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Um hotel para mergulhar no mundo dos vinhos do Alentejo

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Um hotel para mergulhar no mundo dos vinhos do Alentejo
Rachel Verano

Um hotel para mergulhar no mundo dos vinhos do Alentejo
Workshop de preparação do próprio vinho: imersão no universo da bebida Bruno Barata/Reprodução

A disputa prometia ser acirrada. De um lado, um português e uma brasileira (eu!) apaixonados pelos vinhos alentejanos. Do outro, um casal sul-africano orgulhoso das origens vinícolas de seu país e ávido por mostrar que não estava ali para brincadeiras. Ao centro, o juiz: o premiado sommelier Gonçalo Mendes, um dos grandes nomes do mundo dos vinhos em Portugal. O desafio: analisar, cheirar, provar e misturar vinhos monocastas elaborados com as variedades mais típicas da região do Alentejo: Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Touriga Franca e Syrah, devidamente rotulados no centro da mesa.

Imagem mostra uma tábua de madeira com queijos e um cacho de uvas, com uma taça de vinho tinto à frente
Depois de preparado o vinho, a recompensa: degustação com produtos tipicamente alentejanos Bruno Barata/Reprodução
A imagem mostra detalhe de uma mesa no restaurante do hotel, com um prato de carne decorado com bolinhas de molho e flores no topo
Detalhe de um dos pratos do restaurante gourmet: receitas delicadas harmonizadas com os vinhos da propriedade Bruno Barata/Reprodução

Entre garrafas sem rótulos e tubos de ensaio, foram nascendo blends únicos criados com diferentes percentuais de cada bebida. Pequenos ajustes aqui e ali e pronto: cada equipe tinha acabado de criar o seu próprio vinho. Nos minutos a seguir, uma prova às cegas elegeria o melhor. Gonçalo não tem dúvidas sobre o que considera ser o mais equilibrado e elegante. Curiosamente nem nós, os concorrentes – com a diferença de que o professor escolheu um e os quatro participantes, sem sombra de dúvidas, o outro.

Imagem mostra o edifício principal do hotel, um caixote branco de linhas retas, com uma piscina em frente e um jardim recheado de árvores
Oásis de design no Alentejo: arquitetura moderna de linhas retas e decoração de interiores assinada pelo brasileiro Marcio Kogan Bruno Barata/Reprodução
A imagem mostra um deck de madeira às margens de um lago, com sofás e poltronas e uma mulher encostada numa pilastra observando a paisagem
Cenário de sonhos: o hotel se esparrama às margens de um lago cercado de vinhedos e oliveiras Bruno Barata/Reprodução

Com o vinho preferido dos participantes em mãos (e um gostinho extra-oficial de vitória), a nossa equipe partiu para o próximo passo: escolher o rótulo e, já na área da adega, finalizar o processo: colocar a rolha e o lacre na garrafa, exatamente como acontece com os vinhos que nascem dos 6 hectares de vinhedos da propriedade circundante. Chegamos no quarto felizes da vida com o nosso primeiro vinho embalado numa elegante caixa de madeira.

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A imagem mostra um casal sentado em cadeiras na varanda de um dos quartos do hotel, com parede de ripas de madeira e uma fogueira à frente
O nosso quarto: teto retrátil para ver as estrelas, vista do lado e fogueira acesa à porta aos finais de tarde Bruno Barata/Reprodução
Imagem mostra o interior de um dos quartos do hotel, com uma mulher deitada na cama a ler o jornal
O quarto do lado de dentro: para dormir vendo as estrelas Bruno Barata/Reprodução

Estamos no L’And Vineyards, hotel com o selo Relais & Châteaux que respira enoturismo em todas as suas vertentes no coração do Alentejo, a apenas 1 hora de distância de Lisboa. Além de estar cercado de vinhedos e fabricar os próprios vinhos – brancos, tintos e rosés –, ali há um spa onde os tratamentos são 100% à base de uvas e vinhos; um restaurante gourmet onde cada etapa dos menus degustação é harmonizada com uma bebida diferente; e um amplo menu de atividades temáticas como o workshop para os hóspedes fazerem o próprio blend ou um piquenique no meio das parreiras, além de diferentes degustações.

A imagem mostra um casal fazendo piquenique na beira do lago, com uma cesta recheada de guloseimas da região e uma garrafa de vinho
Piquenique na beira do lago: sabores locais e vinho da casa Bruno Barata/Reprodução
Imagem aérea mostra um deck de madeira sobre o lago do hotel, com um casal sentado em duas cadeiras em volta de uma fogueira
Fim de tarde inesquecível sobre o lago, com uma lareira para aquecer os dias de outono Bruno Barata/Reprodução

A pouco mais de meia hora de Évora, a capital do Alentejo, e a curtas distâncias de algumas das mais famosas vinícolas da região, caso da Cartuxa e da Herdade do Esporão, além de vilas lindas e castelos medievais, o L’And é também um bom exemplo de quando o hotel é também o destino. É possível facilmente passar o dia passeando pelo jardim, à beira do lago, andando de bicicleta.

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A imagem mostra o spa do hotel, com uma pessoa a caminhar do lado de fora e, do lado de dentro, espreguiçadeiras com os hóspedes em volta da piscina aquecida
Relax total: o spa tem piscina aquecida e menu de tratamentos à base de uvas viníferas Bruno Barata/Reprodução
A imagem mostra detalhe de uma massagem no spa, com a terapeuta cobrindo os pés da hóspede que vai receber a massagem
Detalhe do ritual “Corpo, Mente e Espírito” no spa Bruno Barata/Reprodução

Quer mais? A piscina externa é deliciosa, e a interna é a pedida ideal para os dias mais frios. No spa, o ritual “Corpo, Mente e Espírito” dura nada menos que 90 minutos de puro relax, com direito a esfoliação nos pés e uma longa massagem na cabeça. É sempre possível fazer uma degustação dos vinhos da propriedade. Esquentar na fogueira acesa no deck do lago ao fim da tarde. Fazer longas caminhadas. E quando todas as opções se esgotarem, ainda tem a sua suíte. No nosso caso, de frente para o lago e o castelo de Montemor-o-Novo, e com um teto retrátil providencial para observar as estrelas.

Anote aí: as diárias no L’And Vineyards custam desde € 326. Faça a sua reserva aqui.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Centro Histórico da Cidade de Goiás: onde história, poesia e tradições permanecem vivas

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A cerca de 140 quilômetros de Goiânia, Cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho, preserva um dos acervos arquitetônicos coloniais mais autênticos do interior do Brasil. Reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco em 2001, a antiga capital do estado encanta visitantes com suas ruas de pedra, casas de taipa, pontes históricas e uma rica tradição cultural marcada pela poesia de Cora Coralina e pelas celebrações religiosas.

Fundada no início do século 18, durante o Ciclo do Ouro, a cidade nasceu do povoamento liderado pelos bandeirantes. O isolamento geográfico ao longo dos séculos e a transferência da capital do estado para Goiânia, na década de 1930, ajudaram a preservar o traçado urbano original, perfeitamente integrado às margens do Rio Vermelho e aos pés da Serra Dourada.

Reconhecimento

A Unesco concedeu o título de Patrimônio Mundial ao Centro Histórico da Cidade de Goiás por ser um testemunho excepcional da ocupação e da expansão do território brasileiro para o interior durante os séculos 18 e 19.

O reconhecimento destaca a arquitetura local, que usou técnicas e materiais da região, como a taipa de pilão e o pau-a-pique, além da perfeita harmonia entre as construções coloniais e a paisagem natural ao redor.

O que fazer

Entre os principais atrativos da Cidade de Goiás estão:

  • Casa de Cora Coralina: às margens do Rio Vermelho, a antiga residência da poetisa abriga acervo pessoal, móveis, livros e objetos que contam sua história e obra.

  • Palácio do Conde dos Arcos: antiga sede do governo goiano, preserva móveis antigos, jardins e obras de arte que relembram os períodos Colonial e Imperial.

  • Museu das Bandeiras: instalado no antigo prédio da Câmara e Cadeia, reúne acervo com objetos, documentos e arte sacra da época da colonização.

  • Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte: atual Museu de Arte Sacra da Cidade de Goiás, guarda o maior acervo das esculturas de Veiga Valle, importante artista do barroco goiano.

  • Igreja Matriz de Santana: situada na praça principal, é a matriz histórica e um dos marcos visuais do Centro Histórico.

  • Chafariz de Cauda: monumento em pedra, construído no século 18, para abastecimento de água da antiga capital.

  • Mercado Municipal: ponto de encontro para provar a gastronomia típica, como o empadão goiano, empadas e cachaças locais.

  • Rota dos Doces Caseiros: tradição mantida por doceiras locais que produzem doces cristalizados e em calda, símbolo da identidade cultural da cidade.

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Quando visitar

A Cidade de Goiás pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns eventos tornam a experiência ainda mais especial:

  • Semana Santa e Procissão do Fogaréu: a mais famosa tradição da cidade reúne milhares de visitantes à meia-noite da Quarta-Feira Santa, quando homens encapuzados percorrem as ruas escuras com tochas acesas ao som de tambores.

  • Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA): um dos mais importantes festivais do audiovisual ambiental da América Latina, movimentando a cidade com exibições, oficinas e atrações musicais.

  • Festival Gastronômico do Estado de Goiás: evento que celebra a culinária regional reunindo chefs, pratos típicos e apresentações culturais.

Como chegar

Cidade de Goiás fica na região central do estado, distante cerca de 140 quilômetros de Goiânia.

Para quem chega de avião, o ponto de desembarque mais próximo é o Aeroporto Internacional de Goiânia, a partir de onde o trajeto até a Cidade de Goiás é feito de carro ou ônibus pela rodovia GO-070, em um percurso de aproximadamente duas horas.

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Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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