VÁRZEA GRANDE
Kika Dorilêo Baracat visita Centro de Convivência de Idosos
VÁRZEA GRANDE
Os idosos que participam das oficinas e projetos sociais realizados no Centro de Convivência Vovô Zeid Sacre, surpreenderam a primeira-dama de Várzea Grande, Promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat, com programação festiva, com música e dança coreografada, para marcar a sua primeira visita ao local.
Segundo relatou a gerente da unidade social, Kelli Cristina da Silva Cavalcante, a visita da primeira-dama estava sendo aguardada pelos idosos, e a confirmação da agenda fez com que todos se mobilizassem para esse encontro. “Todos fizeram questão de participar das atividades e de mostrar que esse espaço de convivência é um ambiente humano e acolhedor”.
Kika Dorilêo Baracat disse que essa visita já estava programada, mas ela escolheu a semana da páscoa por ser um momento de comunhão e de renascimento. “Falei para a secretária de assistência que queria vir aqui nesta semana para comemorar a páscoa com vocês e sentir todo esse amor e carinho que a Ana Cristina disse que recebeu aqui, e que agora estou tendo a oportunidade de sentir também. Estou muito feliz e encantada com esse lugar, que o meu coração escolheu para conhecer nesta semana. Trago o abraço carinhoso do meu esposo Kalil Baracat, que deseja a todos uma feliz páscoa”.
Ela lembrou que nenhuma gestão se faz sem pessoas, agradecendo a toda a equipe de servidores que atuam no Centro. “Esse carinho, dedicação, e esse zelo percebido já na entrada do Centro, representa muito bem essa gestão, e é exatamente isso que o Kalil quer, que todos os servidores possam servir com amor, por que os funcionários públicos são destinação do nosso serviço e da razão do nosso existir”.
Dona Noelma Pereira Alves, 75 anos, residente no bairro Ouro Verde, e que participa de várias oficinas no Centro de Convivência Vovô Zeid disse que o local é apropriado para idosos com atividades físicas, culturais e artísticas para todos os gostos. “A criação desse local nos possibilitou uma melhor qualidade de vida e uma convivência harmoniosa entre os participantes. Aqui o tratamento é digno e humano, seria muito bom se existissem mais unidades como essa em todas as regiões de cidade”, elogiou.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira disse que o Centro de Convivência Vovô Zeid já está sendo referência para outros municípios e isso se deve ao trabalho que vem sendo realizado no local. “Já temos uma lista de espera enorme, mas ainda não temos condições de receber um número maior de inscritos, porém nos orgulhamos em saber que a procura por oficinas aqui na unidade tem sido grande. Temos recebido elogios de pessoas da baixada cuiabana e até de municípios vizinhos de Várzea Grande. Isso demonstra que estamos aplicando as políticas públicas voltadas ao social, em especial a terceira idade”.
No local, estão sendo oferecidas 16 oficinas, dentre elas o de música, teatro, artesanato em EVA, pintura em tela, corte e costura, crochê, hidroginástica e pilates. A capacidade de atendimento é de 150 idosos, mas em função da pandemia, atualmente estão sendo atendidos 100 participantes, sendo 50 no período matutino e 50 no período vespertino. Essa medida é para garantir a segurança dos idosos e dar condições para que desenvolvam suas atividades de forma mais tranquila, e sem deixar de seguir os protocolos de biossegurança.
O Centro de Convivência está localizado no bairro IPASE e funciona de segunda a sexta.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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