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Tristão da Cunha é o ponto habitado mais remoto do mundo

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Tristão da Cunha é o ponto habitado mais remoto do mundo
Maurício Brum

Tristão da Cunha é o ponto habitado mais remoto do mundo

Enquanto alguns destinos tentam de tudo para controlar o excesso de turistas, outros possuem características geográficas que os mantêm afastados das massas. É o caso de Tristão da Cunha, arquipélago no Oceano Atlântico que é o território habitado mais remoto do mundo.

O pedaço de terra mais próximo é a ilha de Santa Helena, a 2,4 mil quilômetros. Mas, descartando as ilhas, o ponto em terra firma mais perto de Tristão da Cunha é a costa da África do Sul , a 2,8 mil quilômetros.

O grupo de ilhas – composto por Tristão da Cunha , Gough , Nightingale , Inacessível , Ilha do Meio e Stoltenhoff – faz parte do conjunto de territórios ultramarinos do Reino Unido. As terras foram encontradas por navegadores portugueses, o que explica o nome familiar à nossa língua, mas anexadas pelos britânicos em 1816.

No arquipélago, a única das ilhas habitada é Tristão da Cunha , de apenas 13 km de diâmetro, onde 275 pessoas moram no vilarejo de Edimburgo dos Sete Mares. A comunidade é tão pequena que há apenas 10 sobrenomes diferentes entre os moradores.

Os habitantes vivem principalmente da pesca e agricultura. As ilhas são formações vulcânicas, sendo que Tristão da Cunha guarda um vulcão ativo. Sua última atividade ocorreu na década de 1960, quando os residentes tiveram de ser evacuados para a Inglaterra .

É possível subir até o cume do vulcão, conhecido como Queen Mary’s Peak , a 2.062 metros de altitude.

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Queen Mary’s Peak, o vulcão ativo da ilha, tem mais de 2 mil metros de altitude Brian Gratwicke/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

Como chegar em Tristão da Cunha

Não é nada fácil chegar à Tristão da Cunha . É preciso encarar uma viagem de seis dias de navio partindo da Cidade do Cabo , na África do Sul . Apenas três embarcações fazem o trajeto cerca de uma vez ao mês.

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As datas estimadas das viagens são divulgadas no site da ilha (que parece ter parado no início dos anos 2000), mas a administração local recomenda que os viajantes planejem passar um ou dois dias a mais na Cidade do Cabo , já que o horário de partida dos navios pode ser alterado sem aviso prévio.

As passagens de navio de ida e volta custam em torno de US$ 1.000 e o valor deve ser pago no mínimo três semanas antes da data de partida.

Antes de embarcar para Tristão da Cunha, é preciso solicitar por e-mail uma autorização da administração da ilha – a emissão do documento pode levar cerca de 40 dias.

Também é necessário apresentar a passagem de retorno, seguro de saúde e alguma comprovação de que o viajante possui recursos suficientes para custear a viagem.

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Como cartões de débito e crédito não são aceitos na ilha, o visitante deve levar libras esterlinas em espécie para pagar as despesas. Alguns estabelecimentos também aceitem dólares, euros e o rand sul-africano.

Veja todas as informações no site oficial de Tristão da Cunha

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Os “Patches”, área agrícola de Tristão da Cunha, onde se planta principalmente batata Brian Gratwicke/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

O que fazer em Tristão da Cunha

Não há hotéis ou restaurantes propriamente ditos na ilha. Visitantes podem se hospedar nas casas de moradores ou em pequenas pousadas, que incluem refeições mediante uma taxa extra. Saiba mais no site oficial .

O principal atrativo do arquipélago é sua fauna. Além de pássaros variados e lobos-marinhos, que podem ser vistos quase o ano todo, há algumas espécies que aparecem em épocas específicas. Janeiro e setembro são meses indicados para ver os pinguins rockhopper . Já o período de maio a outubro é marcado pela presença de baleias.

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Em 2020, o governo de Tristão da Cunha anunciou a criação, em parceria com o Reino Unido , de uma área marinha totalmente protegida nas águas que cercam o arquipélago. Mas em alguns pontos da costa ainda é permitido pescar.

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“Areia negra” é a marca das praias de Tristão da Cunha, resultado da atividade vulcânica Brian Gratwicke/CC-BY-2.0/Wikimedia Commons

A costa da ilha tem alguns pontos próprios para banho, especialmente na área próxima aos chamados patches , onde os moradores cultivam batatas. Lá, as formações rochosas da praia garantem distância dos tubarões e das correntes marítimas mais fortes.

Caminhadas de cerca de 30 minutos podem levar os visitantes ao cume do vulcão da ilha de Tristão da Cunha (o acompanhamento de um guia é obrigatório). De cima, é possível enxergar o lago em formato de coração que existe na cratera do vulcão.

Tristão da Cunha também conta com um café, um bar, um museu contando a história do arquipélago e um campo de golfe, bem como duas igrejas.

Dependendo da data da viagem, o viajante pode presenciar alguns dos costumes curiosos da comunidade. Na virada de ano, por exemplo, jovens costumam se fantasiar para entrar nas casas da vila e assustar os vizinhos – é a tradição dos chamados “okalolies”, que também existe em alguns lugares da Europa.

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Fonte: Turismo

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Costa do Descobrimento: Patrimônio Mundial protege um dos trechos mais ricos da Mata Atlântica

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Entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, oito áreas protegidas formam as Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento. São cerca de 112 mil hectares de florestas e restingas, que preservam alguns dos últimos grandes remanescentes do bioma nessa região do país.

Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1999, o conjunto reúne três parques nacionais: Descobrimento, Monte Pascoal e Pau Brasil; duas reservas biológicas federais: Sooretama e Una; e outras três reservas: Veracruz, Pau Brasil/Ceplac e Linhares.

A região chama atenção pela variedade de espécies e pelo alto nível de endemismo, ou seja, pela presença de plantas e animais encontrados apenas em determinadas áreas. Para o turismo, o patrimônio está inserido em uma região que permite combinar natureza, praias, trilhas e experiências ligadas à história e à cultura do litoral brasileiro.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu as Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento por abrigarem uma das regiões de floresta tropical mais ricas em biodiversidade do mundo. Em alguns trechos, já foram identificadas mais de 450 espécies de árvores em uma área equivalente a um campo de futebol.

A riqueza também está na fauna. A região abriga 261 espécies de mamíferos, 620 de aves, 280 de anfíbios e 200 de répteis. Além da diversidade, muitas dessas espécies são endêmicas ou estão ameaçadas de extinção.

As reservas também ajudam a contar a própria evolução da Mata Atlântica. Estudos apontam antigas conexões entre o bioma e a Amazônia, hoje interrompidas, que contribuíram para formar uma flora com grande número de espécies raras e exclusivas da região.

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O que fazer

Como o patrimônio reúne diferentes unidades de conservação entre Bahia e Espírito Santo, as experiências variam de acordo com a área escolhida. Entre os destaques estão:

  • Parque Nacional do Pau Brasil (BA): localizado em Porto Seguro, protege importantes áreas de Mata Atlântica e oferece atividades de contato com a natureza.

  • Parque Nacional do Monte Pascoal (BA): reúne Mata Atlântica e o Monte Pascoal, marco da paisagem do extremo sul baiano, além de estar ligado à presença e à cultura do povo pataxó.

  • Parque Nacional do Descobrimento (BA): localizado em Prado, preserva uma importante área conservada de Mata Atlântica do extremo sul da Bahia.

  • Reserva Biológica de Una (BA): protege florestas importantes para a conservação da biodiversidade regional. Por se tratar de uma reserva biológica, a visitação pública é restrita e segue regras específicas.

  • Reserva Biológica de Sooretama (ES): uma das principais áreas protegidas de Mata Atlântica no Espírito Santo, voltada principalmente à conservação e à pesquisa científica. A visitação também é restrita.

  • Litoral da Bahia e do Espírito Santo: a localização das reservas permite combinar a viagem com praias e outros atrativos naturais dos municípios próximos às áreas protegidas.

Quando visitar

As Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento podem ser conhecidas durante todo o ano, mas as condições variam conforme o destino e a atividade escolhida.

  • Outono e inverno: temperaturas mais amenas podem favorecer trilhas e outras atividades ao ar livre.

  • Primavera e verão: período de temperaturas mais altas, indicado para quem pretende combinar as áreas naturais com as praias dos litorais baiano e capixaba.

  • Unidades de conservação: antes da viagem, é importante consultar as regras de cada área, já que algumas permitem atividades turísticas e outras têm acesso restrito à pesquisa e à conservação.

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Como o patrimônio é formado por oito áreas separadas, vale definir previamente quais unidades farão parte do roteiro.

Como chegar

Na Bahia, Porto Seguro é uma das principais portas de entrada para a região e possui aeroporto com voos de diferentes cidades brasileiras. A partir da cidade, é possível seguir por rodovias para municípios próximos às áreas protegidas, como Santa Cruz Cabrália, Prado e outros destinos do extremo sul baiano.

No Espírito Santo, Vitória é a principal porta de entrada aérea para quem vem de outras regiões do país. O acesso ao norte do estado pode ser feito por rodovias, principalmente pela BR-101.

Antes da viagem, é recomendável consultar as condições de acesso, horários e regras de visitação da unidade de conservação escolhida.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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