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Prefeitura e Sebrae MT avançam em parceria para atrair empresas
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O secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, Mário Quidá Neto, participou de uma reunião com Daphane Godinho, agente local de inovação de ecossistemas do Sebrae Mato Grosso, Vinicius Moraes presidente do Vale do Pacu, Herbert Tadashi coordenador do Inovag e Henrique Rolim da Comunidade Digorest para tratar do fortalecimento da cultura de inovação e das novas diretrizes que vão nortear o desenvolvimento tecnológico da cidade. O encontro abordou a atualização da Lei de Inovação e a integração de Várzea Grande ao projeto Vale do Pacu, ecossistema de inovação que atua na baixada cuiabana.
O Vale do Pacu surgiu em 2023 como uma rede voluntária que reúne representantes do governo, universidades, empresas e sociedade civil — as chamadas quatro hélices da inovação (4 Hélices). Seu nome faz referência à cultura local – “quem come a cabeça do pacu fica em Cuiabá e Várzea Grande” – e ao Vale do Silício, símbolo global de tecnologia e empreendedorismo.
De acordo com Daphane Godinho , o principal objetivo da reunião foi aproximar o ecossistema da Prefeitura de Várzea Grande, sensibilizando sobre a importância da inovação e das parcerias institucionais.
“Apresentamos possibilidades concretas de cooperação, como mentorias para o programa Centelha 3, realização de ideathons, hackathons, que são termos para maratona de idéias e inovação, e outras ações que podem apoiar o desenvolvimento da cidade. Também discutimos a importância de avançar na nova Lei de Inovação para atrair investimentos e impulsionar o empreendedorismo local”, destacou Daphane.
O secretário Mário Quidá Neto ressaltou que a inovação é uma prioridade para o município e que a gestão trabalha para atrair empresas de base tecnológica para o Parque Tecnológico, cuja inauguração está prevista ainda para 2025, pelo Governo do Estado.
“Queremos transformar Várzea Grande em um polo de tecnologia e inovação. A aproximação com o Sebrae e com o Vale do Pacu é fundamental para criarmos um ambiente fértil para startups, universidades e empreendedores locais. Inovar é desenvolver, e esse é o caminho que estamos trilhando”, afirmou o secretário.
Durante a reunião, ficou definido que o Sebrae enviará materiais do Observatório de Startups para apoiar a Prefeitura na análise e atualização da legislação de inovação, com base em exemplos bem-sucedidos de outras cidades. O projeto também prevê ações de sustentabilidade e governança, priorizando fornecedores locais e integrando diretrizes de economia verde.
“O ecossistema nasceu de um estudo da Fundação CERTI e da metodologia ELI do Sebrae, que identificaram as principais vocações da baixada cuiabana. Entre elas, destacam-se os serviços de atenção à saúde humana e a fabricação de produtos alimentícios, setores com grande potencial de inovação”, explicou Vinicius Moraes.
COMO PARTICIPAR – A comunidade pode participar do ecossistema Vale do Pacu por meio do site valedopacu.com.br, do Instagram @valedopacu e dos encontros mensais abertos ao público, voltados à construção de um ambiente de inovação colaborativo e sustentável.
“Estamos abrindo as portas para que a sociedade civil, as universidades e as empresas caminhem juntas conosco. Várzea Grande tem vocação para crescer com tecnologia, e o futuro que queremos começa com a inovação”, concluiu o secretário Mário Quidá Neto.
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Resultado das ovitrampas orienta força-tarefa contra o Aedes aegypti em Várzea Grande
Equipes de Controle de Endemias e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deram continuidade, nesta segunda-feira (10), às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em vários bairros de Várzea Grande. A atividade faz parte da segunda etapa do trabalho realizado por meio das ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e a intensidade da circulação do mosquito no território.
Durante a primeira etapa, realizada no mês de julho, 211 ovitrampas foram instaladas em pontos estratégicos do município. Após cinco dias de exposição, as armadilhas foram recolhidas e encaminhadas ao laboratório, onde os ovos encontrados foram contabilizados e analisados pelas equipes.
A partir dos resultados, foi possível identificar os pontos com maior concentração de ovos do Aedes aegypti. No Setor 1, que contempla a região do Grande Cristo Rei, foram trabalhados os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei, com a delimitação das áreas de foco.
Segundo Roseane Félix, supervisora-geral do Setor 1, no bairro Parque do Lago, por exemplo, foi identificado que o quarteirão 22 apresentou o maior quantitativo de ovos do mosquito e, por isso, foi definido como área prioritária para a atuação das equipes.
A partir dessa identificação, a força-tarefa realizou a delimitação e o bloqueio da área, com o objetivo de eliminar a presença do vetor no quarteirão positivo e nos imóveis circunvizinhos.
Durante a ação, os agentes percorrem os imóveis de porta em porta, realizando a inspeção de quintais, recipientes que possam acumular água, caixas-d’água e outros possíveis criadouros. Também são realizadas ações de controle mecânico, com a eliminação de recipientes e focos, aplicação de larvicida, quando necessária, e orientação aos moradores.
Roseane explica que o trabalho permite direcionar as ações de campo para as áreas que apresentam maior risco.
“A ovitrampa é uma importante ferramenta de vigilância, porque nos permite identificar onde há maior circulação do mosquito. A partir dos resultados, conseguimos direcionar as equipes para uma atuação mais efetiva, realizando a eliminação dos criadouros, o tratamento quando necessário e, principalmente, orientando os moradores.”
A orientação à população é uma das principais estratégias para evitar a proliferação do mosquito, especialmente antes do período de chuvas, quando aumenta a possibilidade de formação de criadouros. Os moradores são orientados a manter os quintais limpos e sem recipientes com água acumulada, manter as caixas-d’água devidamente tampadas e evitar água parada em pratos de plantas, que devem permanecer secos ou receber areia.
Moradora do Parque do Lago há 40 anos, Conceição Lino, de 65 anos, recebeu as agentes em sua residência e destacou a importância do trabalho de orientação realizado pelas equipes.
“Eu já conheço elas há muito tempo e já tenho elas como minhas amigas. Acho muito importante o trabalho que elas fazem, a orientação, o conselho e a informação. É um trabalho importantíssimo, principalmente antes que chegue o período das chuvas e aumente os mosquitos. É uma forma de evitar a dengue, a zika e a chikungunya.”
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população. A eliminação de pequenos pontos de água parada dentro das residências é uma das principais medidas para impedir que o mosquito complete seu ciclo de reprodução.
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