande. Realizado no Complexo Esportivo Fiotão, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social para apresentar avanços e novas ações voltadas à inclusão no município.
A prefeita Flávia Moretti destacou que a principal proposta da gestão é integrar as três áreas para garantir que as famílias tenham acesso aos serviços de forma mais simples e humanizada.
“Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação. É isso que estamos construindo. Cada passo que damos representa uma evolução e mostra que estamos avançando para garantir os direitos dessas crianças”, afirmou.
Entre as novidades está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e PCDs, que terão acesso ao processo de matrícula dez dias antes da abertura para os demais estudantes. A gestão também anunciou a criação de novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior número de estudantes desse público.
Outra mudança será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula. A proposta é reunir informações e relatórios da criança durante sua trajetória na rede municipal, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, ela leve consigo o histórico necessário para dar continuidade ao atendimento.
“Vamos mudar desde o processo de matrícula. A criança vai ter seu histórico e todo o acompanhamento registrado. Isso é garantir o direito dela desde a entrada na escola”, explicou Flávia.
A proposta também prevê uma comunicação mais próxima entre Educação, Saúde e Assistência Social. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, a própria escola poderá acionar as secretarias responsáveis para encaminhar a demanda.
“Se a escola detectar que aquela família precisa de apoio da Saúde ou da Assistência Social, essas secretarias poderão ser acionadas. A escola será esse canal de comunicação para facilitar o acesso das famílias aos serviços”, destacou a prefeita.
A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a construção das políticas públicas precisa partir da escuta das famílias.
“Quem conhece a dor da inclusão é a família que convive diariamente com essa criança. Eu não sou uma mãe atípica e, por mais que consiga dimensionar o tamanho do desafio, nunca vou sentir completamente o que vocês vivem. Por isso, preciso ouvir”, afirmou.
Maria Fernanda lembrou ainda que uma das primeiras ações da gestão foi buscar melhores condições para o atendimento especializado, com a transferência do João Ribeiro para uma sede própria.
Novidades na Saúde
Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que passou a funcionar em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município também está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia.
Outra medida é a descentralização do atendimento, com a Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas.
Famílias como parte da construção
O encontro também reforçou a importância da participação das famílias na construção das políticas públicas. Para Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, a presença dos responsáveis demonstra a importância do diálogo com a gestão.
“Entendemos que estamos sendo ouvidos, e a quantidade de famílias presentes aqui já demonstra a importância desse diálogo”, afirmou.
Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e PCDs estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Por isso, a prefeita reforçou que a informação precisa chegar a todas as famílias.
“A gente precisa chegar até essas famílias. Quando encontrarem outra família que não veio, levem a informação. Ela terá os mesmos direitos e as mesmas orientações”, pediu Flávia.
Mais do que apresentar novos serviços, o encontro no Fiotão reforçou o compromisso de construir uma rede de atendimento integrada, em que a criança seja acolhida desde a matrícula e tenha seus direitos acompanhados pelas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. O trabalho tem como ponto de partida a escuta das famílias e como objetivo garantir mais inclusão, cuidado e oportunidades.
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