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Obras do BRT em Várzea Grande avançam com intervenção na rotatória do aeroporto nesta sexta-feira (01)

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Os motoristas que utilizam a Avenida da FEB devem ficar atentos pois nesta sexta-feira, dia 01 de março, as obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Várzea Grande darão um passo importante com uma intervenção no trânsito na região da rotatória do aeroporto/shopping Várzea Grande.

O Coordenador de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda, explica que a intervenção é necessária para a retirada da última parte dos trilhos e adequação do trecho do concreto sólido do acesso à estação do BRT.

“A intervenção resultará em desvios no fluxo de veículos na rotatória do aeroporto/shopping Várzea Grande, com a transferência do trânsito para a primeira pista do Aeroporto Marechal Rondon, saindo logo à frente do semáforo, sentido Várzea Grande para Cuiabá”, explica Cidomar Arruda, acrescentado que a medida é temporária e visa reduzir o impacto no trânsito, que tem sido enfrentado ao longo das obras do Modal de Transporte.

Para minimizar o impacto no trânsito, novas interdições parciais serão implementadas, com a liberação do tráfego em duas pistas tão logo os novos asfaltos sejam concluídos em cada trecho. A Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, em conjunto com a Secretaria de Obras e Viação, trabalha em parceria com a SINFRA-MT e o Consórcio BRT, contando com o suporte dos órgãos de trânsito, Secretaria de Defesa Social, Guarda Municipal e Agentes de Trânsito.

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“É um esforço conjunto, a SINFRA-MT, através do Consórcio BRT, tem realizado a recuperação asfáltica de uma das pistas da Avenida da FEB e Avenida João Ponce de Arruda, além da consolidação do concreto sólido do BRT. Os trabalhos se iniciaram na Ponte Júlio Muller e avançam continuamente em direção ao aeroporto, sentido Cuiabá para Várzea Grande”, detalha.

O Secretário Breno Gomes ressalta a importância da conclusão rápida dos serviços para restaurar a normalidade no fluxo de veículos, aliviando o tráfego intenso em avenidas como a Mario Andreazza. Já o prefeito Kalil Baracat destaca a parceria com o Governador Mauro Mendes, enfatizando que o BRT é uma das maiores obras de mobilidade urbana para o município, proporcionando melhorias significativas no trânsito para toda a população várzea-grandense.

“A gestão municipal, juntamente com a equipe técnica, continua acompanhando de perto as obras do BRT, garantindo a segurança e o bem-estar da comunidade durante todo o processo de implementação do sistema de transporte. Os motoristas devem ficar atentos às mudanças no trânsito, a intervenção na nesta sexta-feira marca mais um passo das obras do BRT em Várzea Grande, visando a segurança viária e melhorias no fluxo”, conclui o coordenador.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Prefeita decreta calamidade financeira em Várzea Grande e no DAE após bloqueio de R$ 19 milhões e avanço da dívida bilionária de precatórios

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Município, que arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano, acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios e passou a desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para quitar a dívida judicial. Além disso, sofreu o bloqueio de recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida determina cortes de gastos e prioridade à manutenção dos serviços essenciais.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os dois decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas de contenção de despesas para evitar o agravamento da crise fiscal.

A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além do elevado comprometimento das finanças com o pagamento de precatórios. Embora tenha arrecadação anual em torno de R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios, situação que tem comprometido a gestão financeira. Atualmente, o município desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamentos judiciais, valor muito superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos pela gestão anterior.

Antes da publicação dos decretos, na quarta-feira (15), a prefeita reuniu secretários municipais e vereadores para apresentar o cenário financeiro da administração e explicar as medidas adotadas.

Segundo Flávia Moretti, a gestão conseguiu recursos por meio de emendas parlamentares para áreas como Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas a falta de aprovação de um projeto de remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal impediu a utilização desses valores.

“Desde 2025 busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por ‘brio’ do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas”, afirmou.

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A prefeita informou ainda que o bloqueio judicial ocorreu após o não pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, referentes a débitos acumulados nos exercícios de 2023 e 2024.

Ela também afirmou que o município enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Segundo a gestora, sem a aprovação de um projeto pela Câmara Municipal autorizando o parcelamento desses débitos, Várzea Grande continuará impossibilitada de acessar recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante a reunião, Flávia Moretti pediu o empenho dos secretários na redução de despesas e afirmou que a prioridade será manter os serviços essenciais.

“Agora é hora de apertar os cintos. Precisamos reduzir despesas, cortar tudo o que não for essencial e concentrar esforços para garantir os serviços básicos à população.”

Os decretos determinam a suspensão da criação de novas despesas, da realização de eventos e festividades, da aquisição de bens permanentes sem caráter urgente e da celebração de novos contratos, salvo em situações indispensáveis. Todas as secretarias terão cinco dias úteis para apresentar um plano de redução de gastos administrativos.

Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento, limpeza urbana e abastecimento de água passam a ter prioridade absoluta na destinação dos recursos públicos.

DAE em situação crítica

Em outro decreto, a prefeita também declarou estado de calamidade financeira no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), apontando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio econômico que ameaça a continuidade do abastecimento de água no município.

O documento cita decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontou irregularidades nas contas da autarquia, déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, dívida de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica, créditos não inscritos em dívida ativa que somam R$ 158,8 milhões e um passivo em precatórios superior a R$ 314 milhões.

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O DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira contendo diagnóstico da situação, metas para aumento da arrecadação, cronograma de investimentos e medidas para restabelecer a sustentabilidade da autarquia.

Procuradoria explica alcance do decreto

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães, explicou que o decreto tem caráter administrativo e busca criar condições para reorganizar as contas públicas sem interromper a prestação dos serviços essenciais.

“O decreto estabelece um regime extraordinário de gestão fiscal para enfrentar uma situação financeira extremamente delicada. O objetivo é preservar os serviços essenciais, reorganizar as finanças do município e implementar medidas de recuperação fiscal, sempre dentro da legislação e dos princípios da responsabilidade fiscal.”

Segundo ele, a decretação da calamidade financeira não produz, automaticamente, os efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O reconhecimento administrativo permite a adoção imediata de medidas de contenção e reorganização das despesas. Já os efeitos específicos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal dependem do reconhecimento pelos órgãos competentes, conforme estabelece o próprio decreto.”

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso os indicadores fiscais e financeiros não apresentem melhora no período.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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