Turismo
Meme da ‘Guiana Brasileira’ irrita portugueses e viraliza
Turismo

O meme “Guiana Brasileira” viralizou nas redes sociais após brasileiros satirizarem a relação histórica com Portugal. A provocação começou em novembro de 2024, quando o Barcelona anunciou a contratação da jogadora portuguesa Kika Nazareth com uma expressão tipicamente brasileira.
A brincadeira ganhou repercussão depois que a Resistência Lusitana criticou o uso do termo “Fala, galera!” na publicação do clube espanhol. O caso foi revelado pelo canal oficial do Barcelona e rapidamente se transformou em um fenômeno digital entre os brasileiros.
Nas redes, internautas imaginaram Portugal como uma nova colônia do Brasil. Lisboa foi apelidada de “Vitória da Reconquista” e o país europeu virou o “28º estado brasileiro”. Vídeos no TikTok alcançaram milhões de visualizações com a ideia da “recolonização”.
Usuários também criaram mapas e alteraram páginas da Wikipédia com informações fictícias. A plataforma removeu o conteúdo, mas a brincadeira já havia se espalhado. A sátira chegou ao X (antigo Twitter), TikTok e Instagram com diferentes variações do meme.
Do lado português, a reação foi mista. Alguns perfis elogiaram o humor brasileiro, enquanto outros consideraram os comentários ofensivos. A influenciadora Bruna Filipa, por exemplo, disse: “Fico com vergonha alheia”.
Outros portugueses criticaram o desdém com o idioma local e rebateram com argumentos econômicos. “Fiquem com o Brasil de um lado do Atlântico, que nós ficamos com Portugal do outro”, respondeu um usuário nas redes.
A repercussão também despertou reflexões entre brasileiros. Alguns apontaram que o incômodo português é desproporcional frente à colonização do Brasil e aos casos de xenofobia enfrentados por brasileiros que vivem na Europa.
Xenofobia
Dados da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial indicam aumento de 142% nas denúncias de xenofobia contra brasileiros em Portugal entre 2018 e 2021. Os casos incluem dificuldades em aluguel, emprego e até agressões.
Fonte: Turismo
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Parque Nacional de Jericoacoara: dunas, lagoas e mar em um dos destinos mais fascinantes do Ceará
Localizado no litoral do Ceará, entre os municípios de Jijoca de Jericoacoara e Cruz, o Parque Nacional de Jericoacoara é um dos destinos praianos mais procurados e fotografados do Brasil. Criada em 2002, a unidade de conservação abrange cerca de 8,8 mil hectares de ecossistemas costeiros preservados, onde a vila de pescadores se conecta a uma natureza exuberante.
O parque contribui para a preservação de ecossistemas frágeis, como campos de dunas móveis, vegetação de restinga, manguezais e lagoas. Esse mosaico de habitats serve de refúgio para uma rica biodiversidade, incluindo tartarugas marinhas, cavalos-marinhos e diversas espécies de aves migratórias.
Os atrativos do parque agradam tanto quem busca descansar à beira-mar quanto quem pratica esportes aquáticos. O grande símbolo da unidade é a icônica Pedra Furada, formação rochosa esculpida pelo atrito das ondas. Outro ritual clássico dos visitantes é acompanhar o espetáculo do fim de tarde no topo da Duna do Pôr do Sol, um dos raros pontos do litoral brasileiro onde é possível ver o sol se despedir diretamente no mar.
A experiência no parque se completa com os tradicionais passeios de bugue ou quadriciclo pelas dunas rumo às lagoas de águas doces e cristalinas, como a Lagoa do Paraíso e a Lagoa Azul, famosas por suas redes estendidas sobre a água. Além disso, os ventos constantes que sopram na região fazem do destino um dos principais lugares do mundo para a prática de kitesurf e windsurf.
Como chegar
Para chegar ao Parque Nacional de Jericoacoara por via aérea, a opção mais prática é desembarcar no Aeroporto Regional de Jericoacoara (JJJ), no município de Cruz, a cerca de 30 km da vila.
Uma alternativa bastante usada é o desembarque pelo Aeroporto Internacional de Fortaleza (FOR), a aproximadamente 300 km de distância. A partir da capital cearense, o trajeto até a vila pode ser feito em ônibus, transfer privativo ou carro alugado. No trecho final, é obrigatório usar veículos 4×4 para percorrer as estradas de areia que dão acesso ao destino.
Ao chegar à vila, a circulação de veículos particulares é restrita para preservar o ecossistema e manter a tranquilidade do local. Por isso, o deslocamento é feito em veículos 4×4 credenciados, bugues ou a pé pelas ruas de areia. Os visitantes também devem efetuar o pagamento da taxa de turismo sustentável, cobrada pela prefeitura local.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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