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Onde o Cerrado encontra os versos: a jornada de 300 km pelo Caminho de Cora Coralina

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Imagine uma jornada onde cada passo ecoa um verso. No coração do Brasil, o Caminho de Cora Coralina é muito mais que uma trilha: é a única rota de longo curso do mundo com temática poética. Ao longo de 300 quilômetros pelo Cerrado, o itinerário reúne natureza preservada, memórias do período colonial, gastronomia típica e a alma da escritora mais amada de Goiás. É o encontro perfeito entre o esforço físico e a sutileza das palavras.

Estruturada em 13 trechos, a aventura pode ser feita a pé ou de bicicleta,  começando no município de Corumbá de Goiás e seguindo até a histórica Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Ao longo desse trajeto, o viajante tem a oportunidade de conhecer outras seis cidades cheias de charme e história: Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí.

A experiência se torna ainda mais especial durante a passagem por povoados ricos em identidade cultural, como Caxambú, Radiolândia, Vila Aparecida, Alvelândia, Palestina, São Benedito, Calcilândia e Ferreiro, onde a hospitalidade goiana e a culinária típica do interior dão o tom de cada parada.

Além do resgate histórico, o Caminho de Cora Coralina proporciona uma verdadeira imersão na natureza intocada do Cerrado brasileiro. Os caminhantes e ciclistas atravessam áreas de preservação fundamentais para o ecossistema nacional, como o Parque Estadual dos Pireneus, o Geoparque dos Pireneus, o Parque Estadual da Serra de Jaraguá, a APA da Serra Dourada e o Parque Municipal da Estrada Imperial. 

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A trilha

A criação da trilha – idealizada em 2013 e estruturada a partir de 2017 – resgata caminhos de antigos desbravadores, apoiando-se em relatos históricos clássicos, como a jornada de Luís da Cunha Menezes, em 1778; os registros dos naturalistas Auguste de Saint-Hilaire e Johan Emanuel Pohl, no século XIX; as memórias de Oscar Leal e o próprio Relatório Cruls, que demarcou o Planalto Central. 

O nome da rota homenageia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a poetisa Cora Coralina, que imortalizou em seus versos os becos, as pedras e a alma do interior goiano.

Para registrar e eternizar essa caminhada, os viajantes contam com o Passaporte do Peregrino. À medida que o turista avança pelo percurso, ele coleta carimbos nos pontos de apoio e povoados parceiros, comprovando a conclusão do trajeto. Muito mais do que uma validação formal, o passaporte se transforma em um diário de bordo, onde cada carimbo representa uma lembrança que o viajante guardará para o resto da vida.

Como chegar

Planejar a viagem para o Caminho de Cora Coralina é simples. Para quem chega de outros estados, os principais pontos de desembarque são os aeroportos e rodoviárias de Brasília ou Goiânia, que ficam respectivamente a apenas 115 quilômetros e 113 quilômetros de distância de Corumbá de Goiás, o ponto de partida oficial. 

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Hoje, a trilha é gerida por uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores locais e dezenas de voluntários, que oferecem suporte completo de alimentação, pouso e orientação, garantindo que o visitante desfrute de uma viagem confortável.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Trilhas, mirantes, história e natureza: conheça o Parque Nacional da Tijuca

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Situado no coração do Rio de Janeiro (RJ), o Parque Nacional da Tijuca é a unidade de conservação mais visitada do país, atraindo milhões de turistas todos os anos. Verdadeiro oásis em uma das maiores metrópoles do mundo, o local é dividido em quatro setores: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra da Gávea/Pedra Bonita e Covanca/Pretos Forros. Sua gestão integrada preserva uma rica porção da Mata Atlântica e garante o livre acesso a cenários que unem a exuberância da natureza ao dinamismo urbano da capital fluminense.

Do ponto de vista ambiental, o parque carrega uma importância histórica, sendo considerado uma das maiores florestas urbanas reflorestadas do planeta, processo que teve início no século 19,  após o desmatamento massivo da região, para dar lugar a plantações de café, resultando em escassez de água potável para a cidade. 

Diante da crise, uma ordem de reflorestamento, decretada por Dom Pedro II, permitiu o plantio manual de milhares de mudas de espécies nativas, recuperando as nascentes e os mananciais locais. Hoje, além de proteger os recursos hídricos, a floresta atua como um regulador térmico, amenizando as temperaturas da capital e abrigando centenas de espécies de plantas e animais, como tucanos, quatis, macacos-prego e a preguiça-de-três-dedos.

Os atrativos do parque atendem desde quem busca contemplação até os que preferem trilhas e esportes de aventura. Na Serra da Carioca, está o icônico Morro do Corcovado, com o monumento do Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo, além da deslumbrante Vista Chinesa e da Mesa do Imperador, mirantes clássicos que emolduram a paisagem carioca. O Parque Lage, localizado aos pés da floresta, encanta com seus jardins históricos e palacete colonial.

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Já no setor da Floresta, o visitante pode observar a impressionante Cascatinha Taunay, a maior queda d’água do parque, e percorrer trilhas que levam ao Pico da Tijuca – o ponto mais alto da unidade, com 1.021 metros de altitude – e ao Bico do Papagaio. A aventura ganha ainda mais altura no setor da Pedra Bonita e da Pedra da Gávea, onde os visitantes podem observar as decolagens de voo livre ou encarar uma das trilhas de montanha mais famosas e desafiadoras da costa brasileira.

Dicas práticas para explorar o parque

Quase a totalidade dos acessos ao parque, mirantes, cachoeiras e trilhas é completamente gratuita, sendo o ingresso cobrado apenas para quem deseja acessar o monumento do Cristo Redentor e praticar voos livres.

Para realizar as atividades de maior complexidade, recomenda-se buscar guias e condutores ambientais credenciados junto ao próprio Parque Nacional da Tijuca.

Certificar-se de que a agência ou o instrutor possui registro ativo no Cadastur (https://cadastur.turismo.gov.br/) – sistema oficial que reúne os prestadores de serviços turísticos regularmente cadastrados no país – garante não apenas o cumprimento das normas de segurança, mas também o respeito às regras de mínimo impacto ambiental estabelecidas para a preservação do ecossistema.

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Como chegar

Para chegar ao Parque Nacional da Tijuca por via aérea, os desembarques ocorrem no Aeroporto Santos Dumont (SDU), mais próximo da Zona Sul e do centro, ou no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), localizado na Zona Norte.

A mobilidade urbana da cidade facilita o deslocamento até os diferentes setores do parque, sendo possível usar o metrô, combinado com linhas de ônibus integradas para chegar aos acessos do Parque Lage ou do Alto da Boa Vista.

Para os setores da Floresta e dos mirantes da Vista Chinesa, o deslocamento em carros é bastante prático pelas vias pavimentadas, enquanto o acesso final ao topo do Corcovado pode ser feito da forma tradicional, pelo Trem do Corcovado ou pelas vans oficiais que partem de pontos estratégicos, como o Largo do Machado e a Praia de Copacabana.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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