VÁRZEA GRANDE
Prefeitura inicia vacinação antirrábica no Paiaguás
VÁRZEA GRANDE
Somente na manhã de hoje, 134 animais foram vacinados pelas equipes. A proposta é facilitar o acesso à imunização e garantir que todos os cães e gatos sejam protegidos contra a raiva
Começou nesta segunda-feira (9) a campanha de vacinação antirrábica animal no Paiaguás, em Várzea Grande. A ação é promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e conta com duas equipes formadas por médicos veterinários e assistentes, que estão percorrendo o bairro de casa em casa para imunizar cães e gatos.
Somente na manhã de hoje, 134 animais foram vacinados pelas equipes, que seguem um cronograma para visitar todas as residências do Paiaguás até o fim do mês de junho. A proposta é facilitar o acesso à imunização e garantir que todos os cães e gatos sejam protegidos contra a raiva.
A moradora Joice Maria dos Santos Silva, que vacinou seus dois cães, elogiou a iniciativa. “É muito importante essa ação. Meus cachorros são pequenos e, se não vacinarem no calendário certo, podem adoecer e até precisar ser sacrificado”, ressaltou.
Já Ana Maria Rodrigues, também moradora do bairro, destacou o alívio com a chegada da equipe. “Aqui tem muitos cães soltos nas ruas e a gente fica com medo. Parabenizo toda a equipe pelo trabalho.”
De acordo com a médica veterinária, Estela Gonzalez, a ação visa manter o Município livre da raiva animal. “É uma imunização essencial. Várzea Grande segue com zero casos registrados e queremos manter esse cenário. O próximo passo é expandir para a zona rural, alcançando quem tem dificuldade de vir à cidade imunizar seus pets”, explicou.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valadares, reforçou a meta da campanha. “Queremos vacinar em média 60 animais por dia. Com isso, garantimos proteção para os bichinhos e evitamos riscos à saúde das famílias.”
Para quem não estiver em casa no momento da visita, o médico veterinário Luciano de Miranda, orienta que os tutores levem seus cães até o Centro de Controle da Zoonose. Ele lembra ainda que clínicas parceiras da campanha estão oferecendo a vacinação gratuita. “O último caso de raiva humana registrado no Município foi em 1994. Desde então, seguimos com ações preventivas. É importante que a população fique atenta aos sinais da doença nos animais, como quietude, procura por locais escuros e por último a paralisia dos músculos respiratórios.”
A vacinação é gratuita e fundamental para proteger os animais e a população. Fique atento à visita da equipe ou procure o CCZ para garantir a imunização dos pets. A visita no bairro acontecerá durante todo o mês de junho, as segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h30 às 10h30 e das 13h30 às 16h30.
A vacinação é a única forma eficaz de prevenir a raiva, doença grave, de alta letalidade e que pode ser transmitida aos humanos.
FIQUE LIGADO – A programação da vacinação volante será divulgada nos canais oficiais da Prefeitura e pelas equipes da saúde. Lembre-se de manter seus pets protegidos. A raiva não tem cura, mas tem prevenção!
Para mais informações pelo WhatsApp (65) 98476-5719.
VÁRZEA GRANDE
Resultado das ovitrampas orienta força-tarefa contra o Aedes aegypti em Várzea Grande
Equipes de Controle de Endemias e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deram continuidade, nesta segunda-feira (10), às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em vários bairros de Várzea Grande. A atividade faz parte da segunda etapa do trabalho realizado por meio das ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a intensidade da circulação do mosquito no território.
Durante a primeira etapa, realizada no mês de julho, 211 ovitrampas foram instaladas em pontos estratégicos do município. Após cinco dias de exposição, as armadilhas foram recolhidas e encaminhadas ao laboratório, onde os ovos encontrados foram contabilizados e analisados pelas equipes.
A partir dos resultados, foi possível identificar os pontos com maior concentração de ovos do Aedes aegypti. No Setor 1, que contempla a região do Grande Cristo Rei, foram trabalhados os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei, com a delimitação das áreas de foco.
Segundo Roseane Félix, supervisora-geral do Setor 1, no bairro Parque do Lago, por exemplo, foi identificado que o quarteirão 22 apresentou o maior quantitativo de ovos do mosquito e, por isso, foi definido como área prioritária para a atuação das equipes.
A partir dessa identificação, a força-tarefa realizou a delimitação e o bloqueio da área, com o objetivo de eliminar a presença do vetor no quarteirão positivo e nos imóveis circunvizinhos.
Durante a ação, os agentes percorrem os imóveis de porta em porta, realizando a inspeção de quintais, recipientes que possam acumular água, caixas-d’água e outros possíveis criadouros. Também são realizadas ações de controle mecânico, com a eliminação de recipientes e focos, aplicação de larvicida, quando necessária, e orientação aos moradores.
Roseane explica que o trabalho permite direcionar as ações de campo para as áreas que apresentam maior risco.
“A ovitrampa é uma importante ferramenta de vigilância, porque nos permite identificar onde há maior circulação do mosquito. A partir dos resultados, conseguimos direcionar as equipes para uma atuação mais efetiva, realizando a eliminação dos criadouros, o tratamento quando necessário e, principalmente, orientando os moradores.”
A orientação à população é uma das principais estratégias para evitar a proliferação do mosquito, especialmente antes do período de chuvas, quando aumenta a possibilidade de formação de criadouros. Os moradores são orientados a manter os quintais limpos e sem recipientes com água acumulada, manter as caixas-d’água devidamente tampadas e evitar água parada em pratos de plantas, que devem permanecer secos ou receber areia.
Moradora do Parque do Lago há 40 anos, Conceição Lino, de 65 anos, recebeu as agentes em sua residência e destacou a importância do trabalho de orientação realizado pelas equipes.
“Eu já conheço elas há muito tempo e já tenho elas como minhas amigas. Acho muito importante o trabalho que elas fazem, a orientação, o conselho e a informação. É um trabalho importantíssimo, principalmente antes que chegue o período das chuvas e aumente os mosquitos. É uma forma de evitar a dengue, a zika e a chikungunya.”
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população. A eliminação de pequenos pontos de água parada dentro das residências é uma das principais medidas para impedir que o mosquito complete seu ciclo de reprodução.
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